
Desequilíbrio de Poder nas Relações: Sinais e Saídas
O poder nas relações raramente se impõe de forma explícita — ele se instala no cotidiano, moldando emoções, silêncios e limites. Reconhecer esse padrão é o primeiro movimento possível.
Entre um exame e o seguinte existem duas ou três semanas — e é nelas que a cabeça trabalha. A gestação transforma nove meses num calendário de avaliações: medidas, percentis, resultados, e a sensação de que qualquer coisa que você faça pode ser determinante.
Sentir ansiedade nesse período não é sinal de que você não queria: é sinal de que importa. No consultório do Brooklin, que atende desde 2012, o acompanhamento é feito por psicólogas com CRP ativo, presencialmente ou por vídeo, de segunda a sexta, das 7h às 22h, por R$ 275 a sessão, com a primeira consulta a R$ 150.
Escolha o perfil e um horário livre — por vídeo, dá para manter a constância mesmo em fase de repouso.
Chegam aqui situações bem diferentes. Quem está tentando engravidar há tempo demais e viu o assunto ocupar o calendário, o casal e a conversa com todo mundo. Quem está numa gestação de risco, com repouso e restrições que mudaram a vida da noite para o dia. Quem tem pavor do parto. Quem não planejou e não consegue sentir o que dizem que deveria sentir. E quem já perdeu uma gestação antes e atravessa esta com o coração dividido.
O que essas situações têm em comum é uma exigência silenciosa: a de que a gravidez seja vivida como um período exclusivamente feliz. É essa exigência que faz muita gente calar o medo, a ambivalência e o cansaço — e é o que se desmonta primeiro, para que o resto possa ser dito.
É a pergunta que transforma a ansiedade gestacional em ansiedade ao quadrado: além do medo original, instala-se o medo de que o próprio medo prejudique o bebê — e a gestante passa a se vigiar, se culpar por cada dia tenso e esconder o que sente para “proteger” a gravidez. Vale desarmar isso com calma: sentir ansiedade, ter dias difíceis e chorar fazem parte de qualquer gestação humana — o bebê não é prejudicado por você ser uma pessoa com emoções, e a exigência de serenidade permanente é exatamente o tipo de pressão que ninguém precisa somar a esse período. O que merece cuidado é o sofrimento persistente — pela GESTANTE, que é gente, e não apenas “ambiente” de outra pessoa. E há uma inversão importante: procurar ajuda não é admitir que algo vai mal com a gravidez — é fazer por você o que você já está disposta a fazer pelo bebê. Cuidar de quem carrega é cuidar do conjunto, nessa ordem.
A gestação de quem não gesta é feita de expectativa sem corpo: nenhum sintoma para sentir, nenhuma consulta em que é o protagonista — e uma lista própria de medos que raramente encontra escuta: dar conta financeiramente, repetir (ou compensar) o pai que teve, o pavor silencioso de que algo aconteça com quem ele ama na sala de parto. O papel social reservado — “apoio” — vem com uma regra não escrita: quem apoia não pode desabar, e o resultado é o parceiro administrando os próprios medos em segredo, às vezes parecendo distante justamente por excesso de cuidado em não somar preocupação. Em sessão, esse lugar tem espaço: o parceiro pode ter atendimento próprio durante a espera, e há temas que rendem trabalhados antes do nascimento — a divisão real que vem aí, o que cada um espera do outro na sala de parto e nos primeiros meses, e a travessia de identidade que também é dele. Bebês chegam a famílias inteiras; o cuidado pode chegar antes, para todos os lados.
A gestação fabrica ciclos de incerteza com data marcada. Cada consulta ou exame cria um período de antecipação, um pico de tensão e um alívio que costuma durar pouco, porque o próximo já está agendado. Quem já teve uma perda entra em cada um desses ciclos carregando a memória do anterior — e às vezes evita se permitir qualquer expectativa, como se a alegria fosse um risco a mais.
