Decepção amorosa: como superar o medo de amar novamente

Decepção amorosa

Quando depositamos esperanças e dedicação, criamos expectativas e, quando não correspondidas, o medo de amar novamente aparece. Conheça 4 importantes dicas.

O medo de amar novamente pode ser um dos piores sofrimentos na vida de uma pessoa, pois atinge diretamente nosso emocional, abala o psicológico e muitas vezes somatiza no corpo. Tem pessoas que procuram a solução ou a fuga desse sofrimento em novos relacionamentos, vícios, compulsões etc. Porém, todas estas atitudes podem levar a novos sofrimentos. Conforme afirmam psicólogos, apenas o autoconhecimento poderá sanar de vez esse sofrimento do medo de amar novamente.

É possível superar essa fase ou como diz o ditado, “o tempo cura tudo”? Dependendo do caso e do contexto do relacionamento, às vezes, não é tão simples assim. Na medida em que a pessoa vai entregando-se na relação, ela perde o senso da vulnerabilidade. E é por isso que quando acontece a decepção amorosa, não encontrará segurança e racionalidade suficiente.

O medo de amar novamente é uma dessas consequências. Existem pessoas que naturalmente não se entregam na sua totalidade em relações amorosas, porque elas já apresentam certo receio ou medo, antes de qualquer desilusão. Então, o que devemos tratar, o medo em si ou a decepção amorosa? São coisas distintas, mas uma está intimamente ligada à outra, por várias razões.

Decepção amorosa e o medo de amar novamente

Quem acaba se protegendo demais, não saberá encontrar aspectos assertivos e favoráveis no amor. A crença de que não vai dar certo pode bloquear os sentidos de realização. E pode levar muitos anos para desatar esse nó. A extrema autoproteção é convidativa para uma vida baseada na desconfiança.

O medo, por outro lado, possui uma relação direta com a preocupação de não correr riscos. Mesmo que não saibamos o que o futuro nos guarda, superar e enfrentar o medo de amar novamente é importante em qualquer circunstância da vida. A sua forma drástica é a caracterização da depressão e início de fobias.

Já a decepção amorosa nos faz refletir constantemente sobre a sua causa e imergimos em uma série de questionamentos sobre nossas atitudes e as do parceiro/a. No que erramos ou ainda, o que poderia ter sido evitado? Estas são perguntas frequentes, nos fazendo entrar em um estado de inquérito interno. A ideia de seguir adiante é sabotada nestas circunstâncias. Desejos de obter um resultado, positivo ou negativo, ou simplesmente fugir desse momento é o que domina nossa mente.

Quem nunca estimulou os pensamentos negativos? O mesmo poder que temos para iniciar um belo projeto é o mesmo que pode propiciar a nossa autodestruição. A energia consumida em torno do que é mais fácil, instigada pelos pensamentos negativos, é completamente destinada a caminhos errantes.

Neste estágio, se torna necessário e essencial o acompanhamento de um psicólogo para dar conta destes “atalhos” emocionais.

O que fazer neste momento?

Cada relacionamento é particular em si mesmo. No entanto, os sintomas são comuns a quase todos eles. Por este motivo, como deve ser tratada a superação do medo, e poder amar novamente, dependerá do seu entendimento em relação a si mesmo (autoconhecimento) com o poder de transformação (autoconfiança).

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Desta forma, podemos indicar algumas ideias para prosseguir o árduo caminho da superação do medo de amar novamente, na medida em que possamos aprender, e assim, estabelecer mais maturidade às nossas experiências:

1. Entender que a vida é um fluxo

Isso significa que nada no universo é estagnado, tudo gira e se transforma em possibilidades, novas criações e, provavelmente, danos. Entender que o fluxo natural de nossas vidas está atrelado a este cenário nos permite perceber que até nos momentos difíceis, qualquer coisa pode acontecer.

A busca pela felicidade não poderá ser interrompida. O longo apelo à dor como subterfúgio da culpa ou da incriminação leva nosso emocional causar sintomas físicos como crises de pânico, entre outros.

2. Existe a relação perfeita?

Por mais que acreditemos num ideal de relacionamento, a sua busca, na verdade, não é tão aconselhada pelos psicólogos. Eles entendem que iniciar uma longa caminhada em função de encontrar a “mais perfeita relação” ou “amor”, seria no fim das contas, perceber se é importante procurar apenas “o suficiente para ser feliz”. Por si só este cuidado e consciência sobre o que é bom para si, implica no entendimento sobre as verdadeiras necessidades de cada um.

3. Quem está próximo?

Neste momento, a assistência sincera de pessoas que possuem uma relação incondicional, como familiares e amigos, são tão importantes quanto seu desejo à fuga. Busque companhias que lhe sejam assertivas, converse e abra se coração. Evite se deixar tomar por pensamentos negativos. Pessoas de confiança podem lhe dar uma visão que você não seria capaz de ter.

4. O maior aprendizado

Otimize este estado de dor pela superação de si mesmo. A ideia de cair e poder levantar-se é um dos principais ensinamentos de nossos ancestrais. Após toda queda, o ressurgir de uma nova etapa nos torna capaz de enfrentarmos desafios antes não possíveis. As pedras do tropeço serão as mesmas para a construção do caminho. Recomeçar faz parte do ciclo natural da vida.

A dor e o medo de amar novamente somente são perigosos se transfiguram em ressentimento e rancor. Se não, aprenda a fazer deste caminho uma saída verdadeira! E caso a dor esteja muito difícil de lidar, busque a ajuda de um psicólogo. Um bom profissional irá lhe ajudar a diminuir o sofrimento e a conseguir um novo recomeço.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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