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Medo de perder: de onde vem e como superar

Medo de perder: de onde vem e como superar

O medo de um objeto, experiência (como viajar de avião) ou animal é administrável. Podemos evitar os fatores que nos aterrorizam e continuar com as nossas vidas sem maiores preocupações. Caso seja impossível evitá-los em algum momento, as alternativas para lidar com eles são igualmente simples.

O medo de perder, por outro lado, é um medo um tanto irracional. Desde o começo de nossas vidas, temos ciência de nossa finitude e das pessoas que amamos. Ainda assim, muitos têm medo dessa ocorrência, a qual pode ser considerada a única certeza que possuímos.

Psicólogos afirmam que esse tipo de medo pode se tornar um problema muito grave quando permeia toda a nossa vida. Quando esse temor leva as pessoas a se afastarem de entes queridos, evitarem formar relacionamentos e aproveitarem novas experiências, é preciso parar e refletir.

De onde vem o medo de perder?

As causas mais comuns do medo de perder são já ter vivido uma perda grande, negligência afetiva em algum momento da vida (geralmente na infância), abandono parental, abuso psicológico, ansiedade e insegurança.

A maioria das pessoas compreende racionalmente que tudo chega ao fim ou que a vitória não é uma garantia, mas tem dificuldade para lidar com esses fatos a um nível emocional. Assim, esses indivíduos acabam sofrendo por antecedência ou ironicamente corroborando para o afastamento de pessoas queridas.

O medo da perda também impacta a percepção acerca do futuro. Se alguém perdeu um ente querido ou sofreu uma traição, por exemplo, pode sofrer com o medo da mesma situação se repetir por vários anos. Esses sentimentos não costumam ser facilmente reconhecidos, por isso, podem vir à tona somente no começo de um relacionamento.

Tipos de medo de perder

O medo da perda pode englobar múltiplos aspectos de nossas vidas. Se não encontrarmos meios de combatê-lo, ele pode influenciar os nossos relacionamentos, performance profissional e felicidade no dia a dia.

Em seguida, veja alguns tipos de medo relacionados à perda.

1.     Medo de perder alguém

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O medo de perder uma pessoa querida é um temor universal. Muitas pessoas ficam angustiadas ao considerar a possibilidade de perder um ente querido para sempre, seja pelo distanciamento, conflitos ou morte.

Ter esse medo até certo ponto não é, de fato, um problema. É uma preocupação compreensível já que a perda de alguém querido modificará as nossas vidas permanentemente, além de causar saudade e tristeza.

Esse medo de perder apenas se torna preocupante quando interfere na qualidade de nossas vidas e passa a governar as nossas ações e pensamentos. A preocupação excessiva com algo que ainda não aconteceu e não dá sinais de que acontecerá pode nos tornar codependentes do ente querido.

2.     Medo de perder uma disputa

O ato de “perder” é normalmente associado a aspectos negativos. Quando as pessoas não saem vencedoras de uma disputa, podem pensar que não são boas o suficiente, que não adianta tentar porque nunca chegarão lá, que o outro será sempre mais habilidoso, entre outros pensamentos negativos.

Elas se enxergam como fracassadas e, ao ouvir comentários maldosos “confirmando” as suas inseguranças, se sentem envergonhadas e têm dificuldade para controlar a frustração da derrota.

Essa postura é contraprodutiva uma vez que incentiva sentimentos autodestrutivos, como culpa, vergonha e insatisfação. Na próxima vez, as motivações da pessoa com medo de perder podem ser raiva, orgulho e busca por validação externa, o que pode acabar distraindo-a da vitória.

As disputas nesse caso podem ser tanto competições formais e jogos quanto argumentos e competições criadas na cabeça da pessoa, como quando se compete com alguém por afeto ou para se destacar no trabalho.

3.     Medo de perder uma situação boa

Quando vivemos um momento muito agradável, o medo de perdê-lo subitamente pode tomar conta de nós. Por exemplo, quando tudo vai bem no trabalho, na vida social e no relacionamento, algumas pessoas começam a se perguntar até quando essa maré de boa sorte irá durar.

Esse temor causa ansiedade e atrapalha o aproveitamento da situação. De fato, é comum que pessoas ansiosas tenham esse medo com mais frequência que outras. Esses indivíduos transferem a sua atenção para a possibilidade de perder o que já possuem em vez de apreciar cada momento ao máximo.