O manejo desse período é bastante concreto: separar o que efetivamente protege — o que a equipe médica orientou, o que está sob o seu controle — daquilo que apenas consome, como a busca infinita por informação e por histórias de outras pessoas. Também se combina o que fazer nas semanas de espera, e o que dizer a quem pergunta demais. Não se trata de parar de se preocupar; trata-se de a preocupação parar de ocupar o dia inteiro.
O formato acompanha a fase: o vídeo resolve grande parte do período, especialmente em repouso ou nas últimas semanas, e os horários das pontas do dia costumam ser os mais viáveis. O parceiro pode ter espaço próprio quando fizer sentido — a espera também mexe com quem está ao lado.
Sobre o parto, o trabalho tem duas partes: preparar o que é preparável — o plano, as preferências, as informações que reduzem o desconhecido — e preparar o que fazer se o plano mudar, porque a frustração com um parto diferente do imaginado é um fator conhecido de sofrimento depois. A transição para o pós-parto é conversada antes de acontecer. E sobre medicação na gestação, a decisão é sempre do médico que acompanha você; a psicóloga não prescreve e não opina sobre receita.
É uma das procuras mais frequentes, e o desgaste é específico: o ciclo mensal vira avaliação de si, o sexo vira tarefa, e cada resposta de exame reorganiza o humor da casa. O trabalho cuida do que sobra desse processo — a relação a dois, o assunto que engoliu os outros, e as decisões sobre até onde ir, que costumam ser adiadas por não terem espaço para serem faladas.
É um medo comum e tratável, e não significa que você vá passar mal. O trabalho combina informação organizada — porque boa parte do medo se alimenta do desconhecido e das histórias que circulam —, preparo prático para o dia e o cuidado com o que fazer se as coisas seguirem por outro caminho. Quando o medo é intenso a ponto de atrapalhar consultas e decisões, isso é dito à equipe médica que acompanha você.
É uma reação protetora e compreensível: não se animar parece diminuir o risco de sofrer de novo. Em sessão, essa gestação e a anterior são separadas com cuidado, o luto que ficou pelo caminho encontra lugar — o recorte de morte e luto também cobre perdas gestacionais — e a permissão para se ligar a esta gravidez é construída no seu ritmo, sem pressa e sem cobrança.
Ambivalência não é rejeição, e ela cabe inteira na sessão. Sentir medo, raiva, alívio e afeto na mesma semana é mais comum do que se fala, e o silêncio em torno disso costuma pesar mais que o próprio sentimento. Ter onde dizer, sem que alguém corrija ou lembre que é uma bênção, costuma mudar o tom do restante da gestação.
Essa avaliação é médica e não deve ser feita por conta própria: interromper medicação sem orientação tem riscos, e existem opções compatíveis com a gestação. Quem decide é o psiquiatra, junto do obstetra. A psicoterapia segue em paralelo, acompanhando como você está funcionando e ajudando essa conversa com os médicos a ficar mais precisa.
Vale combinar desde o começo: o consultório atende com hora marcada e não é serviço de urgência. Se surgirem pensamentos de morte ou de se machucar, procure ajuda na hora — o CVV atende 24 horas por dia, gratuitamente, pelo 188, e o SAMU, pelo 192. Qualquer sinal físico preocupante é assunto imediato da equipe obstétrica.
Dá — o vídeo é a escolha mais comum nessa fase e tem a mesma condução do presencial, com troca para o consultório quando você preferir. As sessões duram de 50 minutos a 1 hora e custam R$ 275, com a primeira consulta a R$ 150, de segunda a sexta, das 7h às 22h.
Seja para uma questão específica ou só para ter onde falar do que não cabe nas conversas sobre o bebê, dá para começar agora. A primeira consulta custa R$ 150 (as seguintes, R$ 275) e pode ser por vídeo. Para escolher a psicóloga ou conferir horários, a nossa secretaria atende de segunda a sexta, das 7h às 21h, pelos contatos abaixo.