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Conheça 7 maneiras de falar sobre saúde mental com os filhos

Conheça 7 maneiras de falar sobre saúde mental com os filhos

Cuidar da saúde mental é importante em qualquer idade dado que crianças e adolescentes também podem sofrer com depressão, ansiedade e outras condições. Quando se obtém consciência disso logo na infância ou adolescência, a vida pode se tornar menos assustadora.

Infelizmente, poucas pessoas têm acesso a informações sobre bem-estar emocional e condições de saúde da mente quando jovens. Mesmo quando isso acontece, a informação geralmente vem de escolas e instituições de saúde e pouca atenção é dedicada a esse assunto.

Afinal, crianças e adolescentes têm seus próprios interesses e não costumam prestar atenção em “coisas de adulto”. Como a família tem um poder maior de influência, é importante começar o ensinamento dentro de casa.

Por que falar sobre saúde mental com os filhos?

Pais podem destacar a importância de levar uma vida saudável e de cuidar da saúde mental desde cedo para os filhos.

Falar sobre esse assunto poderá ajudá-los a identificar quando não estão bem e incentivá-los a compartilhar seus problemas com os pais. Mitos sobre depressão, ansiedade, transtorno de bipolaridade e outras condições podem causar apreensão e preocupação especialmente em adolescentes.

Eles podem ficar envergonhados de terem sintomas “estranhos” e esconder como se sentem de amigos, familiares e pais. O conhecimento partilhado pelos pais pode prevenir essa situação.

Além disso, ao conceder importância especial aos cuidados com a saúde mental, os pais constroem uma cultura de autocuidado em casa. Ela pode incentivar os filhos a manterem uma postura proativa em relação a isso pelo resto da vida.

Eles certamente vão encontrar situações pouco agradáveis e desgastantes no futuro, assim como todas as pessoas. Então, faz sentido prepará-las emocionalmente para encarar essas ocasiões da melhor maneira possível.

Estratégias para falar sobre saúde mental com os filhos

É comum não saber por onde começar a falar sobre o tema ou não ter todas as respostas na ponta da língua ou, ainda, temer que os filhos não estejam compreendendo a mensagem.

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As sementes que os pais plantam nos filhos sempre dão frutos. Elas permanecem no inconsciente e costumam vir à tona quando eles encontram situações em que podem usar a sabedoria dos pais.

Pode demorar anos para que os mais jovens compreendam os ensinamentos dos pais, assim como provavelmente aconteceu com você. Ou seja, pode não parecer, mas as crianças e adolescentes escutam, internalizam e agem com base nos valores, lições e conhecimentos transmitidos por seus pais.

Então, não hesite em passar bons ensinamentos aos seus filhos. Eles podem não parecer muito interessados em certos momentos, mas não se deixe levar pela expressão tediosa deles.

Para ajudá-lo a saber como tocar em um assunto tão amplo e sério, confira algumas estratégias para falar sobre saúde mental com os filhos abaixo.

1.     Adquira conhecimento

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É aconselhável que pais tenham conhecimento básico sobre saúde mental e respostas para perguntas simples que crianças e adolescentes têm mais chance de fazer.

Esse conhecimento pode, ainda, ajudá-los a identificar comportamentos atípicos nos filhos. Crianças e adolescentes possuem mais dificuldade para expressarem como se sentem que adultos.

Como não possuem o mesmo alcance emocional e experiência de vida, as crianças tendem a se expressar através de condutas incomuns. Adolescentes, por outro lado, tendem a se isolar e se recusar a falar sobre seus incômodos.

Quanto mais os pais sabem, mais fácil é distinguir sintomas de condições de saúde mental e saber o que fazer para buscar ajuda.

2.     Converse sobre sentimentos

A importância de desabafar nem sempre é clara para algumas pessoas. Elas tentam resolver todos os seus problemas sem ajuda, acumulando emoções negativas dentro delas. Já outras não conseguem tocar em assuntos pessoais, como sentimentos, preocupações e anseios.

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Incentivar conversas sobre sentimentos no dia a dia, como se fossem assuntos comuns a serem discutidos com pessoas amadas e de confiança, pode ajudar a prevenir essas situações. Pais podem destacar a importância de prestar atenção neles, bem como de conversar com alguém quando se sentir mal.

Ao criar espaço para falar sobre sentimentos sem julgamentos, você mostra aos seus filhos que é normal não se sentir bem de vez em quando e, ainda, tem oportunidade de ensinar a eles como controlar emoções intensas, como raiva, decepção e frustração.

