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Como lidar com a insegurança?

Insegurança

A insegurança é um estado emocional que geralmente surge posteriormente a uma situação ameaçadora que tenha ocorrido.

A simples iminência de situações similares ocorrerem novamente já desencadeia os estados emocionais característicos de insegurança.

Pode ser uma reunião no trabalho, o parceiro que terminou abruptamente o namoro, uma viagem por determinada estrada, uma situação de falar em público, uma paquera, entre outras inúmeras situações.

Se a pessoa ao se deparar com esses tipos de situações e considerar a si mesma como incapaz de gerenciá-las, então certamente as emoções decorrentes da insegurança surgirão.

ÍNDICE

  1. Como identificar se você é uma pessoa insegura
  2. Insegurança emocional
  3. Diferença entre confiança e insegurança emocional
  4. Práticas comuns que revelam a insegurança emocional
  5. 8 indícios que demonstram insegurança
  6. Como vencer a insegurança

A insegurança é um sentimento caracterizado pelo mal-estar generalizado, ansiedade ou nervosismo associado à percepção negativa de si mesmo.

A pessoa insegura se enxerga como inexperiente, inábil, vulnerável e fraca.

Ela acredita não ser capaz de encarar os desafios da vida com a cabeça erguida, recorrendo a mecanismos de defesa para mascarar a sua falta de segurança.

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Essa autoimagem negativa acarreta muito sofrimento ao longo da vida. A pessoa insegura pode desistir de oportunidades bacanas ou de sonhos em virtude da insegurança.

Ela também pode encontrar dificuldades para formar laços de amizade, se destacar profissionalmente e ter um relacionamento sério.

Esse sentimento destruidor de autoestima não possui fundamento. Todas as pessoas possuem atributos fortes e fracos, performando com excelência em certos campos de atuação e faltando com habilidade em outros.

Em contrapartida, é interessante pensarmos que a insegurança é algo inerente ao ser humano e, quando em níveis normais, pode ser muito útil. Pois o ligeiro aumento no nível de ansiedade e a agitação fazem com que a pessoa automaticamente encontre meios e ferramentas para enfrentar a situação e seguir adiante.

Portanto, nesse nível a insegurança e suas emoções decorrentes exercem um papel protetor.

O problema está quando a ansiedade e agitação decorrentes dessa insegurança são muito elevados a ponto de prejudicar a pessoa.

Vejamos um exemplo simples: imagine que uma pessoa foi incumbida pelo chefe para conduzir um importante projeto na empresa, sendo uma grande oportunidade para aquela pessoa aumentar sua exposição e mostrar seu trabalho.

Ela tem potencial técnico para executar a tarefa, porém sente-se demasiadamente insegura ao ponto de que sua ansiedade subiu para níveis muito superiores, fazendo com que ela não se sinta capaz de executar a tarefa.

O medo acaba tomando conta e a pessoa não consegue raciocinar para fazer um bom trabalho. Ou seja, a insegurança excessiva acabou atrapalhando a vida daquela pessoa.

Como identificar se você é uma pessoa insegura

Pessoas inseguras convivem lado a lado com o medo. Medo intenso de falhar e de não corresponder às expectativas dos outros, seja do parceiro, do pai, do chefe ou de qualquer outra pessoa.

Por conta disso, elas têm dificuldades de expressar seus sentimentos e pensamentos, pois não querem correr o risco de serem rejeitadas.

É comum vermos pessoas que no trabalho são absolutamente seguras, mas que em suas vidas pessoais, principalmente no que tange à relacionamentos afetivos, são extremamente inseguras. E o inverso também é comum.

Timidez excessiva, arrogância e antipatia muitas vezes escondem uma pessoa insegura, pois são estratégias compensatórias que são aprendidas no decorrer das experiências de vida de cada um, sendo muitas vezes adotada como um padrão de comportamento, o que impede que a pessoa entre em contato com sua insegurança e mude esse padrão, o que significa sair da zona de “conforto” que de confortável não tem nada.

A insegurança se manifesta de diversas formas.

Algumas pessoas adotam uma postura arrogante na tentativa de esconder as suas inseguranças. Menosprezam os outros para se sentirem melhores consigo mesmas. Já outras não conseguem se expressar abertamente e permanecem quietas em seu canto, somente observando.

A falta de segurança também é identificada na baixa autoestima. Uma pessoa que tem tudo para ser uma ótima profissional, cônjuge e amiga por vezes não consegue enxergar os seus atributos devido à insegurança. Mesmo que receba elogios sobre o seu jeito de ser, ela não se permite aceitá-los.

Existem outras formas de manifestação da insegurança que, à primeira vista, não remetem a falta de segurança em si mesmo.

Normalmente, as pessoas acreditam que suas condutas inseguras são, na verdade, parte da sua personalidade. Elas não fazem a associação com a falta de segurança em si mesmo.

