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Qual a relação entre saúde mental e física?

Qual a relação entre saúde mental e física?

Existe uma conexão clara entre a saúde mental e física, segundo psicólogos. Quando uma não vai bem, a outra também é afetada de alguma forma.

A falta de cuidado com a saúde mental pode se manifestar através de sintomas físicos. É muito comum que isso aconteça quando o estresse, ansiedade e pessimismo são intensos. Da mesma forma, uma má condição de saúde física pode favorecer o desenvolvimento de patologias psicológicas.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a saúde da mente e do corpo são áreas interdependentes na vida de um indivíduo, portanto, precisam da mesma atenção.

Como a saúde mental afeta o corpo?

Nos últimos anos, vem se considerando cada vez mais o cuidado com o bem-estar psicológico no tratamento de sintomas físicos.

O nosso estado emocional pode tanto acentuar sintomas de condições já existentes quanto estimular o surgimento de doenças psicossomáticas e, com o passar dos anos, patologias mais graves.

A ansiedade, por exemplo, pode desencadear crises quando se encontra em estado grave. Elas normalmente são acompanhadas de sintomas físicos, como aceleração dos batimentos cardíacos, sudorese, falta de ar, calafrios e tontura. A recorrência desses sintomas interfere no funcionamento regular do corpo.

Problemas digestivos também são muito comuns em indivíduos depressivos, estressados, ansiosos e que sofrem de síndrome do pânico.

O desconforto pode desencadear a gastrite nervosa, conhecida por causar azia, queimação e dores no estômago. Embora não haja inflamação, o incômodo pode interferir na qualidade de vida dos pacientes.

O declínio da saúde mental pode, ainda, impactar o sistema imunológico. Dessa maneira, a recorrência de gripes e resfriados é maior, assim como a vulnerabilidade às infecções e doenças.

Diversos estudos identificaram uma ligação entre a longevidade e às condições de saúde mental. A esquizofrenia e até mesmo a depressão podem encurtar a longevidade de indivíduos que não buscam tratamento ou cujo tratamento é ineficiente.

Além disso, os estudos evidenciaram que pensamentos e emoções negativas possuem grande impacto no funcionamento regular do organismo.

Podemos concluir, então, que uma mente frágil pode facilmente levar à um corpo frágil.

Como a saúde física afeta a mente?

Valor consulta atendimento online e presencial psicóloga Vitória






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A depressão é a condição mais comum entre indivíduos diagnosticados com doenças crônicas, como diabetes, asma, câncer e artrite. Eles costumam ter pensamentos negativos, mau-humor e perda de interesse nas atividades.

Como experimentam sofrimento emocional e psicológico com frequência, a sua qualidade de vida tende a ser baixa e estimular o desenvolvimento da depressão.

Além disso, a dificuldade de aceitar a realidade, a vergonha e as percepções negativas acerca de si mesmos e da vida que se originam após o diagnóstico são fatores que contribuem para a deterioração da saúde mental

Um estilo de vida sedentário é outro fator de risco para a saúde mental. Ele pode facilmente levar à obesidade e condições de saúde graves, como doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, derrame, entre outros. Da mesma forma, colabora para o surgimento da depressão, ansiedade e outros distúrbios psíquicos.

Fatores de risco para saúde mental e física

Para se levar uma vida de qualidade, com autorrealizações e conquistas, é preciso dedicar o mesmo cuidado para a saúde mental e física.

Entretanto, existem fatores de risco associados ao estilo de vida e à mentalidade individual que podem influenciar a atenção concedida a cada uma delas. Por conseguinte, eles facilitam o aparecimento e agravamento de doenças.

1.     Mentalidade negativa em relação à saúde mental

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Ainda é comum encontrar pessoas cuja mentalidade é voltada somente para a saúde do corpo. Existe uma relutância em relação a tudo que está associado à saúde da mente. “Frescura”, “preguiça” e “drama” são palavras frequentemente associadas à depressão, ansiedade e esgotamento psicológico.

Quando essas pessoas começam a ter incômodos emocionais que interferem no cotidiano, como crises de ansiedade, letargia sem explicação e alterações de humor, elas não conseguem identificar a causa nem tem ideia de como resolvê-los. Com o tempo, eles podem evoluir para depressão, ansiedade, pânico e outras condições.

2.     Sedentarismo

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A ausência de atividade física causa danos tanto à mente quanto ao corpo. Quando movimentamos o corpo, fortalecemos a musculatura, promovemos a circulação do sangue e o funcionamento do organismo, estimulamos a produção de hormônios do bem-estar, aumentamos a agilidade mental e corroboramos para a nossa própria longevidade.

