Por Luzia Lobato
Psicóloga · CRP 06/119285
Publicado em 02/11/2026
Para funcionar de forma eficiente, as sessões de terapia são estabelecidas a partir de alguns importantes acordos entre psicólogo e paciente.
Nesse sentido, algumas coisas são proibidas durante esse momento a fim de garantir a segurança e o desenvolvimento do processo terapêutico.
Esses acordos valem para os dois lados, e conhecê-los antes da primeira sessão tira boa parte da insegurança de quem está começando. Vale também conhecer quem vai estar do outro lado: os psicólogos da Psicólogos Berrini atendem presencial ou online, e cada perfil mostra a abordagem com que o profissional trabalha, o que ajuda a escolher com calma.
Para quem vai fazer a sua primeira sessão, esses elementos proibidos podem ainda não ser tão claros e gerar algumas dúvidas, não é mesmo?
Por isso, a fim de garantir que você tenha uma experiência satisfatória, preparamos este conteúdo trazendo o que não pode ser feito em uma psicoterapia, tanto por parte do paciente quanto do psicólogo. Confira!
Coisas proibidas em uma sessão de terapia: Psicólogo
Dentre as atitudes que um psicólogo nunca deve adotar, estão:
1. Quebra de sigilo e confidencialidade
O psicólogo não pode quebrar o sigilo daquilo que é conversado com o paciente, sejam as consultas presenciais ou remotas. A confidencialidade está prevista no Art. 9º do Código de Ética Profissional do Psicólogo e deve ser respeitada por todo profissional.
Essa quebra de sigilo só pode ocorrer em casos previstos em lei, como suspeita de abuso ou quando o cliente está em risco iminente de cometer suicídio, por exemplo.
À exceção desses casos, o sigilo deve ser absoluto!
2. Juízo de valor
O psicólogo também não pode, em hipótese alguma, julgar o paciente por seus comportamentos e pensamentos. Além disso, o profissional não pode colocar à frente suas crenças ideológicas, políticas e religiosas, por exemplo, para conduzir o indivíduo na sua caminhada.
O papel do especialista é acolher e direcionar o paciente conforme os princípios da psicologia e da abordagem utilizada na sessão, como terapia cognitivo-comportamental ou psicanálise, por exemplo.
3. Prescrição de medicamentos
O psicólogo não é o profissional responsável pela prescrição de remédios para a saúde mental; esse é o papel do psiquiatra. Por isso mesmo é que se diz que os dois papéis se complementam, mas um não pode invadir o espaço do outro.
Portanto, se um psicólogo perceber que pode haver a necessidade de um paciente tomar medicamentos, como para controlar a ansiedade ou depressão, por exemplo, ele encaminha o indivíduo para um médico psiquiatra, a fim de que esse faça o devido diagnóstico e prescrição.
4. Envolvimento afetivo
O psicólogo não pode se envolver afetivamente com o seu paciente, uma vez que isso pode interferir negativamente nos objetivos do tratamento. Isso envolve desde relacionamentos de amizade até amoroso/sexual.
Convém destacar que o próprio Código de Ética Profissional do Psicólogo proíbe que o terapeuta atenda algum familiar ou alguém ligado a ele. Ou seja, o envolvimento afetivo não deve surgir ao longo da terapia e também é um pré-requisito para o seu início.
Caso o psicólogo infrinja algumas dessas regras, você pode registrar uma denúncia junto ao Conselho Regional de Psicologia do seu estado para que a situação seja apurada.
Conhecer os seus direitos é o primeiro passo para que a terapia seja um espaço seguro de autoconhecimento.
Coisas proibidas em uma sessão de terapia: Paciente
Agora que você já viu as coisas que um psicólogo não pode fazer em uma sessão, é hora de conferir o que um paciente é terminantemente proibido de realizar.
Atente-se para os pontos que traremos principalmente se você iniciará pela primeira vez um acompanhamento psicológico:
1. Uso do aparelho telefônico
Você não deve utilizar o seu celular durante as sessões de psicoterapia. O ideal é que ele fique no modo silencioso, avião ou desligado para evitar que, caso você receba alguma notificação, se sinta com vontade de pegá-lo – algo que pode gerar ansiedade.
Essa é uma conduta que você deve seguir plenamente, uma vez que utilizar o aparelho telefônico durante a consulta é uma falta de respeito com o psicólogo e ainda pode atrapalhar a sua própria evolução ao longo do acompanhamento terapêutico.
Dica valiosa: Esteja de corpo e alma na terapia, focando apenas no “aqui e agora” e nas suas emoções e pensamentos.
2. Questionamentos ríspidos
Você não precisa concordar com todas as colocações do psicólogo. Não há problema algum em discordar e até mesmo questioná-lo amistosamente sobre alguns pontos.
