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Ansiedade generalizada: você conhece?

Ansiedade generalizada: você conhece?

A ansiedade generalizada (TAG) é uma forma intensa de manifestação da ansiedade. Também pode ser chamada de ansiedade crônica, pois ela se espalha para todos os aspectos da vida de quem a sente.

Quanto mais tardio o tratamento for iniciado, mais dominante será a ansiedade na vida da pessoa.

Os psicólogos são os responsáveis por ajudar as pessoas a encontrarem uma forma de administrar a ansiedade no dia a dia, substituindo hábitos nocivos à saúde física e mental por hábitos que promovam o bem-estar.

Mas, antes de falarmos sobre tratamentos possíveis, precisamos entender todas as nuances desse tipo de ansiedade.

O que é a ansiedade generalizada?

O espectro ansioso é composto por diversas condições, as quais são sentidas de forma única por cada pessoa. Por isso costuma ser desafiador definir uma experiência universal, embora algumas patologias apresentem sintomas semelhantes.

Conforme o Manual MSD, o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), a síndrome do pânico, as fobias (agorafobia, fobia social, fobia específica), o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e a ansiedade generalizada (TAG) formam o espectro da ansiedade. Em outras palavras, são formas de manifestação diferentes do mesmo sentimento.

A preocupação constante é a característica principal da TAG. Elementos corriqueiros na vida de qualquer pessoa, como trabalho, estudo, casamento, família e amizades, despertam grande apreensão sem motivo aparente. O dia a dia torna-se um verdadeiro campo de batalha contra pensamentos catastróficos. 

Valor Consulta Psicóloga Vânia






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A expressão “sofrer por antecedência” define a vida de quem sofre com ansiedade generalizada. Raramente os cenários desastrosos imaginados pela pessoa chegam perto de se tornarem realidade.

Mesmo assim, ela não consegue deixar de preocupar-se com o futuro. A ansiedade, então, começa a interferir em seu trabalho, relacionamentos, atividades diárias e autoestima.

As pessoas que observam seu comportamento não conseguem entender os seus conflitos internos e podem enxergá-la como “inconveniente” ou isolá-la socialmente, o que torna a gestão da ansiedade mais complicada.

Quais os sintomas da ansiedade generalizada?

O aspecto mais marcante é a constância dos sintomas. Além de serem múltiplos, eles acompanham a pessoa com TAG diariamente. Confira-os abaixo:

  • Medo excessivo;
  • Dificuldade para solucionar problemas;
  • Visão deturpada de desafios;
  • Inquietação;
  • Irritabilidade;
  • Tensão muscular;
  • Dores de cabeça;
  • Sudorese;
  • Falta de concentração;
  • Náusea ou azia;
  • Constante vontade de urinar;
  • Fadiga ou exaustão frequente;
  • Insônia ou sonolência diurna.

Como muitas condições associadas à ansiedade apresentam sintomas semelhantes, o diagnóstico definitivo pode ser dado somente após algumas consultas com o psicólogo. Ele precisará ter um conhecimento mais profundo do estilo de vida, da personalidade e da manifestação dos sintomas para chegar a um veredicto.

Quais são as causas da ansiedade generalizada?

Não existe uma causa específica para a TAG, mas, sim, um conjunto de fatores que colabora para o seu aparecimento. Esses podem ser de origem genética, química (desequilíbrio hormonal no cérebro) ou dos estímulos do ambiente externo.

Guia Completo de Como Selecionar seu Psicólogo

Se você é daqueles que gosta de entender tudo nos mínimos detalhes, então esse guia é para você! No guia completo você vai conhecer todo o processo desde onde procurar e selecionar um psicólogo, como é a primeira consulta, como se preparar para a terapia, como é o processo terapêutico e até como avaliar os resultados.

COMO SELECIONAR O SEU PSICÓLOGO

A hereditariedade é um aspecto importante. Filhos de pais ansiosos possuem mais probabilidade de desenvolver a ansiedade patológica. Por vezes, os netos também podem sofrer com essa herança familiar. É a mesma lógica das doenças físicas. Não é à toa que os médicos perguntam sobre casos na família aos seus pacientes.

Caso não haja possibilidade de hereditariedade, a ansiedade pode ter sido ocasionada por experiências que despertaram grande medo ou tristeza, como a morte de um parente, envolvimento em um acidente ou bullying na escola.

Fatores estressores oriundos de fases diferentes da vida, como o vestibular, faculdade, casamento, nascimento de filhos, exame para concurso ou provas em processos seletivos, aumento de responsabilidades no trabalho, colegas de trabalho ou chefes desagradáveis, desenvolvimento de doenças físicas, entre outros, também são possíveis causas.

Outro aspecto que interfere no surgimento da TAG é a própria personalidade. Pessoas com propensão à negatividade, com hábito de se queixar com frequência e enxergar somente o lado negativo das situações, são mais suscetíveis à ansiedade do que pessoas bem-humoradas. Por isso, tanto destaque é dado à necessidade de observar o estado da saúde mental.

