Por Vitória Appoloni
Psicóloga · CRP 06/143864
Publicado em 19/10/2026
Entre os diferentes tipos de depressão, o transtorno depressivo maior é um dos mais comuns. Também conhecido como depressão unipolar, essa condição se caracteriza pela tristeza intensa, apatia generalizada e dificuldade para realizar tarefas cotidianas.
Conhecer os detalhes dessa depressão é importante para saber identificar quando você ou uma pessoa próxima e querida está passando pelo problema e, assim, buscar ajuda profissional imediata.
Então, continue acompanhando este artigo para saber mais sobre o transtorno depressivo maior, como causas, sintomas e tratamentos. Boa leitura!
O que é o transtorno depressivo maior?
O transtorno depressivo maior, ou depressão unipolar, é uma condição que causa uma tristeza profunda sem causa aparente, perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, mudança nos padrões do sono e comprometimento da rotina.
Vale dizer que são sintomas que duram por mais de duas semanas, sendo que o indivíduo encontra dificuldades para sair desse quadro. Assim, ele afeta a forma como a pessoa pensa, se comporta e lida com as suas emoções.
Quais são as causas do transtorno depressivo maior?
Não existe uma causa específica que explique o surgimento da depressão unipolar. Entretanto, existem fatores de risco que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver essa condição. Eles envolvem aspectos genéticos, emocionais e/ou ambientais e são:
- Histórico familiar: pessoas que possuem parentes próximos com depressão – especialmente de primeiro grau (pai, mãe e irmãos) – têm mais chances de desenvolver esse transtorno.
- Fatores bioquímicos: o desequilíbrio de hormônio e/ou de neurotransmissores no cérebro, além da deficiência de substâncias importantes no corpo – como a vitamina B12 – também pode provocar a depressão unipolar.
- Problemas de saúde: conviver com alguma doença crônica grave pode levar o indivíduo a um quadro depressivo.
- Traumas: a vivência de traumas em algum momento da vida, especialmente na infância, pode impactar a saúde mental da pessoa de forma duradoura.
- Estresse crônico: estar constantemente estressado, como por pressões intensas no trabalho ou nos relacionamentos, por exemplo, pode levar à depressão.
Portanto, o transtorno depressivo maior pode surgir – ou se agravar – a partir de um desses fatores ou, até mesmo, pode ser resultado da junção de alguns deles.
Quais são os principais sintomas do transtorno depressivo maior?
Primeiramente, é preciso saber que os sintomas do transtorno depressivo maior podem variar de pessoa para pessoa, tanto em características quanto em intensidade. No entanto, existem alguns sinais típicos e comuns desta condição. São eles:
- Tristeza profunda e persistente: sentimento de vazio, angústia e desesperança, que perdura a maior parte do dia.
- Perda de interesse e prazer: atividades que antes eram prazerosas passam a não ter mais graça, sentido ou importância.
- Fadiga e cansaço excessivo: mesmo após dormir bem ou mesmo quando a pessoa descansa todo o dia (como aos finais de semana), ela se sente exausta e com falta de energia para realizar tarefas simples.
- Alterações no sono: noites mal dormidas, com insônia ou despertares frequentes, ou, ainda, ao contrário, sono em excesso, mas sem sensação de vigor.
- Mudanças no apetite e peso: aumento ou diminuição significativa do apetite, o que, consequentemente, promove o ganho ou a perda de peso.
- Dificuldade de concentração: falta de foco, imprecisão para tomar decisões ou desafio para lembrar de informações simples.
- Maior sensibilidade emocional: os nervos ficam à flor da pele e, por qualquer motivo, a pessoa pode ficar nervosa ou estressada.
- Isolamento social: tendência a se afastar de amigos e familiares e evitar a saída de casa, inclusive para ir ao supermercado ou farmácia, por exemplo.
- Sentimentos de culpa ou inutilidade: pensamentos negativos sobre si mesmo, o que envolve a baixa autoestima e autocrítica excessiva.
