Por Luzia Lobato
Psicóloga · CRP 06/119285
Publicado em 24/03/2017 · Atualizado em 15/07/2026
A dificuldade em expressar os sentimentos por meio de palavras é mais comum do que pensamos. Ela pode ocorrer por diversos motivos, desde a timidez até o medo de ser rejeitado ou ridicularizado.
Guardar tudo aquilo que sentimos só para nós mesmos pode levar a uma série de distúrbios mentais e de saúde.
Falar dos sentimentos é essencial e quando não conseguimos expressá-los, o mais indicado é procurar um psicólogo para obter ajuda profissional adequada.
O hábito de falar dos sentimentos não denota que somos fracos ou sensíveis demais.

Pelo contrário: se não os expressamos acabamos nos sentindo frustrados e, muitas vezes, levados ao estresse, a prejuízos cognitivos, afetivos e sociais.
Desânimo, irritação, ansiedade e tristeza são alguns dos sintomas emocionais mais comuns daqueles que guardam tudo que sentem para si.
Além disso, existem também sintomas físicos como insônia, dores no corpo, baixa imunidade, afecções na pele e dificuldade de respiração.
O que diz os psicólogos e a psicologia
Alexitimia é o nome dado pela Psicologia à dificuldade das pessoas em verbalizar suas emoções e sentimentos e sofrer em silêncio.
Trata-se de um distúrbio afetivo apresentado por pessoas cuja personalidade se caracteriza pela incapacidade de reconhecer e falar de forma adequada sobre emoções e sentimentos.
Alguns indivíduos, muitas vezes, consideram que falar dos sentimentos – principalmente os ruins – é reconhecer que não são perfeitos ou então significa evidenciar um sinal de fraqueza. Por isso, guardam para si ao invés de se expressarem.
O medo da rejeição é um dos fatores que mais agem sobre aqueles que preferem guardar os sentimentos a falar sobre eles. Muito comum é o receio de expressar os sentimentos amorosos, por já ter sido rejeitado outras vezes.
Quando a pessoa sofreu com muitas críticas ou não teve a devida atenção durante a infância pode vir a influenciar na vida adulta, fazendo com que a pessoa prefira guardar os sentimentos para si para não se machucar.
Várias causas levam as pessoas a se calar
Detestar conflitos faz com que as pessoas deixem de falar sobre seus sentimentos para não causar desconforto ou incomodar os outros.
Quando expressar seus sentimentos pode levar a uma calorosa discussão, elas preferem ficar quietas, tanto para evitar a situação, quanto pelo medo de perder o controle das emoções.
Muitos acreditam que não precisam se expor e que os outros, principalmente os mais próximos, são capazes de adivinhar quais são os seus sentimentos.
Esse tipo de pessoa se mantém sem falar do que sente por achar que aqueles ao seu redor sabem bem o que acontece com eles, ou seja, adivinham o que sentem. Isso normalmente ocorre nas famílias ou com amigos mais chegados.
O pensamento negativo também prejudica o processo, ao ponto de a pessoa considerar que não há motivos para falar dos sentimentos por achar que não há solução.
Esse sentimento gera muita tristeza devido à visão negativa que traz e acaba por paralisar o indivíduo.
Como funciona o tratamento com psicólogo
A baixa autoestima também incapacita a pessoa a expressar os próprios sentimentos, pois a faz pensar que não tem direito de pedir algo e que a sua opinião não tem valor.
O indivíduo, então, prefere guardar as coisas que sente. Se a pessoa não reconhecer o seu valor também vai acreditar que não vale a pena se expressar.
Seja por apresentar um problema psicológico, como mecanismo de defesa, ou simplesmente por considerar uma forma de sensibilidade exagerada, a dificuldade em falar de seus sentimentos requer ajuda, pois, em todos os casos – como já vimos – traz uma série de prejuízos.
O tratamento com um psicólogo é bastante efetivo, à medida que estimula a troca de ideias.
A terapia ajuda na construção de diálogos, promove o autoconhecimento e auxilia a pessoa desenvolver a espontaneidade, provocando uma autotransformação.
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Consultas por vídeoEspecialista em Terapia Cognitivo Comportamental e pós-graduada em Saúde Mental. Possui vasta experiência em atendimentos para adultos e casais, com foco em demandas como ansiedade, estresse no trabalho, conflitos familiares, depressão, questões emocionais como autoestima e autoconfiança…
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Autor: Psicóloga Luzia Fatima de Andrade Lobato - CRP 06/119285 Formação: Especialista em Terapia Cognitivo Comportamental e pós-graduada em Saúde Mental. Possui vasta experiência em atendimentos para adultos e casais, com foco em demandas como ansiedade, estresse no trabalho, conflitos familiares, depressão, questões emocionais como autoestima e autoconfiança…
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