Como a terapia de Casal pode ajudar você a salvar o seu casamento?

Como a terapia de Casal pode ajudar você a salvar o seu casamento

A vida a dois é um dos maiores exercícios de convivência do ser humano, que envolve todo um mundo de expectativas em relação ao outro e também em relação aos caminhos que serão trilhados em conjunto. No entanto, apesar de todos os laços afetivos que unem o casal, vários fatores colaboram, ao longo do tempo, para que nem sempre as coisas sigam o rumo esperado. Rotina, trabalho, filhos, contas a pagar, viagens e mesmo doenças podem fazer com que as pessoas se distanciem, reajam de forma inesperada ou se revelem com comportamento bastante diferente do que se esperava. Nessas horas a terapia de casal pode, efetivamente, ser um instrumento de compreensão e união, como ferramenta de reaproximação e diálogo que pode ter deixado de existir.

Claro que ninguém se casa pensando em não ser feliz – mas a realização da vida perfeita, do companheirismo que supera todas as dificuldades, da entrega total e irrestrita e da confiança sem limites na maior parte das vezes pode ser uma questão de sorte. Ainda que nenhum fator externo influenciasse a rotina e o casal vivesse em uma redoma, há aspectos da personalidade de cada um que só aparecem com a convivência – daí ser comum se ouvir que só se conhece o outro quando se vive debaixo do mesmo teto. E nem sempre a face real é aquela que esperávamos.

As dificuldades diárias enfrentadas como profissionais, como pais e mães, como donos de casa e como marido e mulher influenciam não só na reação às pequenas coisas do dia a dia, mas também na forma como vemos o outro, e é praticamente impossível não levar agentes externos para dentro do casamento. Por isso a terapia de casal pode ter um papel decisivo quando o sentimento original se mantém intacto ainda que por baixo de camadas de mágoas e decepções, de ansiedades e de planos não realizados.

Indicada para qualquer tipo de casais, a terapia procura trabalhar os mecanismos psíquicos comuns dos relacionamentos amorosos, sejam de que forma for. Claro que não há um padrão específico ou correto de relacionamento a seguir, muito menos um protótipo estrutural de como um casamento deve ser em relação a idade, época ou tempo de união, mas muitas vezes é preciso trabalhar a maturidade afetiva de forma a atender carências afetivas e também equilibrar vontade de receber aspectos como estabilidade, carinho, compreensão, companheirismo, fidelidade e reconhecimento, por exemplo, com a própria disposição de dar. Assim o conflito se perpetua e cresce, atingindo níveis insuportáveis – mas não necessariamente insuperáveis.

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A terapia de casal procura trabalhar cobranças, sentimentos exagerados que pautam comumente os relacionamentos modernos, quando vários mitos foram trocados por outros mitos: o “amor eterno” pela “verdade total”, a cobrança excessiva da fidelidade pelo mito da independência, a paixão avassaladora pelo esfriamento do sexo, que muitas vezes nada mais é do que uma adaptação natural do furor inicial, por exemplo. A sociedade cria mecanismos “reguladores” dos relacionamentos que podem tornar-se verdadeiras armadilhas.

A falta de diálogo, de paciência e de comunicação com o outro leva aos casais à terapia, mas a própria procura em si do profissional já demonstra a intensão de consertar, de continuar apostando no relacionamento. Os rumos tomados pelo casal a partir do início do processo analítico, no entanto, será definido apenas pelo tempo, ao longo da terapia, conforme as verdadeiras razões dos conflitos forem sendo desvendadas e resolvidas. A vida a dois é um projeto arriscado, como tudo o que realmente vale a pena.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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