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Conheça 10 razões que prendem as pessoas em relacionamentos tóxicos

Conheça 10 razões que prendem as pessoas em relacionamentos tóxicos

Muitos não compreendem por que as pessoas permanecem em relacionamentos tóxicos. Quando esse assunto surge em conversas, é normal especulações tentarem desvendar a motivação do cônjuge que não consegue deixar o parceiro abusivo.

Afinal, não é uma situação agradável, então qual é a razão para as pessoas continuarem em relacionamentos abusivos?

A própria pessoa em um relacionamento tóxico pode não compreender as suas próprias razões para permanecer ao lado do cônjuge. Ela tem conhecimento que não está sendo bem tratada, mas não consegue terminar a relação. Mesmo quando outras pessoas tentam convencê-la a deixar o parceiro, ela se recusa a fazê-lo.

Assim, quem está de fora tende a achar a situação um absurdo e conclui que a pessoa gosta daquele tipo de relacionamento ou de parceiro. Esse pensamento infelizmente acaba corroborando para a estigmatização de vítimas de relações tóxicas, dificultando ainda mais a sua saída desses relacionamentos.

Por que as pessoas ficam em relacionamentos tóxicos?

Há várias razões pelas quais as pessoas permanecem em relacionamentos abusivos, mesmo sofrendo agressões físicas e psicológicas constantemente.

Se você se encontra nesse tipo de relação, este post vai ajudá-lo a reconhecer as suas próprias motivações e, a partir disso, você pode tomar uma decisão favorável para a sua saúde mental e integridade física.

Já se você não se encontra em um relacionamento tóxico, este post tem o objetivo de conscientizá-lo sobre o comportamento das vítimas de parceiros abusivos para que os seus julgamentos sejam mais compassivos.

1.    Elas têm baixa autoestima

A pessoa com baixa autoestima não acredita ser boa o suficiente nem merecer coisas boas. Elas são mais suscetíveis a relacionamentos tóxicos uma vez que as manipulações emocionais do parceiro abusivo satisfazem as suas necessidades emocionais até certo ponto.

Por exemplo, o parceiro tóxico afirma que a pessoa com baixa autoestima nunca encontrará outro cônjuge capaz de aguentá-la em razão de seus múltiplos defeitos. Somente ele consegue fazer isso porque a ama. Ao ouvir essas afirmações repetidamente, a pessoa começa a acreditar nelas e permanece na relação.

2.    Elas têm medo

O medo governa as ações, emoções e decisões da pessoa nesse tipo de relacionamento. Além disso, o medo associado à baixa autoestima faz com que ela seja incapaz de ver um futuro sem o parceiro abusivo.

Alguns dos medos comuns dessa pessoa são:

  • Medo de sofrer retaliações do parceiro por terminar a relação;
  • Medo de que os seus familiares ou amigos sofram retaliações pela mesma razão;
  • Medo de nunca mais encontrar um parceiro;
  • Medo de ficar sozinha;
  • Medo de não conseguir se bancar financeiramente; e
  • Medo de que as afirmações negativas do cônjuge estejam certas e, ao terminar o relacionamento, ela perceba que ninguém gosta dela como ele.

Da mesma forma, é comum que a pessoa em um relacionamento tóxico comece a associar o medo ao “amor” recebido pelo cônjuge. Ela acredita que as demonstrações de afeto dele ou dela são feitas através de condutas que também lhe causam apreensão.

3.    Elas têm visões equivocadas sobre o amor e relacionamentos

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Às vezes, recebemos mensagens errôneas sobre o amor e os relacionamentos e passamos a acreditar nelas, transformando-as em nossa realidade particular.

Essas mensagens circulam pela sociedade por meio da mídia, das conversas casuais, das tradições passadas de gerações a gerações e de relacionamentos que “reforçam” essas crenças. 

Logo, a pessoa em um relacionamento abusivo pode permanecer nele por ter uma visão equivocada sobre o que é o amor e como os relacionamentos afetivos funcionam.

Ela pode acreditar que “amar é sofrer”, “uma relação ruim é melhor que nada”, “o parceiro deve aguentar o sofrimento para estar em um relacionamento”, entre outras crenças prejudiciais.

4.    Elas dependem emocionalmente do cônjuge

Como o parceiro tóxico manipula emocionalmente o seu cônjuge, ele acaba se tornando emocionalmente dependente dele. Ele acredita que não consegue viver se não estiver ao lado do parceiro por ser incompetente, burro e carente.

Assim, mesmo que outras pessoas lhe digam que esse relacionamento não é bom para ele, o cônjuge não consegue se enxergar em outra relação ou em uma vida sem o parceiro tóxico.

