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Comparações: quando elas deixam de ser saudáveis e produtivas

Comparações: quando elas deixam de ser saudáveis e produtivas

Você tem mania de fazer comparações? Saiba que elas não são muito saudáveis ou produtivas. Na verdade, não há problema quando você sabe os tipos de comparações que podem ajudá-lo a conquistar metas e trabalhar a sua autoestima.

Entretanto, são poucos os indivíduos que sabem fazer essa distinção ou dosar a quantidade de comparações feitas no dia a dia. Eles exageram e acabam enaltecendo a vida alheia, colocando outras pessoas (às vezes, nem sequer conhecidas) em um pedestal inalcançável.

Psicólogos afirmam que cada um tem a sua história. É impossível você comparar a sua vida com a de outra pessoa, especialmente a daquela que possui os mesmos sonhos que você. As comparações podem ser úteis quando feitas com sabedoria, mas isso raramente acontece.

Por que as pessoas se comparam?

As comparações acontecem naturalmente. Vivemos cercados de pontos de referência: celebridades, empresários de sucesso, atletas, personalidades da internet e figuras históricas. Nossos amigos, familiares, parceiros e colegas de trabalho também são referências expressivas em nossas vidas.

É inevitável, então, fazer comparações entre você e esses indivíduos em determinados momentos. Um colega de trabalho recebe uma promoção e você não, logo os questionamentos começam a aflorar. O que ele tem que eu não tenho?

Do mesmo modo, é provável que você – secretamente ou não – já tenha sido alvo de comparação de outras pessoas. Em um processo seletivo, por exemplo, as suas aptidões e conhecimentos precisaram ser comparados com a dos outros candidatos.

É normal olhar para outras pessoas, principalmente as que conquistaram os mesmos objetivos que você definiu para si ou passaram pelas experiências almejadas por você, e fazer comparações para compreender como chegaram lá.

Essas comparações despertam reflexões benéficas, as quais podem catalisar a sua trajetória de autorrealização, tais como “O que eu preciso fazer/aprender/dizer para chegar lá também?”.

O problema de fazer comparações surge quando os questionamentos começam a envolver a sua identidade e valor. Essas comparações desencadeiam pensamentos negativos que tentam roubar a sua felicidade.

Fazer comparações demais destrói a autoestima

Pode ser que, para encontrar a sua identidade e lugar no mundo, você tenha feito comparações excessivas e de caráter negativo. Várias pessoas têm o hábito ruim de se comparar com quem tem uma condição financeira melhor, uma beleza admirável, um círculo social cheio e uma vida amorosa agitada.

Em vez de usarem esses indivíduos como fontes de inspiração para construir o seu modo de vida ideal, elas os usam para aumentar o seu sofrimento. Elas pensam: “Por que eu não consigo ser tão rico/competente/bonito/popular?” e dedicam horas de suas vidas para fazer comparações que ferem a sua autoestima.

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Aos poucos, começam a se punir por não serem boas o suficiente, se autossabotar e fazer mais comparações nocivas para a saúde mental.

Comparam sua personalidade e aparência de hoje e do passado com a de outras pessoas, assim como o seu intelecto. Assim, chegam à conclusão enviesada de que não são tão bonitos, legais, inteligentes e habilidosos.

Passam a enxergar as suas conquistas como meros instantes de sorte em vez de frutos por seus esforços. Cada pensamento negativo é gratificado porque, no fundo, acreditam não merecer nada que os indivíduos admirados por elas possuem.

Em questão de tempo, o excesso de comparações negativas desencadeia condições psicológicas que interferem na qualidade do dia a dia, tais como depressão, ansiedade, síndrome do pânico e fobia social.

Não faça comparações, busque inspirações

Pense bem: é sábio se comparar com indivíduos com anos de experiência, prática e estudo? A dedicação, a disciplina e a paixão deles são as constantes que os ajudaram a conquistar uma posição de destaque em seu campo de atuação.

As pessoas tendem a se comparar com indivíduos cujo nível de habilidade é muito superior ao seu, mas não têm ideia como eles se dedicaram e os sacrifícios que fizeram para se tornarem o que são.

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A personalidade de cada um também influencia nas experiências de vida e nas conquistas alcançadas. O outro pode ser mais desinibido que você, por isso, ter chegado onde você deseja estar mais rápido. Entretanto, isso não quer dizer que você não mereça o mesmo.

Além disso, a condição de vida, especialmente no Brasil, também faz muita diferença. As oportunidades de crescer e se desenvolver ainda não são as mesmas para todas as pessoas. Assim, algumas chegam lá antes de outras simplesmente porque se depararam com oportunidades de ouro mais cedo.

