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Como lidar com TDAH na vida adulta

Como lidar com TDAH na vida adulta

O Transtorno de Deficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) também afeta adultos. Por muito tempo, ele foi considerado uma condição exclusiva das crianças. De acordo com a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), a persistência do TDAH na vida adulta somente foi identificada nos 90 anos.

A ausência de diagnóstico pode tornar a vida de adultos com esse distúrbio desagradável e desafiadora, especialmente em relação à vida profissional e aos relacionamentos.

Como não é incomum adultos não terem acesso à essa informação, muitos se sentem frustrados e inseguros em razão das dificuldades que encontram para executar tarefas simples no cotidiano. Acreditam ser os únicos a sofrer desse tipo de inconveniente, mas esse não é o caso!

Como o TDAH afeta adultos?

As emoções exercem muita influência em nosso comportamento. Elas nos auxiliam a tomar decisões, avaliar situações, encontrar motivação para cumprir obrigações, formar laços e satisfazer necessidades. Quando não se tem muito controle sobre elas, esses aspectos consequentemente sofrem impactos.

Segundo psicólogos, um dos principais sintomas de TDAH na fase adulta é a desregulação emocional. Ela é caracterizada pela dificuldade de lidar com experiências de vida e administrar emoções, além de alterações drásticas de humor e baixa tolerância a frustração.

Reações a acontecimentos corriqueiros são desproporcionais à realidade, problemas pequenos podem ser tirados de contexto e emoções negativas podem perdurar por um período maior que o esperado quando não se tem controle emocional.

O TDAH em adultos também impacta negativamente funções executivas essenciais para o trabalho e estudos, como memória, planejamento e concentração. Deficits nesses elementos podem resultar em erros e baixo desempenho, especialmente quando o indivíduo não tem estratégias para lidar com eles.

Outras características do distúrbio na vida adulta são a baixa inibição e autocontrole. Ambas contribuem para a impulsividade. Embora a pessoa com TDAH consiga compreender que seu comportamento é inadequado em determinadas situações, ela não possui tanta habilidade para controlá-lo.

Dessa maneira, ela pode se envolver em conflitos com outros indivíduos sem pensar, gastar excessivamente em objetos e serviços desnecessários, iniciar projetos incoerentes com as suas habilidades e tempo disponível, ter amizades e relacionamentos tóxicos, entre outros.

Estigmatização do TDAH em adultos

Quem convive com indivíduos com TDAH às vezes não consegue compreender a intensidade de suas reações e pode se irritar com seu comportamento indeciso. O afastamento de pessoas próximas acaba contribuindo para a sensação de inadequação e baixa autoestima desses indivíduos.

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A recorrência de erros, impulsividade e dificuldade de avaliar situações logicamente do profissional com TDAH podem trazer prejuízos financeiros à empresa, consequentemente irritando colegas de trabalho e chefes. Ele pode ser visto como incompetente por conta de suas ações.

Já no ramo acadêmico, o TDAH pode se tornar um obstáculo para a conclusão de trabalhos e pesquisas, bem como na obtenção de notas satisfatórias. O acadêmico, então, tende a acreditar ser incapaz de ter um bom desempenho e fica desmotivado para continuar o curso.

Em síntese, adultos com TDAH podem ser percebidos como inconvenientes, ineficientes e problemáticos. O impacto dos julgamentos e críticas de terceiros na autoconfiança e autoestima desses indivíduos é grande e pode desencadear outros distúrbios, como depressão e ansiedade.

Quando se tem muita dificuldade de concentração, oscilações de humor constantes e condutas impulsivas que causam problemas em várias esferas da vida, é essencial buscar um profissional para fazer um diagnóstico e, se necessário, dar início a um tratamento.

Estratégias para lidar com TDAH na vida adulta

Adultos com TDAH não devem se envergonhar ou se entristecer por conta disso. Pelo contrário, é ideal que tenham uma postura proativa para encontrar estratégias capazes de tornar o seu dia a dia menos tumultuoso.

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É possível ter uma vida saudável, feliz e repleta de realizações quando se aprende a conviver com os sintomas do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade! Abaixo, separamos algumas estratégias de fácil execução para auxiliá-lo nessa área.

É importante destacar que, se você tiver dificuldades de segui-las em seu cotidiano, pode procurar o auxílio de um psicólogo.

1.     Mude a sua visão sobre o TDAH

O TDAH não é o fim do mundo, embora às vezes você possa sentir como se fosse. Certos indivíduos com esse distúrbio o enxergam da mesma forma que quem não é acometido pelos sintomas o vê: inconveniente, frustrante e incapacitante.