4.     Medo da morte

Para a maioria das pessoas, o medo da morte não costuma estar relacionado ao medo de morrer em si. Esse momento fatídico é aceito sem pensar. O medo real se refere à impossibilidade de viver plenamente antes disso.

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As pessoas temem não ter tempo de realizar todos os seus desejos, não passar tanto tempo com as pessoas amadas, não ver seus sonhos se tornarem realidade ou não seguir com seu planejamento de vida.

Dessa maneira, podem trabalhar demasiadamente para conseguir o que querem, chegando ao ponto da exaustão mental e física, ou permanecerem paralisadas em seu próprio medo. A ansiedade está presente em ambas as situações, levando-as a pensar de modo irracional sobre o fim da vida.

Como superar o medo de perder?

Viver com medo não é saudável. O medo é um sentimento que descarrega cortisol e adrenalina em nosso organismo, causando mal-estar, estresse e ansiedade. Além disso, ele impede que tenhamos boas experiências.

A pessoa com medo de perder deixa de se relacionar e viver coisas boas, pois teme o momento em que perderá tudo. Ela não consegue imaginar uma vida após passar por tamanho sofrimento emocional. Assim, não tenta, não faz, não pensa e não sente. É uma vida enclausurada em uma zona de conforto.

Para vivermos bem, precisamos fazer as pazes com a possibilidade de perder e combater medos irracionais que nos distraem do que é realmente importante, como estar com familiares e amigos, se relacionar, trabalhar e iniciar projetos pessoais.

1.     Entenda que a vida é finita

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Entenda (de verdade) que a vida é finita. Você não precisar ficar pensando nisso 24 horas por dia, mas compreender que a morte é um fenômeno natural. Em vez de se preocupar com a perda de pessoas importantes para você, faça o melhor uso do presente para mostrar a elas o quanto elas são especiais.

Pais demasiadamente apegados aos filhos ou vice-versa possuem dificuldade de imaginar um cenário sem eles, negligenciando as próprias vontades para mantê-los por perto.

Essa postura não influencia em nada a finitude de nossas existências, somente colabora para a dependência emocional. Deste modo, trabalhe sua autoestima e inteligência emocional para que a sua própria companhia seja o suficiente. 

2.     Aceite a possibilidade de derrotas

A vida não é feita somente de vitórias. Passamos por diversos desafios, dificuldades e empecilhos ao longo dos anos, os quais podem resultar em conquistas ou perdas.

Embora perder possa ter um gosto amargo, especialmente quando associado a algo muito importante para nós, é preciso aceitar essa possibilidade antes mesmo de se envolver em uma disputa.

Indivíduos que tem medo de perder contra outros geralmente têm baixa autoestima e precisam desse momento de validação para se sentirem importantes ou apreciados. Reflita se esse é o seu caso.

Compreenda que perder ou vencer não tem associação nenhuma com o seu caráter e competências. A pessoa cuja validação deve ser mais importante para você é a sua própria.

3.     Pratique a gratidão

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Nossos medos podem ofuscar as coisas boas que nos cercam, como uma gentileza ocasional, um abraço e pequenas felicidades que vivemos no dia a dia. Sendo assim, pratique a gratidão e agradeça por todas as coisas que você deixa passar por conta do medo e da correria.

A gratidão é um ótimo remédio para o pensamento negativo! Além disso, ela traz o nosso foco para o momento presente, onde deveria estar em primeiro lugar.

À medida que você passa a valorizar os fatores positivos presentes em sua vida, começa a conceder mais atenção para eles e deixa de ter tempo de sofrer por antecedência.

4.     Compartilhe os seus medos

Conversar sobre o medo de perder pode lhe ajudar a vê-lo sob outra perspectiva, além de incitar insights valiosos sobre a origem desse temor. Compartilhe as suas preocupações com uma pessoa de confiança ou um psicólogo para tirar o peso dos seus ombros.

Quando os nossos pensamentos estão em nossa mente, eles fazem todo o sentido do mundo. Como só temos a nossa percepção sobre o assunto, não temos contrapontos que nos ajudam a identificar pontos irracionais. Ao colocarmos nossos pensamentos para fora, conseguimos julgá-los com maior coerência e, a partir de então, fazer as mudanças necessárias em nosso jeito de pensar.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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