Por Melissa Almeida
Psicóloga · CRP 06/145112
Publicado em 26/02/2017 · Atualizado em 18/06/2026
As emoções são o que nos fazem humanos. E quando somos tomados por um sentimento forte, ele parece ocupar todos os espaços de nosso ser
Mas, quando esse sentimento é indesejável, como controlá-lo? Será que é possível existir um equilíbrio entre razão x emoção, afinal?
Continue lendo nosso texto para descobrir esta resposta por meio da psicologia.
Razão x Emoção
Se pensarmos que sempre deve haver um vitorioso em toda batalha, estamos indo para um lado perigoso, o da não aceitação.

Nem tudo que existe na vida é preto e branco. O mundo é bem mais complexo do que isso.
Seria muito simples e rápido se fosse fácil eliminar aquilo que não gostamos. Principalmente, tirar da mente e do coração pensamentos e sentimentos indesejados. Mas em nossa vida, as coisas não acontecem assim.
Até que a mente se sinta mais tranquila frente às circunstâncias que nos causam raiva, medo e tristeza, pode levar um tempo.
Mas saiba que essa batalha entre razão x emoção é uma ilusão. Ambos, se compreendidos bem, são complementares e não se rivalizam.
Além do mais, com o passar do tempo, mesmo os sentimentos mais fortes tendem suavizar. É como aquele velho ditado, “o tempo cura tudo”.
Isso por que, na maioria das ocasiões da vida, as próprias emoções podem ser superadas. Assim, uma das chaves para o sucesso encontra-se no equilíbrio inteligente entre razão x emoção.
Equilibrando razão x emoção
Como vimos, esse equilíbrio de razão x emoção é o resultado da experiência de vida de cada pessoa e, portanto, de muitos erros aprendidos.
É provável que a primeira decisão inteligente que podemos tomar é a de parar de encarar a razão x emoção como inimigos. Isto porque ambas podem ser complementares: há razão emocional e há emoção inteligente.
Muitas vezes, nossas escolhas são baseadas em: nos é confortável x nos é desagradável. Mesmo que isso não seja adequado ou tragam resultados positivos para nós.
Quando precisamos tomar uma decisão difícil como, por exemplo, terminar um relacionamento. As vezes sabemos que é o certo a fazer, mas nosso “coração” não deixa.
Aí começa a batalha entre a emoção (permanecer com que gosta) e a razão (tomar uma decisão que seja bom para você e até para os dois.
Nesse exemplo, a saída é fazer uma autorreflexão. Por que é tão difícil romper com tal relacionamento? Será amor? Apego? Que estratégias eu posso usar para acalmar esse conflito? Terapia? Ocupar a mente com atividades?
Veja que a emoção desagradável nada mais é que um alerta de que há algo errado. Algo interno e que é você, e que desperta esse sentimento.
E isso pode estar relacionado tanto a situação quanto a outras questões do passado (infância, relacionamentos anteriores etc.). Nesse sentido, o apoio de um terapeuta é muito valioso.
Ele não apenas irá ajudá-lo nesse momento como também promoverá autoconhecimento e o tornará uma pessoa mais completa e segura.
- >>> Leia também:
- Insegurança Emocional
- Inteligência Emocional
Portanto, tanto emoções quanto a razão influenciam a forma de pensar, memórias, a tomada de decisões, como planejamos o futuro e principalmente nosso modo de agir.
Ambas são fundamentais para estabelecer esse complexo sistema de convicções que acabam guiando a nossa conduta e comportamento.
Decisões e emoções certas são relativas
Todo mundo quer ter ou tomar decisões certas, escolhas corretas, emoções reais e razões em tudo.
É uma questão difícil de aplicar, pois, não existe receita fácil. Há quem diga que uma decisão certa é a que nos traz mais benefícios.
Porém, nem sempre isso é possível ou determinativo, já que todo mundo acredita sempre que está fazendo a coisa certa.
Por exemplo, quando uma pessoa se apaixona, as emoções ganham muita força e tendem a assumir o controle de todas as decisões. O mesmo podemos dizer em pessoas que tomam decisões exclusivamente racionais. Mas ambas as opções geram desequilíbrio.
Uma razão boa para acreditar que é possível conviver em equilíbrio com ambas, razão x emoção, é desenvolver a prática da empatia, ou a capacidade de perceber emoções nos outros.
Isso faz com que razão x emoção seja mais relacionada no sentido de confiar e estabelecer limites, criando uma balança interna e externa. A verdade é que, muitas vezes, podemos mentir para nós mesmos.
É muito fácil usar, por exemplo, o escudo da racionalidade para mascarar uma decisão como correta. A melhor decisão é aquela que tomamos com segurança e baseada no autoconhecimento.
Na psicologia chamamos de “equilíbrio emocional” ou “inteligência emocional” o equilíbrio entre razão x emoção. Ambos são processos muito mais inseparáveis do que geralmente acreditamos.
Por isso, para quem entende que tem sido difícil conciliar a razão e a emoção, buscar a ajuda de um psicólogo é fundamental para dar início a um processo terapêutico.
Gostou deste texto sobre Razão x Emoção? Então não deixe de ler sobre Por que devemos desenvolver a empatia?
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Autor: Psicóloga Melissa Almeida dos Santos - CRP 06/145112Formação: Formação em TCC - Terapia Cognitiva Comportamental pelo CETCC e formação em Psicologia Organizacional pela PUC-SP. Tem expertise em questões como relacionamentos, ansiedade, conflitos profissionais e de carreira, estresse, conflitos familiares, depressão etc...
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