Por Vitória Appoloni
Psicóloga · CRP 06/143864
Publicado em 24/08/2016 · Atualizado em 15/07/2026
Todo casal briga. Às vezes, por uma questão de momento ou de fase, um dos dois está vivendo o estresse e acaba descontando no parceiro.
Ou então, os dois estão nervosos e a situação piora ainda mais.
Só que, quando essas brigas acontecem a todo o momento e são graves a ponto de atrapalhar a vida de casal, é sinal de que algo não vai bem no relacionamento. Afinal, como fazer para brigar menos?
Existem vários tipos de casais. Aqueles que brigam a cada cinco minutos, mas são pequenas discussões leves e que tudo volta ao normal rapidamente.

E aqueles que, quando brigam, é por algo mais sério, gerando uma grande batalha de egos, argumentos e pontos de vista.
Não existe uma maneira certa ou mais adequada de agir, isso varia conforme a personalidade do casal.
Segundo psicólogos, o que não é saudável para o relacionamento é quando as brigas se tornam momentos de agressão e xingamentos.
Quando deixa de ser uma discussão sadia, com troca de pontos de vista e opiniões, e se torna, simplesmente, uma chuva de desaforos. Isso mostra que o respeito e a tolerância já não fazem mais parte do relacionamento.
Brigar com muita frequência também acaba gerando um desgaste na relação. Justamente por isso, é bom evitar essa situação se realmente não for um motivo válido. E, se for, aprender a ter uma discussão respeitosa e que renda bons frutos.
6 dicas para brigar menos (e melhor)
1 – Pense antes de começar a brigar
Quando se sentir nervoso e com vontade de iniciar uma briga com seu parceiro, pare um pouquinho e pense se o motivo realmente vale a pena.
Fazendo isso, é possível perceber como, muitas vezes, iniciamos as brigas por motivos banais e que as discussões poderiam ter sido evitadas.
Também é importante avaliar se iniciar a discussão pode solucionar o problema. O que acontece é que, muitas vezes, mesmo sendo um motivo válido, entrar em uma briga não vai mudar a situação, pois é algo que vai além do alcance de ambos do casal.
O mesmo acontece quando a briga é sobre um assunto que ninguém vai mudar de opinião, como política, religião ou outras convicções pessoais.
2 – Espere o nervoso passar
Nos momentos de nervosismo, enxergamos os problemas em uma proporção muito maior do que eles realmente têm.
Com isso, acabamos dizendo coisas que não deveríamos e agindo de maneira muita mais agressiva.
A melhor coisa é esperar a crise de estresse passar e, depois, com mais calma, tentar conversar civilizadamente sobre o assunto.
3 – Não faça comparações
Cada casal é um casal, com suas individualidades, características e personalidade. Por isso, em uma briga, não fique comparando o seu parceiro com outra pessoa, usando como exemplo um relacionamento externo.
Essa não é uma maneira inteligente de tentar melhorar as coisas, muito pelo contrário, pois pode piorar ainda mais e gerar novas brigas. Analise e fale apenas sobre o seu próprio relacionamento.
4 – Ouvidos atentos
Se você tem certeza absoluta de que está certo e nada mudará sua opinião, então nem comece a discussão.
Uma conversa só é efetiva quando é possível ouvir o que o outro tem a dizer e ponderar o ponto de vista alheio.
Durante a discussão, ouça com atenção o que o seu parceiro tem a dizer e, por mais que seja difícil, tente se colocar no lugar dele e entender melhor o que se passa.
5 – Não misturem os assuntos
É super comum um casal começar a discutir sobre o programa de sábado à noite e, depois de 15 minutos, já estarem brigando sobre problemas e desentendimentos do passado. Não façam isso! É preciso ter foco e discutir apenas o assunto que é necessário.
Trazer à tona problemas antigos só tornará a discussão infundada, confusa e sem objetivos.
Se isso acontecer em um momento da discussão, interrompa o seu parceiro e diga: “Esse não é o assunto da discussão, vamos voltar a falar do real motivo?”. A tentação de rebater a provocação pode ser grande, mas seja firme.
6 – Procure um psicólogo
Quando as discussões chegam a um ponto no qual o diálogo não acontece, ou seja, torna-se apenas uma troca de desaforos, é o momento de procurar um psicólogo.
É ele que pode ajudar a entender a origem desses problemas e trabalhar para que a pessoa saiba lidar melhor com as situações que causam estresse e angústia.
O psicólogo, se perceber que é necessário, pode, inclusive, sugerir a terapia de casal, para ambos participarem e recuperarem a conexão do relacionamento.
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Autor: Psicóloga Vitória Appoloni Correia - CRP 06/143864Formação: Especialista em Análise do Comportamento Aplicada, atua com TCC - Terapia Comportamental e é pós-graduada em Sexualidade Humana e Sexologia, atua em seu consultório particular com demandas de ansiedade, relacionamentos, depressão, terapia de casal e vida profissional...
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