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Desmistificando a Terapia: quebrando Tabus

Psicólogo desmistificando a terapia

Ainda existem muitas fantasias e receios das pessoas sobre o processo terapêutico. Este texto se propõe a discutir as dúvidas mais frequentes que aparecem na clínica, a começar pela mais básica de todas: “Afinal, o que vem a ser terapia?”

Guia Completo de Como Selecionar seu Psicólogo

Se você é daqueles que gosta de entender tudo nos mínimos detalhes, então esse guia é para você! No guia completo você vai conhecer todo o processo desde onde procurar e selecionar um psicólogo, como é a primeira consulta, como se preparar para a terapia, como é o processo terapêutico e até como avaliar os resultados.

COMO SELECIONAR O SEU PSICÓLOGO

É um tipo especial de relacionamento interpessoal com regras próprias, com suas limitações de horários e locais, com suas inúmeras técnicas e meios auxiliares.

E como tal, exige que paciente e terapeuta estejam disponíveis e abertos para esse encontro.

O primeiro ponto para se decidir pela terapia é o desejo de fazer terapia. E vale ressaltar que o desejo tem que ser seu.

Com exceção das crianças, que em geral são trazidas pelos pais, é impossível tratar quem procura ajuda simplesmente por indicação, mas não deseja de fato ser tratado.

Temos que nos atentar para o fato de que a terapia só terá função em nossas vidas se realmente desejamos vivenciar este processo e ir em busca do nosso autoconhecimento.

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Bom, depois desta decisão surgem outras dúvidas: “Como escolher o terapeuta?” “Qual é a melhor abordagem?”

É natural que as pessoas que já conhecem a psicologia se identifiquem mais com determinada abordagem, entretanto, ouso dizer que a escolha do psicólogo sobrepõe a do método, pois o terapeuta é em si um método.

Uma fantasia que existe no imaginário social é a de que o psicólogo não pode ter defeitos.

Há pessoas que gostam de endeusar as outras e quando percebem que o psicólogo possui limitações inerentes a sua condição humana se decepcionam: “se ele próprio tem problemas, como é que ele vai curar alguém?”

Já em outros momentos, o psicólogo é temido pelos seus supostos super poderes: “como ele advinha meus pensamentos?”

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Afinal, o que se deve esperar do psicólogo? Em primeiro lugar, que ele tenha um profundo respeito pelo ser humano e seja capaz de ver cada indivíduo na sua particularidade. É recomendável que sustente sua prática pelo famoso tripé: supervisão – estudos teóricos – terapia ou análise pessoal.

Ele não é um modelo a ser copiado, mas dependendo do caso pode ser uma referência. É preciso compreender que ele é um profissional para te escutar e é através desta escuta que o paciente criará condições para arcar com o seu desejo.

Outra dúvida é em relação à duração do tratamento, alguns receiam que seja interminável. No entanto, a duração está relacionada com a necessidade do paciente, ou seja, até que se sinta pronto para se desligar do vínculo estabelecido com o terapeuta.

Sabemos que optar pela terapia não é uma decisão fácil, pois se investe tempo, dinheiro e energia psíquica. Podem surgir sentimentos de fracasso do tipo: “Onde eu errei?”.

Entretanto, o que constato é que muitos dos que procuram ajuda são pessoas com recursos internos para solucionar sua problemática, elas se sentem insatisfeitas porque no fundo sabem que poderiam estar melhor.

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Nas primeiras sessões é comum que as queixas sejam endereçadas à família, ao cônjuge, ao chefe, aos traumas de infância, à má sorte…

Algumas pessoas acreditam serem injustiçadas, vítimas da vida e, portanto, dizem estar impotentes a respeito da desordem na qual se encontram. Diante disto, como a psicanálise pode contribuir?

Fazer análise não é apenas “se conhecer profundamente”, é muito mais… É ter o discernimento de saber o que é o meu desejo e o que achava que era meu desejo, quando na verdade era de um outro.

É aprender a lidar com os “fantasmas da mente”. É permitir que os traumas inconscientes apareçam. É perceber que, por mais paradoxal que seja, a queixa também é útil.

É se implicar no próprio sintoma e desatar alguns nós sintomáticos. É descobrir o texto enigmático do discurso que repetimos inúmeras vezes.

Enfim, é tomar as rédeas da própria vida, o que não é pouco.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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