Por Marcela Manochio
Psicóloga · CRP 06/120952
Publicado em 09/10/2015 · Atualizado em 14/10/2026
Quem nunca parou para pensar o quanto a vida pode fazer com que a gente se sinta incapaz de executar as tarefas mais simples?
Pequenos desastres e acontecimentos que não estavam no cronograma podem fazer com que você comece a pensar coisas ruins sobre si próprio, não é mesmo?
Não importa quantas horas você trabalhou na última semana, seu chefe continua lhe criticando. Sua família e amigos insistem em lembrá-lo que você não atingiu as expectativas que eles esperavam.
Olhar as redes sociais virou uma prova de que os outros são mais capazes que você. Sem contar aquelas pessoas que estão vivendo somente para apontar os seus erros e que você passou a crer em tudo o que elas falam.
Além disso você passou a acreditar que não é bom o suficiente para o seu trabalho ou para exercer tarefas do dia a dia, como ir ao supermercado ou consertar o chuveiro.
Afinal, o que são esses sentimentos? Isso tem prejudicado o seu bem-estar?
Vamos ver o que os psicólogos falam a respeito desse tema.
Sentir-se incapaz: insegurança, complexo de inferioridade ou depressão?
A insegurança pode surgir e agir como fundo para o complexo de inferioridade ou de sintomas de ansiedade e depressão, condições que trazem o sentimento de incapacidade.
É possível perceber insegurança em situações como deixar de realizar uma tarefa para a qual o indivíduo tem total conhecimento. Esse sentimento de incapacidade vem da crença frequente de “dizer que não sabe” ou “que não conseguirá”.
Crença repetida vira verdade, e desmontá-la sozinho é difícil justamente porque ela se confirma a cada tarefa adiada. A terapia para insegurança trabalha a origem desse “não vou conseguir” e o que ele protege, em atendimento online ou presencial, no ritmo que a pessoa aguenta.
Situações como disposição para ir a uma festa, iniciar um bate-papo ou começar a praticar um esporte podem ser muito difíceis para os inseguros, mesmo que eles tenham muita vontade de executá-las.
Certamente deixar de fazer atividades prazerosas levará o indivíduo a se sentir deprimido e incapaz de encarar outras tantas situações.
Sem contar a preocupação que ele sente ao pensar no que os outros acham ou pensam dele, na reação das outras pessoas e, principalmente, no medo de ser ele mesmo, de expor sua opinião e de se impor perante os outros.
Esses sentimentos podem esconder o “medo do futuro”. Medo de rejeição, de nada dar certo, de ficar sozinho, de perder o emprego, de se sentir culpado pela reação de alguém, de dar a própria opinião, ou seja, medo de ser você mesmo e de se sentir culpado por algo que possa acontecer.
Quais são as atitudes típicas de pessoas inseguras e com medo? Elas frequentemente adiam suas tarefas, por diversos motivos.
O complexo de inferioridade aparece quando a pessoa realmente acredita que não tem tanto valor quando se compara a outro indivíduo, chegando ao ponto, inclusive, de “provar” que é inferior ao outro.
Por exemplo, ela pode ser convidada para um projeto novo na empresa, mas afirma para si mesmo e para os outros que ninguém confia no seu trabalho ou que não sabe fazer tal tarefa – mesmo tendo sido convidada e com conhecimento para tal.
Resultado? Ela não realiza o trabalho e é tirada do novo projeto, fazendo com suas palavras sejam confirmadas. É o chamado “auto-boicote”.
Pessoas que se sentem incapazes, sem motivos reais, frequentemente assumem uma crença para si e, então, realmente não conseguem executar nenhuma tarefa ou aceitar um novo desafio.
Psicólogos possuem as ferramentas necessárias para buscar dentro dessa pessoa, através do processo terapêutico, o que a levou a acreditar na sua incapacidade e como ela pode se desvencilhar de suas crenças, passando a se sentir capaz e, claro, mais feliz.
Em caso de dúvidas, busque a ajuda de um profissional.
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Autor: Psicóloga Marcela Garcia Manochio - CRP 06/120952Formação: Formada há mais de 10 anos pela Universidade de Franca, especialista em Psicoterapia Psicanalítica, membro do Núcleo NEOTA, possui experiência em atendimentos de adultos e terapia de casal, com foco em demandas como transtornos de ansiedade, relacionamentos, conflitos profissionais, depressão...
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