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No entanto, essa mentalidade pessimista não é muito útil. Ela não faz com que os sintomas milagrosamente desapareçam nem alivia o sofrimento de indivíduos com TDAH, então qual é o propósito de pensar assim?

Para aprender a lidar bem com o TDAH na vida adulta, você precisa modificar a sua visão acerca dessa condição. Não é preciso vê-la como a melhor coisa do mundo. O excesso de otimismo nos afasta da realidade uma vez que incentiva a produção de mentiras para aliviar emoções ruins.

Compreenda que existem formas de tratar e administrar o TDAH na vida profissional, afetiva e pessoal. E, não há nada de errado em precisar de ajuda para aproveitar a sua vida ao máximo!

Afinal, não é bem melhor ser proativo e buscar soluções viáveis para os seus problemas do que ficar estagnado na vida, sentindo pena de si mesmo?

2.     Administre o estresse diário

O estresse do cotidiano pode acentuar sintomas do TDAH, como as alterações de humor, a distração e, sobretudo, a desregulação emocional. Você pode ficar mais irritado e deprimido quando estressado e, para tentar aliviar essas emoções, agir de modo inconsequente.

Então, tenha em mente que você deve ter hábitos saudáveis que corroborem para a administração do estresse. É ideal:

  • Praticar exercícios físicos;
  • Dormir o suficiente;
  • Alimentar-se adequadamente;
  • Efetuar técnicas de relaxamento simples, como respiração profunda e meditação;
  • Praticar jogos de raciocínio e memória, como palavras-cruzadas e sudoku;
  • Descansar a mente após uma longa jornada de trabalho. De preferência, sem entrar em contato com estímulos agressivos, como os provenientes das redes sociais, por um tempo;
  • Expressar sentimentos de modo saudável. Pode ser através de esportes, atividades criativas ou terapia.

3.     Se organize

É essencial que adultos com TDAH sejam organizados para reduzir a desatenção e o esquecimento. Felizmente, existem muitas ferramentas que podem ajudá-lo a desenvolver a organização pessoal de maneira simples e prática.

Agendas, virtuais ou físicas, são eficientes para ajudar a lembrar de compromissos e horários ao longo da semana e do mês. Para os afazeres do dia, você pode usar um bloco de notas ou caderninho de anotação. Assim, você evita a confusão entre as obrigações urgentes, as de curta duração e as de longa duração.

Organizar um espaço para trabalhar tanto na empresa quanto em casa com todos os materiais que você irá precisar é igualmente importante. Mantenha somente objetos necessários à vista. Você pode decorar esse espaço, mas de modo simples.

Listar tarefas, o que você precisa comprar (no mercado ou conforme a necessidade), as contas a serem pagas, os deadlines de projetos e outras informações pertinentes também vai ajudá-lo a se lembrar com mais facilidade do que é importante.

Por fim, defina um sistema de arquivamento de documentos (contas, notas fiscais, exames médicos, certificados) e objetos pessoais. Você pode usar pastas com divisores, nichos ou caixas e, ainda, utilizar etiquetas coloridas para a identificação.

4.     Administre o seu tempo

O TDAH em adultos influencia a percepção do tempo por conta da distração excessiva, então a má administração dos horários é muito comum. Com frequência, indivíduos perdem compromissos e prazos, chegam atrasados e procrastinam até o último minuto.

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Sendo assim, é aconselhável aprender a administrar bem o seu tempo. Assim como uma agenda é útil para lembrar de compromissos, ela também é eficiente para auxiliar a administração do tempo.

Você também pode criar uma rotina diária com tempo definido para cada atividade, começando pelas prioridades. Responda e-mails, retorne ligações e organize documentos nas primeiras horas de produtividade. Depois, parta para tarefas cuja urgência é reduzida.

Uma estratégia interessante é sempre se dar mais tempo para realizar uma tarefa. Em vez de calcular 15 minutos para executar um afazer, por exemplo, estenda a estimativa para 30 minutos.

Faça o mesmo quando precisar encontrar alguém, trabalhar ou ir à um evento. Tenha a mentalidade de que estar adiantado é melhor que atrasado. Outra dica simples é usar um relógio. Pode ser tanto de pulso, de parede, de mesa ou do celular. Quando iniciar uma atividade, veja que horas são e defina uma quantidade de tempo para a realização dela. É importante manter o relógio sempre à vista para lembrá-lo do prazo definido.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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