5.    Elas se acostumaram com a situação

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As pessoas se acostumam com as situações mais adversas, incluindo relacionamentos abusivos. É comum que elas permaneçam em uma relação ruim por muitos anos simplesmente por já estarem familiarizadas com ela.

As humilhações, manipulações, chantagens e agressões se transformam em ocorrências “normais”. Embora elas despertem medo e raiva na pessoa presa ao parceiro tóxico, ela ainda prefere ficar em uma situação conhecida a encarar o desconhecido.

Essa familiaridade erroneamente lhes concede uma sensação de “controle” da situação. 

6.    Elas não sabem como sair e ainda se sentirem seguras

Muitas vezes, essas pessoas não conhecem os caminhos para se desvencilharem da relação e ainda permanecerem em segurança.

Quando o parceiro é agressivo, elas temem ser procuradas por ele e sofrerem agressões piores por terem terminado o relacionamento ou literalmente fugido dele. Para não se colocarem em uma situação de risco, elas escolhem ficar ao lado do parceiro abusivo.

7.    Elas têm outras preocupações

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A preocupação com a situação financeira, com a segurança dos filhos e de outros familiares, com a moradia e a alimentação e com outros aspectos prendem às pessoas a relacionamentos tóxicos.

Em alguns casos, o parceiro tóxico impede o cônjuge de trabalhar para que ele dependa exclusivamente dele. Dessa forma, o cônjuge não pode contar com uma renda e uma moradia após terminar o relacionamento.

A preocupação com a saúde mental e física dos filhos também impede que as pessoas se afastem de uma relação tóxica. Como tomarão conta deles sem ajuda financeira do parceiro? Logo, elas preferem aguentar as agressões e garantir que, pelo menos, os filhos satisfaçam as suas necessidades básicas.

8.    Elas não conseguem enxergar a realidade como ela é

Outra situação bastante comum é quando a pessoa não consegue enxergar o relacionamento abusivo como ele é.

Na visão dela, as relações amorosas são assim mesmo, o parceiro abusivo tenta agradá-la à maneira dele, a convivência é um tanto conturbada, mas suportável, e outras percepções que não correspondem com a realidade.

Por isso, ela não consegue compreender a preocupação dos entes queridos e amigos que tentam alertá-la. Por estar apaixonada, ela não consegue enxergar os pontos problemáticos no relacionamento ou os aceita incondicionalmente.

9.    Elas acreditam que precisam ajudar o parceiro

Algumas pessoas em relacionamentos tóxicos assumem a responsabilidade por “consertar” o parceiro. Deste modo, elas trabalham duro para tentar modificar a sua personalidade, curar os seus traumas psicológicos, auxiliar na mudança de hábitos prejudiciais e promover a conexão com seus sentimentos.

Na cabeça delas, o cônjuge tóxico é vítima de si mesmo e de vivências negativas do passado, as quais o incentivaram a se comportar de uma forma agressiva. Elas não percebem que, na verdade, são elas que precisam de ajuda uma vez que são emocionalmente dependentes dele.

10.                   Elas são vítimas de manipulação emocional

A manipulação emocional é uma das táticas utilizadas pelos parceiros abusivos para manter os seus cônjuges sempre por perto. Ela causa baixa autoestima, crenças equivocadas sobre a realidade e o relacionamento, sentimento de culpa e tristeza constante.

Consequentemente, a pessoa manipulada emocionalmente se encontra em um estado de fragilidade. Ela acredita em tudo o que o parceiro proclama. Assim, sente que não pode viver sem a orientação dele e os breves momentos de afeição.

Ela também pode desenvolver depressão, ansiedade e outras condições devido à constância de sentimentos e pensamentos negativos.

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Quem se encontra em um relacionamento tóxico normalmente precisa de ajuda para se livrar dele. O término só costuma ocorrer quando a pessoa atinge o seu limite e, dependendo da sua personalidade e da situação, pode levar anos para que isso ocorra.

Entes queridos e amigos não devem julgar a pessoa por não conseguir sair do relacionamento tóxico, mas, sim, incentivá-la a deixar a relação e oferecer apoio emocional neste momento difícil. Caso seja necessário, devem envolver as autoridades para garantir a segurança dela. 

Com paciência, converse com a pessoa sobre o seu relacionamento, mostrando os pontos negativos e fazendo comparações com relações saudáveis. Além disso, a aconselhe a buscar ajuda psicológica para recuperar a sua autoestima e tratar os traumas psicológicos deixados pela relação. 

Pode levar muito tempo para que a pessoa comece a ouvi-lo, então seja persistente, mas não a pressione. Demonstre apoiá-la independentemente das suas relutâncias e espere o momento certo para ajudá-la a se afastar do parceiro tóxico.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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