Insegurança emocional

A insegurança emocional é geralmente definida por psicólogos como uma sensação de desconforto que é desencadeada por acreditar ser inútil, não amado ou não bom o suficiente.

A insegurança emocional é o fator principal em uma grande parte de transtornos mentais, como o transtorno de personalidade borderline e transtorno de personalidade narcisista, o que muitas vezes resulta em baixa autoestima e, por vezes, em uma autoestima nas alturas, que se manifesta através de arrogância ou ar de superioridade.

Uma pessoa emocionalmente insegura é pessimista, antissocial, ou sofre de fobia social, dismorfia corporal, egocentrismo, entre outros estados emocionais.

A maioria das pessoas inseguras sofre de algum grau de isolamento. Quanto maior for a insegurança, mais a pessoa sentirá a necessidade de isolar-se.

Insegurança Emocional

Diferença entre confiança e insegurança emocional

A confiança (ou segurança) emocional é o potencial que uma pessoa tem de controlar por completo o próprio estado emocional, ou em suma, uma pessoa que é psicologicamente resiliente.

De acordo com muitos psicólogos, a segurança é um estado de espírito em que se está disposto a aceitar as consequências de determinado comportamento vindo de terceiros; todos os aspectos de comportamento em todas as áreas de sua vida, assim, podem ser interpretados como confiança emocional.

Ao contrário de quem é emocionalmente confiante, uma pessoa insegura é psicologicamente mais frágil, e dá muita ênfase às suas próprias falhas e/ou defeitos.

A insegurança desencadeia atitudes de compensação por tais falhas, como a prática de bullying, comportamentos agressivos, geração de conflitos, arrogância, inveja e antipatia.

Práticas comuns que revelam a insegurança emocional

  • Inveja/ciúmes:

A inveja e/ou ciúmes é um sinal típico da insegurança emocional.

Observa-se que a pessoa insegura sente ciúmes das relações dos parceiros, amigos e parentes, da qual ela não faz parte.

A manifestação de inveja também é um sinal de fraqueza emocional e de baixa autoestima.

  • Dependência emocional:

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Se você precisa consultar o seu parceiro para cada pequena decisão que você precisa tomar, é um sinal de que você pode ser emocionalmente inseguro.

É também um sinal de que você precisa da validação do seu parceiro para cada um de seus atos.

  • Raiva constante:

Brigar de vez em quando pode até fazer parte das nossas vidas, mas quando uma pessoa está constantemente à procura de uma razão para discutir, algo está errado.

  • Baixa autoconfiança:

A segurança emocional tem uma enorme influência sobre a maneira com que conduzimos nossas vidas.

Uma pessoa emocionalmente insegura não dispõe de autoconfiança, logo, não assume riscos.

Como consequência, ou ela será totalmente passiva nos relacionamentos ou tentará esconder suas inseguranças emocionais sendo totalmente dominante e agressiva.

  • Sentir-se vulnerável:

A vulnerabilidade emocional é outro sintoma da insegurança emocional. A pessoa se sente traída facilmente, e vai procurar respostas e exigir explicações para os mais ínfimos atos dos que estão ao seu redor.

Pessoas inseguras são extremamente defensivas quando alguém aponta suas falhas e erros, pois elas simplesmente não aceitam críticas.

O indivíduo inseguro possui uma personalidade controladora por se sentir ameaçado por outras pessoas; ele quer agredir de alguma forma. Assim, descarrega suas frustrações sobre os outros.

8 sinais que você é secretamente inseguro

8 indícios que demonstram insegurança

Ficar nervoso perante uma apresentação, uma experiência inédita ou um acontecimento grandioso é normal.

A insegurança sadia aparece quando não temos certeza se conseguimos vencer um desafio, mas não deixamos de tentar por causa disso.

A insegurança patológica, por outro lado, prejudica o aproveitamento da vida. A pessoa insegura não consegue trabalhar, se relacionar, interagir com terceiros, correr atrás de seus sonhos e combater o estresse do cotidiano.

Ela teme que momentos de felicidade sejam passageiros, então, não faz esforço para aproveitá-los.

Dessa forma, a falta de segurança em si mesmo estimula o aparecimento de outras patologias psicológicas, como a depressão e a fobia social, da timidez excessiva, da paranoia e da conduta retraída.

Abaixo, veja oito sinais que indicam uma pessoa insegura:

Medo de tomar iniciativas:

Você sabe o que é preciso fazer. Às vezes, já possui um plano estruturado em sua mente. No trabalho, em casa ou em qualquer situação social, fica imaginando como seria se tomasse uma ação. Mas você não faz isso.

A vontade de tomar iniciativa por si só demonstra que você possui competência. O medo, contudo, impede que você mostre as suas ideias aos demais.

