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Autoconhecimento: o que é e como a terapia pode incentivá-lo

Autoconhecimento: o que é e como a terapia pode incentivá-lo

Muito se fala sobre autoconhecimento hoje em dia. O assunto faz sucesso entre uma diversidade de personalidades e segmentos da sociedade, como profissionais, empresários, CEOs, professores, estudantes, artistas, pais e mães, entre outros.

Nos últimos anos, a necessidade de se autoconhecer cresceu entre as pessoas. Mais gente está buscando respostas concretas para entender características aparentemente incompreensíveis de suas personalidades. E, segundo psicólogos, essas pessoas também desejam compreender os motivadores de seus hábitos, especialmente os negativos, e pontuar as suas qualidades e defeitos.

De fato, obter esses conhecimentos sobre você mesmo é importante para assegurar uma vida menos estressante. Mas não é uma jornada tão simples. À medida que nos aprofundamos em nossas personalidades, descobrimos tanto tesouros adormecidos quanto aspectos que gostaríamos de deixar enterrados dentro de nós.

Os psicólogos recorrem ao autoconhecimento para ajudar os pacientes a transformarem padrões comportamentais e de pensamento causadores de sofrimento. Quando feito com o auxílio do profissional de saúde mental, o processo de se autoconhecer é mais suave e reduz impactos emocionais. 

O que é autoconhecimento?

Valor Consulta Psicóloga Vânia






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Autoconhecimento é o nome dado ao ato de investigar a si mesmo. É através dele que você descobre aspectos desconhecidos sobre a sua personalidade, visão de mundo, valores e objetivos. Cada pedacinho de informação o ajuda a tomar decisões melhores no dia a dia, as quais realmente respeitam os seus desejos e limites pessoais.

O processo de autodescobrimento é feito através de muita reflexão e questionamentos diários. Ou seja, ele não acontece de uma hora para a outra. É um processo constante que perdura praticamente por toda a existência. Afinal, nós amaduremos e mudamos a cada ano.

Quando você decide se autoconhecer, desperta a sua atenção para atitudes, falas e pensamentos manifestados diariamente. É como se o cérebro automaticamente entrasse em um estado de “autovigilia”. Assim, é mais fácil identificar os aspectos desejados e indesejados de cada um deles.

O objetivo principal do autoconhecimento é trazer tranquilidade ao indivíduo.

A maioria das pessoas acredita ser inadequada ou possuir traços únicos que ninguém será capaz de entender, aumentando a sensação de solidão. Na verdade, existe uma explicação para tudo e, ao se autoconhecer, você pode obtê-las e descobrir que não há nada de inadequado ou anormal em você.   

Benefícios de se autoconhecer

Quem além de você mesmo sabe o que é bom para você? Ninguém, correto?

Quando nem você tem esse conhecimento, torna-se mais fácil se meter em ciladas, se envolver em relacionamentos tóxicos, iniciar trabalhos que nada tem a ver com sua personalidade, ceder às pressões sociais e até viver uma vida destinada à outra pessoa. Como recusar as sugestões e imposições alheias se você não sabe o que lhe faz bem?

Não raro as pessoas seguem caminhos os quais acreditam ser vantajosos para elas ou porque não encontram outras possibilidades. Com o passar dos anos, se tornam insatisfeitas ou deprimidas sem realmente compreender o porquê. Infelizmente, essa receita certa para a infelicidade é muito comum. 

O autoconhecimento pode ajudá-lo a definir objetivos e metas de vida, potencializar os seus atributos fortes e ser perseverante diante de obstáculos. Quando você se conhece, confia em si mesmo e sabe que tem a capacidade de enfrentar qualquer empecilho que surgir em seu caminho.

Além disso, caso não tenha as habilidades necessárias para superar um desafio, você sabe que pode desenvolvê-las ou pedir ajuda a pessoas mais experientes. Não há espaço para orgulho em seu interior, pois você compreende que os seres humanos não são criaturas perfeitas e precisam de ajuda para evoluírem. 

Outros benefícios são:

  • Capacidade de controlar as emoções;
  • Visão de futuro mais aguçada;
  • Amor-próprio;
  • Autocuidado;
  • Autoconfiança;
  • Desenvolvimento das habilidades sociais;
  • Compreensão de que o fracasso é necessário para o sucesso;
  • Formação de relacionamentos interpessoais melhores;
  • Reações mais lógicas às adversidades;
  • Capacidade de enfrentar medos e hesitações mais facilmente;
  • Desapego ao passado ou a preocupações excessivas com o futuro;
  • Descoberta de habilidades adormecidas;
  • Aumento da autoestima;
  • Valorização das conquistas; e
  • Reconhecimento de que é uma pessoa única, incapaz de ser comparada com outras.

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Paciência!