- Ideações suicidas: em casos mais graves, surgem pensamentos sobre a morte ou desejo de não existir.
Assim, como é possível perceber, os sintomas da depressão unipolar afetam o corpo, a mente e o comportamento do indivíduo, interferindo significativamente na sua vida pessoal, profissional e social.
Depressão maior tem cura?
Os especialistas não falam em cura do transtorno depressivo maior, mas sim na possibilidade da remissão dos sintomas com o tratamento adequado.
Não se fala em cura definitiva pois podem ocorrer novos episódios ao longo da vida, especialmente se o paciente abandonar o acompanhamento médico e psicológico.
Portanto, embora não tenha cura, a pessoa pode conviver com esse transtorno sem sintomas desde que mantenha o tratamento.
Como diagnosticar e tratar o transtorno depressivo maior?
O diagnóstico do transtorno depressivo maior é feito por um psiquiatra, sendo que este considera os sintomas atuais do paciente – e se estes duram a mais de duas semanas, o seu histórico clínico e outros aspectos que julgar importantes.
Convém mencionar que exames físicos e laboratoriais também são comumente solicitados para investigar se a depressão unipolar pode estar relacionada a fatores hormonais, químicos ou falta de vitaminas, pois, nesse caso, também será necessária uma intervenção no aspecto físico.
O tratamento, por sua vez, é individualizado, mas geralmente combina os seguintes recursos:
Psicoterapia
Sem dúvidas, a base do tratamento da depressão unipolar é a psicoterapia. Ela ajuda o paciente a lidar melhor com as emoções e encontrar estratégias de enfrentamento eficazes para os momentos difíceis e os conflitos internos.
É importante frisar que o acompanhamento com um psicólogo não deve ser realizado apenas em momentos de crise… A constância a longo prazo evita o reaparecimento dos sintomas, bem como trabalha o autoconhecimento e o desenvolvimento pessoal.
Nesses casos, podem ser utilizadas diferentes abordagens terapêuticas, como terapia cognitivo-comportamental (TCC), psicanálise e terapia de aceitação e compromisso (ACT). A escolha depende das necessidades individuais e da orientação profissional.
Uso de medicamentos
Em casos de depressão unipolar moderada a grave, o uso de antidepressivos – e em alguns casos ansiolíticos – pode ser recomendado. Eles são eficazes para o equilíbrio dos neurotransmissores e manutenção da estabilidade do humor.
Entretanto, é importante saber que somente um médico, de preferência psiquiatra, é que pode prescrever esse tipo de medicação. Nunca tome ou pare por conta própria!
Mudança nos hábitos de vida
Como vimos, muitos padrões de comportamento podem levar à depressão, como o estresse crônico, por exemplo. Por isso, é muito importante adotar hábitos de vida saudáveis a fim de tratar e também de prevenir novos quadros.
Assim, algumas ações podem incluir:
- Realizar alguma atividade física de forma regular;
- Ter uma alimentação saudável e nutritiva;
- Estabelecer uma rotina de sono;
- Garantir tempo para o lazer, momentos com família e amigos e para o autocuidado.
-Se você desconfia que pode estar com transtorno depressivo maior ou outro tipo de depressão ou acredita que alguém próximo esteja sofrendo com esse problema, entre em contato conosco! Conheça os nossos psicólogos e agende a sua consulta!
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Vitória AppoloniCRP 06/143864
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Consultas por vídeoEspecialista em Análise do Comportamento Aplicada, atua com TCC - Terapia Comportamental e é pós-graduada em Sexualidade Humana e Sexologia, atua em seu consultório particular com demandas de ansiedade, relacionamentos, depressão, terapia de casal e vida profissional...
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Autor: Psicóloga Vitória Appoloni Correia - CRP 06/143864Formação: Especialista em Análise do Comportamento Aplicada, atua com TCC - Terapia Comportamental e é pós-graduada em Sexualidade Humana e Sexologia, atua em seu consultório particular com demandas de ansiedade, relacionamentos, depressão, terapia de casal e vida profissional...
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