Esse receio é prejudicial especialmente no ambiente trabalho, onde virtudes como a pró-atividade e a iniciativa são muito valorizadas.

Dificuldade em dizer “não”:

Dizer “não” é muito difícil para você. O receio de magoar os outros ou de ter a sua imagem afetada de alguma forma é tão grande que você aceita pedidos absurdos. Logo, se coloca em posições complicadas com frequência.

Aprender a dizer “não” é essencial para evitar a sobrecarga de pedidos injustos. Se você não estabelecer um limite para si mesmo e deixar as pessoas saberem disso, elas continuarão se aproveitando da sua boa vontade.

Compreenda que dizer “não” a alguém não é o mesmo que dizer que não gosta dessa pessoa. Você tem todo o direito de selecionar quem gostaria de auxiliar de verdade.

Muitas vezes, prefere o isolamento:

As pessoas inseguras deixam de sair com amigos e buscar novas experiências por medo de errar, de não serem aceitas, de exporem os seus defeitos e de se decepcionarem no futuro. Para que esses cenários não se tornem realidade, elas optam pelo isolamento social.

Se você escolhe ficar em casa ou se afastar de determinada ocasião social por medo de alguns dos fatores mencionados acima, é provável que seja uma pessoa insegura.

Essa conduta de retraimento, contudo, somente piora o problema da insegurança. Todos os nossos problemas precisam ser enfrentados para que deixem de causar sofrimento. Quando você escolhe fugir deles, está dando permissão para que permaneçam consigo.

Perfeccionismo:

O perfeccionismo costuma ser visto como uma característica positiva. Ele, de fato, tem um lado bastante sadio que motiva as pessoas a entregarem serviços ou produtos impecáveis. No mundo profissional, esse atributo é apreciado por empregadores.

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Todavia, o perfeccionismo também tem um lado patológico associado à insegurança. A vontade de ser perfeito o tempo inteiro é sabotadora.

Embora você tenha uma gaveta cheia de sonhos, desejos e projetos pessoais, o medo da imperfeição faz com que você não os tire de lá.

As suas ideias podem tornar a vida de alguém mais fácil ou mais feliz, mesmo que o resultado não atinja os seus padrões de perfeição. Você não saberá até tentar!

Tendência à procrastinação:

A procrastinação é um hábito de pessoas inseguras que temem encarar a qualidade de seus trabalhos.

Você tem tanto medo de não fazer as coisas direito, seja no âmbito profissional ou não, que busca distrações para atrasar o início de tarefas consideradas complexas.

O problema é que você não consegue enxergar a verdadeira qualidade da sua produção. A insegurança impede que você tenha um olhar neutro, puxando as suas intepretações para o lado negativo.

Experiências ruins do passado também podem voltar à tona e destruir a sua autoconfiança.

Para combater esse sentimento, pergunte a si mesmo como as pessoas reagem ao seu trabalho. Elas reclamam de alguma coisa? Pedem alterações? Afirmam ter desgostado do resultado? Se você respondeu negativamente a essas perguntas, não há razões para ficar inseguro, concorda?

Sentimento de inferioridade:

Você se acha inferior aos outros independentemente da situação. Há sempre alguém mais bonito, mais inteligente e mais divertido no recinto. Por conta disso, você não assume riscos nem faz as mudanças necessárias para o seu bem-estar.

Todas as pessoas deste mundo estão em pé de igualdade, sem exceção. O problema é que elas mesmas se colocam em posições de inferioridade ou de superioridade ao longo da vida.

Deste modo, assumem o papel determinado para si mesmas e vivem de acordo com o que acreditam merecer – seja bom ou ruim.

Como você está vivendo a sua vida neste momento? Se achando inferior por razões pouco plausíveis, simplesmente porque acredita ser menos que os demais? Esse pensamento deve ser modificado para que você comece a tirar proveito de suas virtudes.

Precisa da opinião de terceiros para tomar decisões:

Pedir a opinião de outras pessoas é normal em certas ocasiões. Durante a realização de uma atividade em equipe, por exemplo, é necessário que todos estejam de acordo com o que está sendo feito.

No entanto, pedir a opinião de terceiros o tempo todo é sinal de insegurança. Você tem necessidade de saber o que os seus entes queridos e/ou pessoas desconhecidas pensam antes de tomar qualquer decisão.

Assim, você se guia através das respostas deles, mesmo que estejam em desacordo com os seus desejos.

Medo da rejeição:

O medo da rejeição é extremamente comum. Milhares de indivíduos compartilham o temor de não serem aceitos pelo o que são.

A validação alheia é importante superficialmente, como, por exemplo, no ambiente profissional. O seu supervisor precisa aprovar o seu trabalho tendo em vista o sucesso da empresa. Ainda assim, você não teve trazer a aceitação ou a desaprovação dele para o lado pessoal.