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Todo mundo tem atributos negativos, os quais podem ser transformados em positivos quando controlados. Sentir-se como a pior pessoa do mundo por conta de seus defeitos não o ajudará a lidar com eles. É claro que pode ser perturbador perceber que algumas de suas vivências ruins foram causadas por você mesmo.

Nesse caso, o ideal é aceitar a responsabilidade por seus atos, pedir perdão quando necessário e procurar modificar os traços desagradáveis.

Por exemplo, se você é uma pessoa extremamente cautelosa e sente que os outros se incomodam com o seu excesso de zelo, pode minimizar essa característica nos momentos em que não é requisitada, como em eventos sociais. Por outro lado, ela pode ser útil em seu trabalho, projeto pessoal ou quando alguém pedir a sua ajuda. Nessas ocasiões, você pode potencializá-la.

Assim como a vida, a nossa personalidade é inconstante. Crescemos acreditando que somos seres estáticos e praticamente imutáveis, mas a verdade é que as pessoas são maleáveis quando se permitem ser. Você pode muito bem escolher quando e como utilizar quaisquer aspectos da sua.

Também é possível modificar um pensamento, uma crença, uma opinião e uma situação que está travando a sua vida. Tudo o que você precisa fazer é se dispuser a fazê-lo e ser perseverante enquanto faz os movimentos de mudança necessários para obter a realidade desejada.

Como se autoconhecer?

Primeiro de tudo, é preciso querer se conhecer.

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Isso porque você provavelmente tocará em assuntos delicados, capazes de mexer com os seus sentimentos, e deverá se comprometer em fazer mudanças. Essas, por sua vez, não costumam ser fáceis nem rápidas. Portanto, você deve ficar ciente que precisará ter paciência e determinação.

Em segundo lugar, você pode começar respondendo algumas perguntas. Escrever quais transformações você deseja ver em si mesmo também é um bom exercício de motivação. É recomendado dar maior enfoque para a palavra escrita quando você não tiver o auxílio de um psicólogo, pois ela exige mais reflexão.

Algumas perguntas para se autoconhecer são:

  • Qual é o seu objetivo de vida?
  • Qual é a sua definição de sucesso?
  • Quais são as suas cinco melhores qualidades? Por quê?
  • O que o deixa feliz?
  • O que o estressa?
  • O que o deixa com medo?
  • Qual foi o melhor período da sua vida? Por quê?

Você pode reservar alguns minutos do seu dia para responder somente uma ou um conjunto de perguntas. Depois, reflita sobre as suas respostas. É importante não se pressionar durante o processo de autoconhecimento e deixar os seus pensamentos fluírem livremente.

Como a terapia promove o autoconhecimento?

O autoconhecimento é um dos pilares da terapia. Além de solucionar as questões emocionais que perturbam os pacientes e tratar condições como a depressão e a ansiedade, a terapia naturalmente incentiva o conhecimento de si mesmo.

Através de explorações, questionamentos e discussões sobre sentimentos e situações, o paciente é encorajado a refletir sobre o seu papel em cada aspecto de sua vida. Como alimenta a sua autopercepção negativa? Como faz a gestão de suas emoções? Como colabora, consciente ou inconscientemente, para determinado conflito em casa/no relacionamento/no trabalho perdurar?

Guia Completo de Como Selecionar seu Psicólogo

Se você é daqueles que gosta de entender tudo nos mínimos detalhes, então esse guia é para você! No guia completo você vai conhecer todo o processo desde onde procurar e selecionar um psicólogo, como é a primeira consulta, como se preparar para a terapia, como é o processo terapêutico e até como avaliar os resultados.

COMO SELECIONAR O SEU PSICÓLOGO

O psicólogo proporciona diversas oportunidades para o paciente questionar as suas ideias, crenças, valores pessoais, hábitos e padrões de pensamento. Desse modo, é possível modificar o que for necessário para cessar o sofrimento.

Outro benefício dessas pequenas confrontações é o desenvolvimento da autoconsciência do paciente. Ele passa a perceber quando comportamentos negativos se manifestam e como, sem querer, os gratifica para que continuem a incomodá-lo. Mesmo quando não está diante do psicólogo, o paciente consegue quebrar ciclos e padrões prejudiciais a partir da aquisição dessa consciência.

Todos os benefícios da terapia são adquiridos com o progresso das consultas e o nível de comprometimento de cada paciente.

Para algumas pessoas, desvencilhar-se de hábitos nocivos e reconhecer defeitos não é nada fácil. Alguns traços de personalidade podem estar relacionados às questões mal resolvidas do passado ou, na verdade, se tratarem de mecanismos de defesa criados na infância ou na adolescência. A ideia de livrar-se deles pode ser assustada para elas.

Logo, podem demorar mais para passarem por esses processos. Não há problema nenhum nisso. Cada paciente caminha em seu próprio ritmo. É possível fazer quantas consultas você achar necessário para se autoconhecer e aprender a cuidar da sua saúde mental.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana

CRP 106524/06. A psicóloga é CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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