Dessa maneira, eles se sentirão mais confortáveis para falar quando estiverem indispostos, pedir conselhos após acontecimentos negativos e buscar soluções para seus problemas.

3.     Dê exemplos da vida real

Os filhos aprendem muito com os exemplos dados pelos pais. Eles observam comportamentos, hábitos, manias, jeito de falar e outras características. Por isso, você pode se usar como exemplo para falar da importância de cuidar da saúde mental.

Fale como o estresse é desagradável e quais atitudes você toma para desestressar e voltar a se sentir bem. Faça o mesmo com a raiva, tristeza, medo, insegurança, vergonha e outras emoções comuns durante a fase da vida em que seu filho se encontra.

Utilize também exemplos de outras pessoas, como parentes, conhecidos e até celebridades. Dar exemplos positivos ajuda os mais jovens a perceberem que outras pessoas já passaram por situações ruins ou até mesmo tiveram o mesmo problema que eles.

Além disso, contar histórias em vez de usar palavras que podem ser confusas ou complexas demais é uma forma mais simples de transmitir conhecimento.

4.     Converse de uma forma que favoreça o entendimento

Com crianças, pais podem fazer comparações de condições de saúde mental com doenças físicas. Pode ser útil mostrar a elas como as pessoas adoecem, como os sintomas as afetam (cansaço, irritação, falta de vontade) e o que pode ser feito para se curarem (visitar um hospital).

Já com adolescentes, os pais podem usar descrições mais complexas e questionar os filhos se eles possuem dúvidas após a explicação. Tente trazer o assunto para a realidade deles. Ao falar sobre depressão, por exemplo, é recomendado destacar como essa condição pode afetar os estudos, amizades, autoestima e namoro.

5.     Incentive atividades saudáveis

Introduza a família a atividades recreativas dinâmicas e saudáveis, como andar de bicicleta, brincar no quintal e assistir um filme espirituoso. Você pode tirar um dia para fazer essas atividades, como durante o fim de semana, ou momentos ao longo da semana, como após o expediente e escola.

É interessante iniciar um hobby em conjunto para que um membro da família dê apoio ao outro. É mais divertido aprender uma habilidade com pessoas queridas! 

Você pode utilizar esses momentos para mostrar aos filhos a importância de relaxar após um longo dia e interagir com quem você ama, além de descansar a mente de passar horas nas redes sociais.

Ao finalizar essas atividades, pergunte aos filhos como eles se sentem e faça comparações com atividades pouco sadias. Explique também como elas impactam a saúde mental e física. Por exemplo, você pode falar sobre os benefícios dos exercícios físicos, cuidando para sempre trazer a situação para a realidade do filho.

6.     Escute

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É preciso escutar a outra pessoa para haja diálogo. Caso contrário, é só você falando sozinho sem causar impacto real no ouvinte.

Escute os seus filhos. Faça perguntas sobre como eles têm se sentido em relação à escola, amizades e vida em geral. Questione se possuem preocupações e medos, ou se precisam de ajuda em alguma área de suas vidas.

Se eles não quiserem responder no momento, tudo bem. Mostre a eles que você está aberto para conversar sempre que eles precisarem, independentemente do assunto. É comum que crianças e adolescentes se sintam desconfortáveis a respeito de determinados assuntos, por isso, mostre a eles que não é preciso se sentir assim.

Quando eles quiserem falar com alguém sobre assuntos sérios, é provável que optem por falar com você. Assim, permita que desabafem o quanto precisarem antes de fornecer conselhos. Não faça julgamentos enquanto escuta.

Se os seus filhos trouxerem um problema o qual você tem dificuldade para entender por conta da diferença de gerações, peça ajuda a um psicólogo para saber como agir.

7.     Procure ajuda profissional

Da mesma forma que um psicólogo pode aconselhar os pais a tomarem decisões visando o bem-estar de seus filhos, ele também pode ajudar os mais jovens com suas frustrações.

Se os seus filhos não quiserem falar com você sobre um determinado assunto, você pode sugerir que falem com um profissional.

Além de apresentá-los ao conceito da terapia, você estará mostrando que existem muitas maneiras de solucionar problemas. Quando eles tiverem impasses difíceis de resolver na vida adulta, poderão recorrer à ajuda psicológica por já terem se familiarizado com ela enquanto cresciam.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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