A rejeição somente é assustadora quando não sabemos quem somos nós e o que podemos oferecer ao mundo.

Pessoas seguras de si têm essa consciência, por isso, não deixam de agir em razão do medo de julgamentos ou da censura. O autoconhecimento combate a insegurança oriunda desse temor.

Como vencer a insegurança

Livrar-se de suas inseguranças não é uma tarefa fácil porque é um comportamento complexo que deriva de diferentes motivos pessoais. No entanto, é possível eliminar suas inseguranças, seguindo alguns direcionamentos como base:

  • Não perseguir a perfeição – ao invés, melhore a sua pessoa gradativamente;
  • Concentre-se na sua força – não nas suas fraquezas;
  • Trabalhe diariamente a sua autoconfiança;
  • Pense positivo – identifique os pensamentos negativos e livre-se deles;
  • Não se culpe por acontecimentos infelizes – tire uma boa lição de cada experiência desagradável;
  • Pare de se comparar com os outros – ou com o que os outros têm e você não;
  • Concentre-se em seus objetivos pessoais – nunca faça algo na intenção de superar alguém que não seja você mesmo.

Qual é o seu nível de:

ANSIEDADE
ESTRESSE
DEPRESSÃO
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Ter um pouco de insegurança emocional é normal, mas em muitos casos, não é algo desejável em nossas vidas.

A pessoa que deseja superar suas inseguranças pode buscar ajuda e aconselhamento com um psicólogo que irá identificar, através da psicoterapia, as razões para se sentir de tal forma, sem qualquer pré-julgamento — que já é motivo de temor para muitos, por conta do orgulho.

Por isso é sempre mais fácil buscar auxílio profissional do que contar com um ombro amigo para dividir suas inseguranças.

Se você se sente como uma pessoa insegura e está lendo este artigo, então você já deu o primeiro grande passo: procurar ajuda de um psicólogo para promover mudanças.

Evidentemente que cada caso é um caso único e especial, com todas as suas particularidades. Mas, a ajuda de um psicólogo certamente também lhe será muito útil.

A experiência do psicólogo o auxiliará a desenvolver as suas competências, através de técnicas variadas para que o enfrentamento das situações incômodas e difíceis possa ser gerenciado com menos sofrimento.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autor: Thaiana Filla Brotto

CRP 06/106524 – 6ª Região

FORMAÇÃO

Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

2 comentários em “Como lidar com a insegurança?

  1. Pelo excesso de insegurança geralmente penso que a decisão de tomei foi a errada, que devi ter feito outra coisa. Por exemplo, comprei um pacote de viagem para mim e para minha família para 3 dias. Então vejo que meus colegas viajaram num grupo de ônibus para o mesmo lugar, voltando o mesmo dia. O que o autossabotagem me joga na mente? Era melhor eu ter comprado esse pacote, vai sair muito mais caro a viagem de 3 dias etc… Sim vai sair mais caro, mas eu quero ficar mais tempo… Eu quero ficar satisfeito com todas as escolhas que eu faço… Lembro que passei mais de 10 anos com um complexo de inferioridade tão grande, que eu sou conseguia dialogar com o sexo oposto através de meio virtual sem mostrar meu rosto. E quando me convidavam a realizar alguma atividade presencial eu preferia não ir, porque antecipadamente colocava na cabeça que ia ser rejeitado por alguma circunstância. Eu mentia sobre minha aparência física nos bate-papo, tinha uma imagem tão negativa de mim, é como se fosse um monstro… Começando por aí, pela questão do físico já me sentia com insegurança…. E para tomar uma decisão no dia a dia, pensava e repensava, sempre queria a melhor da melhor, tinha que ser com certeza a que levasse mais vantagem em todos os sentidos… Era uma auto cobrança, como se apenas tivesse direito a tomar decisões perfeitas, por isso demorei tanto tempo em me perdoar por não ter terminado as duas faculdades que comecei. Sim. Entrei muito novo à faculdade e não me dedicava aos estudos por estar alimentando o complexo de inferioridade. Esse conjunto de cobras das que está composto esse complexo está constituído por: trauma por abuso sexual quando criança; excesso de insegurança; dismorfia corporal; baixa auto estima; excesso de auto cobrança; excesso de culpa por tudo; desanimo da vida; excesso de futuro; medo da vida; preocupação excessiva; ansiedade; procrastinação; autossabotagem; desejo excessivo de agradar e ser aceite pelos outros; compulsão alimentar; falta de foco etc. Durante muitos anos alimentei esse complexo e por isso não consegui terminar as duas faculdades. Minha vida girava em torno do complexo de inferioridade…

    • Obrigada por compartilhar o seu relato. Entendo que seja muito difícil. Você tem tido acompanhamento com um psicoterapeuta? Se não, vale pensar nessa possibilidade para ressignificar todas essas questões!

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