A grande questão aqui é que discordar e até mesmo expor o seu posicionamento é bem diferente de rebater o profissional com grosseria ou rispidez.
É válido mencionar que você pode trocar de psicólogo caso não haja identificação e afinidade com o mesmo. O que estamos dizendo aqui é que entrar em conflito com o terapeuta prejudicará você mesmo e te deixará irritado e ansioso, atrapalhando o seu progresso.
Dica valiosa: nos casos em que você não esteja obtendo o retorno esperado, converse de forma franca e respeitosa com o terapeuta para mostrar a sua visão e, se for necessário, procure outro profissional.
3. Faltas constantes
Não há problema em faltar ao acompanhamento psicológico eventualmente. Afinal, imprevistos acontecem. O problema é quando as faltas passam a ser constantes, uma vez que isso retarda a sua melhora e evolução.
É preciso olhar para a psicoterapia como uma prioridade na sua vida e evitar faltar por questões banais ou simples de serem resolvidas por pura preguiça.
Dica valiosa: uma boa forma de manter a continuidade assídua do tratamento é optando pela terapia online, que reduz exponencialmente imprevistos de horários e deslocamentos, uma vez que você pode se consultar de onde estiver.
4. Alta por conta própria
Por fim, uma última coisa proibida em uma sessão de terapia é se dar alta por conta própria, sem o aval do psicólogo. Isso pode ser muito perigoso e, inclusive, levar à piora do seu quadro emocional.
Entenda que somente o psicólogo pode definir se você já está apto ou não para encerrar o acompanhamento psicológico. Por isso, na dúvida sobre a necessidade de dar continuidade ou não ao tratamento, converse com o profissional sobre o que você pensa e veja o que ele te diz sobre a sua situação.
Dica valiosa: exponha os motivos que te fazem querer parar, como falta de dinheiro ou de tempo, desmotivação, entre outros. Esse diálogo franco e honesto é indispensável para que o profissional te conduza no melhor caminho e, inclusive, te dê alternativas viáveis dentro da sua realidade, como um ajuste no preço da terapia, por exemplo.
–
Assim, conhecendo os seus direitos e deveres dentro de uma sessão de terapia, fica mais fácil cuidar da sua saúde mental com segurança e responsabilidade.
Em nossa plataforma, você encontra psicólogos devidamente registrados e confiáveis para iniciar o seu acompanhamento de onde estiver – e em segurança. Por isso, agende a sua sessão hoje mesmo!
Psicólogos para Saúde Mental
Você pode encontrar um psicólogo para Saúde Mental no formato de terapia online por videochamada e também consultas presenciais em São Paulo:
-
Luzia LobatoCRP 06/119285
Consultas presenciais
Consultas por vídeoEspecialista em Terapia Cognitivo Comportamental e pós-graduada em Saúde Mental. Possui vasta experiência em atendimentos para adultos e casais, com foco em demandas como ansiedade, estresse no trabalho, conflitos familiares, depressão, questões emocionais como autoestima e autoconfiança…
Valor R$ 275(R$ 150 a 1ª consulta)
Posso ajudar comAnsiedadeCasaisCasamentoCompulsõesConflitos Amorosospróximo horário:
Consulte os horários -
Letícia LopesCRP 06/168484
Consultas presenciais
Consultas por vídeoA psicóloga Letícia Lopes é graduada em Psicologia pela Universidade Paulista, possui formação em TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) pelo CETCC; pós-graduada em Psicopatologia e Saúde Mental pelo CEPPS e Mentoria em TCC com Anna Polak...
Valor R$ 275(R$ 150 a 1ª consulta)
Posso ajudar comAnsiedadeAutoconhecimentoAutoestimaCompulsõesConflitos Familiarespróximo horário:
Consulte os horários

Autor: Psicóloga Luzia Fatima de Andrade Lobato - CRP 06/119285 Formação: Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e pós-graduada em Saúde Mental. Possui vasta experiência em atendimentos para adultos e casais, com foco em demandas como ansiedade, estresse no trabalho, conflitos familiares, depressão, questões emocionais como autoestima e autoconfiança…
Psicólogos que atendem este tema
- Conheça todos os psicólogos do consultório
Psicólogos com CRP ativo e agenda real: veja formação e abordagem de cada profissional e agende online ou presencial no Brooklin. Metade da equipe há mais de 5 anos conosco.
- Por que Fazer Terapia? Como a Psicoterapia Funciona
Entenda por que fazer terapia, como funciona a psicoterapia e quem pode se beneficiar. Tire dúvidas sobre abordagens, duração e o papel do psicólogo.







