Eu tenho medo de dirigir, e agora?

Medo de dirigir

Acelerador, freio, freio de mão, troca de marcha, retrovisor, seta, movimento de pedestre, movimento de ciclista, movimento de outros automóveis. São muitos os detalhes que fazem toda a diferença no trânsito, mas que se tornam atitudes automáticas por parte dos condutores.

Porém, com outras pessoas a situação é diferente. Elas sentem pânico ao dirigir, passando por uma verdadeira perturbação ao entrar no carro, já que assumir o volante parece algo arriscado demais. A ansiedade causada é incontrolável e inevitável: o automóvel apresente uma ameaça. Tal sensação de medo é paralisadora, prejudicando a vida das vítimas desse pânico.

Especialistas indicam duas causas como as principais causadoras desse problema: um acidente que levou a um trauma ou pensamentos de tragédia relacionados ao ato de dirigir. Independente dos motivos que acarretam o medo, o tratamento existe e é comprovadamente eficaz.

Tratando o medo de dirigir

Técnicas de psicologia estão disponíveis para auxiliar as vítimas a superarem a síndrome. Porém, cada método deve ser pensado de forma particular, ou seja, somente um especialista poderá determinar os próximos passos estando junto ao paciente. Algumas pessoas passam por apenas algumas sessões, estruturando o comportamento para mudar positivamente a forma de pensar e agir, enquanto outras necessitam de um tratamento mais longo para que realmente consigam superar o medo. Portanto, cada caso é um caso que precisa ser analisado de forma isolada.

Em situações mais amenas, alguns cuidados básicos são suficientes para que a vítima consiga assumir o volante. O primeiro passo é manter um treino constante, dirigindo em locais mais calmos, até que o processo torne-se mais fácil. Comece com trajetos menores e estenda com o passar do tempo, anote dez destinos em ordem de dificuldade e se esforce para alcançá-los. O autocontrole é essencial para que o medo seja superado.

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Especialistas afirmam que é fundamental que o paciente permita-se errar e entenda que deixar o carro morrer, por exemplo, é um erro simples que pode ser contornado. Nesse momento, controle seus pensamentos, mesmo que sintomas como boca seca e mãos tremulas apareçam, continue tentando, essa situação se amenizará com o tempo e a prática. Não se apavore.

Dicas essenciais

Para começar, entre no seu carro ainda dentro da garagem e familiarize-se com o ambiente e com a situação. Ajuste o banco, o retrovisor, enfim, sinta-se confortável naquele espaço. Depois ligue o veículo, na próxima vez saia da garagem e vá progredindo.

O apoio de um amigo pode ainda fazer toda a diferença, convide alguém de confiança para acompanhar o seu momento de superação. Mas atenção: escolha um passageiro capaz de manter a calma e não tente provar nada a ninguém, apenas cumpra o que você precisa fazer. Não crie expectativas, lembre-se que é preciso dar um passo de cada vez.

Crie uma rotina, marque uma frequência para conduzir o carro. Não desista. E se o medo persistir, se o simples pavor tornar-se um pânico paralisante, não esqueça de procurar ajuda, um especialista te indicará o melhor tratamento e sua vida retomará ao normal.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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