Se você parar para analisar esse pensamento logicamente, vai perceber que ele não apenas não faz sentido, como também é um tanto arrogante.

Como uma pessoa com poucas aptidões, conhecimento técnico e experiência de vida quer se igualar com alguém que já teve tempo para adquirir tudo isso? É o mesmo que um pianista iniciante se comparar a Mozart, certo?

Por isso, você deve deixar de fazer comparações nocivas e infundadas e passar a ver os outros como inspirações. A inspiração, diferente da comparação, é um combustível para a alma. Ela nos incentiva a sempre seguir em frente, planejar, tentar, fracassar, agir, corrigir erros e persistir independentemente dos resultados.

Como deixar de fazer comparações?

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Está na hora de quebrar a mania de fazer comparações e torná-lo o principal foco da sua existência. Afinal, quando você passa muito tempo admirando os feitos dos outros, não sobra tempo para você melhorar a sua própria vida!

O ideal é coletar o que há de bom na história das pessoas que você admira e analisá-las em busca de lições úteis e inspirações. Dessa maneira, você preserva a sua autoestima e ainda aprende como se aproximar dos seus objetivos.

Em seguida, separamos cinco dicas simples para você deixar de fazer comparações que atormentam a sua autoimagem.

1.    Identifique quando o impulso de se comparar aparece

O comportamento comparativo ocorre quando comparamos características de indivíduos em posições superiores ou inferiores às nossas.

Identifique em quais ocasiões o impulso de se comparar é mais latente em você. Por exemplo, quando alguém recebe um elogio por fazer um trabalho semelhante ao nosso, a tendência é fazer comparações para entender onde erramos ou para nos diminuir.

Ao identificar com exatidão quais fatores, situações, palavras e atributos despertam a sua mania de comparação, você conseguirá controlar esse impulso mais facilmente.

2.    Compreenda que ninguém é perfeito

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Para o outro estar em ascensão, ele certamente batalhou para chegar lá. O sucesso dele não significa que os seus defeitos são inexistentes, mas, sim, que ele sabe administrá-los de modo que não o prejudiquem.

Assim como as pessoas de sucesso (segundo a sua perspectiva), você também tem defeitos e comete erros. A sua imperfeição não deve ser motivo para desânimo nem para autoaversão. Analise as suas falhas e veja como você pode transformá-las em qualidades ou deixá-las adormecidas em determinadas situações.

Por exemplo, uma pessoa teimosa pode usar a sua teimosia para não desistir de projetos pessoais e tentar ignorá-la quando essa característica a cega para outras possibilidades e opiniões.

3.    Não busque a aprovação alheia

Fazer comparações faz com que você inconscientemente busque a aprovação de terceiros. Você começa a se importar muito com o que os outros pensam e falam, não importa se estão equivocados ou não.

As comparações também aumentam a insegurança. Assim, fica difícil para você decidir se está no caminho certo sem aprovação alheia.

Portanto, não procure a aprovação alheia. A única pessoa que sabe o que é, de fato, melhor para você ou não é você mesmo. Quem está ao seu redor pode fornecer conselhos, mas devem comandar a sua vida.

4.    Faça por você, não por reconhecimento

Uma forma de se proteger contra a mania de comparações é agir conforme as suas vontades sem esperar reconhecimento.

Quando esperamos elogios, automaticamente elevamos as nossas expectativas a um nível absurdo. Logo, a frustração é maior perante a ausência de reconhecimento.

Não há como saber se receberemos a aprovação desejada, pois não controlamos as pessoas. Deste modo, faça, fale, pense, se relacione, se expresse e aja visando o melhor para você. Ignore as opiniões alheias, exceto aquelas que podem lhe ajudar a crescer.

5.    Trabalhe a sua autoestima

A última dica para deixar as comparações de lado de uma vez por todas é trabalhar a sua autoestima. Celebre as suas vitórias, agradeça os elogios e valorize os seus talentos e atributos positivos. Uma forma bastante eficiente de elevar a autoestima é se aprofundar no autoconhecimento. É através do conhecimento de si mesmo que você descobre o seu potencial e as suas qualidades.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

2 comentários em “Comparações: quando elas deixam de ser saudáveis e produtivas

  1. Amo ler seus artigos doutora e tem me ajudado bastante,eu era uma mulher de baixa autoestima e também de muitas comparações,eu até andava com cara baixa por conta disso, mas estou melhorando…
    Preciso aprender também a lidar com a raiva e sei que com a sua ajuda tudo será possível..
    Muito obrigada ❤️

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