Somente 20 minutos de exercícios aeróbicos diários ou frequentes (pelo menos, três vezes na semana) são o suficiente para aproveitarmos todos esses benefícios.

Um estilo de vida sedentário não apenas aumenta a probabilidade de ter depressão, como também outras doenças de alta gravidade. O metabolismo fica lento e o corpo tem mais dificuldade para quebrar açúcares e gorduras, favorecendo o aumento de peso. As inflamações se tornam corriqueiras e os ossos enfraquecem.

Na terceira idade, o indivíduo sedentário pode ser acometido por uma série de patologias que tornam o dia a dia difícil e desagradável. 

3.     Má alimentação

Uma alimentação inadequada tem efeitos semelhantes à ausência de exercícios físicos regulares. Além de facilitar o surgimento de doenças, como diabetes, patologias cardiovasculares, osteoporose e gastrite, estimula o mal-estar e a desatenção.

Bolo, hamburguer, cachorro-quente, pastel, chocolate… Se você não possui uma dieta restritiva em razão de uma alergia, não tem problema consumir esses alimentos ocasionalmente. O abuso desses, por outro lado, é prejudicial à saúde do corpo. As consequências negativas também podem se estender para a saúde da mente.

4.     Hábitos ruins

Existem hábitos que agravam a nossa condição de saúde mental e física, portanto, devem ser evitados. Fumar, passar o dia nas redes sociais, comer em excesso, trabalhar sem pausas, beber com frequência, dormir demais ou não dormir o suficiente, se preocupar com coisas pequenas (descarregando cortisol no organismo), fazer exercícios físicos em excesso, entre outros, são alguns deles.

5.     Pessimismo

Por fim, um dos fatores de risco para a saúde mais comuns é o pessimismo.

Satisfação com a vida, otimismo e felicidade estão associados ao risco reduzido de doenças cardiovasculares e o agravamento vagaroso de doenças sem cura, de acordo com um estudo conduzido pela Universidade de Harvard em 2012.

O pessimismo, raiva e mau-humor, por outro lado, podem aumentar o risco de sofrer com essas patologias e provocar outros deficits no bem-estar físico, psicológico e emocional. É raro o indivíduo perceber a qualidade ruim de suas emoções e pensamentos sem ajuda. Assim, o desgaste físico acontece gradativamente.

Um dos maiores fatores problemáticos do pessimismo, ansiedade e estresse é a produção exagerada de cortisol, hormônio que causa uma série de sintomas desagradáveis. Dor de cabeça, taquicardia, cansaço, insônia, náusea e desconforto intestinal são alguns deles.

Como cuidar da saúde mental e física?

O bem-estar geral – físico, psicológico e emocional – é melhorado quando decidimos tomar conta da saúde mental e física em conjunto. Para cuidar de si mesmo a longo prazo, você pode desenvolver um modo de vida saudável com hábitos produtivos e mentalidade otimista.

  • Fazer atividades físicas: uma caminhada diária de 20 minutos é o suficiente.
  • Ter uma dieta adequada: frutas, verduras, legumes e grãos devem ser preferidos a alimentos gordurosos e processados.
  • Evitar a ingestão de determinadas substâncias: a ingestão de cafeína e álcool deve ser reduzida para que você se sinta bem no dia a dia e, ainda, tenha um corpo e mente mais saudáveis.
  • Dormir o suficiente: um adulto deve dormir entre seis e oito horas por noite. Como cada organismo é único, a quantidade necessária de sono pode variar.
  • Praticar técnicas de relaxamento: Meditação, respiração profunda, leitura, mindfulness e yoga são práticas que ajudam a relaxar e manter o foco em elementos positivos.
  • Desenvolver a inteligência emocional: procure focar em emoções e pensamentos agradáveis em vez do que pode dar errado numa situação, sentimentos de autopiedade, frustração, medo e raiva.
  • Buscar ajuda quando se sentir sobrecarregado: se você não estiver se sentindo bem com um ou mais aspectos da sua vida, procure ajude de um psicólogo.

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Embora a fórmula seja semelhante para todos, você pode ajustá-la de acordo com as suas necessidades. 

Pessoas com agenda cheia, por exemplo, logicamente possuem menos tempo disponível para o autocuidado.

Deste modo, devem pensar em soluções – acordar mais cedo, separar 10 minutos por dia para cuidar de si mesmo, dedicar um final de semana inteiro para isso – para encontrar espaço para se cuidar durante a rotina.

De qualquer forma, é preciso fugir da mentalidade de “quando ficar doente, eu busco tratamento” e compreender que a saúde mental e física necessita de cuidados constantes. Essa atenção redobrada para previne doenças e mal-estar emocional, garantindo uma boa qualidade de vida por vários anos!

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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