Além disso, o funcionamento irregular de determinadas células nervosas, as quais conectam regiões cerebrais específicas, também afeta as nossas emoções. Quando há desequilíbrio hormonal cerebral, você se torna incapaz de sustentar um humor elevado porque os neurotransmissores responsáveis pela felicidade, como a endorfina e a dopamina, não conseguem transitar normalmente pelo cérebro.

Tem cura para a ansiedade generalizada?

Se você notou a manifestação dos sintomas apresentados neste artigo ou uma decaída significativa em seu humor, o primeiro passo é consultar um psicólogo. É ele quem determinará o diagnóstico como também o tratamento psicoterapêutico mais adequado e as estratégias mais eficientes, conforme a sua personalidade e maneira de pensar, para controlar a ansiedade generalizada.

Tratamento psicoterapêutico

Devido ao costume e ao condicionamento a cair no piloto automático, você pode estar alimentando o pessimismo sem perceber. Reclamações, fofocas, críticas, xingamentos, brigas e discussões raivosas são maneiras de nutrir a negatividade no cotidiano.

Gradualmente, as suas emoções e pensamentos irão tender para essa vertente pessimista, tornando-o uma pessoa que não consegue ver o lado bom da vida

Os Psicólogos

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EQUIPE DE PSICÓLOGOS

O psicólogo possui o importante papel de apontar os hábitos e as características da personalidade ocultas nos pacientes.

Embora você consiga ver os problemas dos outros com clareza e encontrar soluções que, aos seus olhos, parecem simples, você não consegue fazer o mesmo quando se trata dos seus conflitos pessoais, certo? É a mesma coisa na terapia. Por ser uma pessoal imparcial, o psicólogo consegue enxergar caminhos para ajudá-lo com a sua ansiedade mais facilmente.

Além disso, o conhecimento da natureza humana e das patologias que acometem a saúde mental habilita este profissional a tratar a ansiedade, a depressão, o pânico, entre outras condições.

Portanto, não é preciso ter vergonha nem medo de buscar ajuda profissional e compartilhar os sinais de suspeita ou os sintomas que o acometem. Apaziguar a ansiedade generalizada através da terapia é necessário para levar uma vida com mais qualidade bem como para espantar outras condições que podem agravar o seu estado psicológico e emocional. 

Tratamento psiquiátrico

Caso haja necessidade de tomar medicamentos, o psiquiatra deverá ser consultado. Alguns casos mais acentuados apresentam sintomas de grande intensidade e somente a psicoterapia pode não ser o suficiente para ajudar o paciente a administrá-los. De preferência, peça recomendações de psiquiatras ao seu psicólogo ou médico.

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A automedicação nunca é recomendada. Infelizmente, muitas pessoas cujos familiares apresentam alguma patologia psicológica, seja semelhante ou não, optam por tomar a medicação em conjunto. Pensam ser “a mesma coisa” por se tratarem de medicamentos psiquiátricos

Entretanto, esta atitude equivocada apresenta mais riscos para a saúde mental do que a ausência de qualquer tratamento. Cada medicamento é designado conforme o quadro de ansiedade da pessoa que o consome, ou seja, é recomendado especificamente para ela. Se você tomar o remédio de alguém, a sua ansiedade não será tratada da forma correta.

As orientações do psiquiatra devem ser seguidas à risca para que o paciente obtenha sucesso no tratamento medicamentoso.

Tratamento complementar

Este termo refere-se às medidas possíveis de serem adotadas e praticadas em casa ou em qualquer lugar, ao longo do seu dia a dia.

O tratamento da ansiedade generalizada ou outras condições da ansiedade é um misto de psicoterapia e esforço individual do paciente. Quase sempre é necessário fazer mudanças no estilo de vida para acomodar as percepções adquiridas durante o tratamento terapêutico.

Além disso, essas medidas podem (na verdade, devem) ser seguidas mesmo na ausência da ansiedade ou da depressão. Por serem atividades simples e benéficas para a saúde, não há restrições para como e quando colocá-las em práticas. Se quiser, você pode convidar alguém para fazê-las junto com você. Assim, um inspira o outro a continuar.

Estou falando, é claro, dos hobbies, das atividades físicas, da alimentação saudável, dos relacionamentos, dos projetos pessoais e de todos os elementos que lhe proporcionam alegria. Afinal, entre trabalho, vida social e relacionamentos, o seu bem-estar é o mais importante! Coloque-o em seu devido lugar de prioridade.

Alinhando esses hábitos positivos à psicoterapia e/ou ao tratamento medicamentoso, administrar a ansiedade se tornará mais fácil. Portanto, veja abaixo algumas formas de “tratamento complementar”:

  • Prática frequente de exercícios físicos como corrida, pilates, treino funcional, treino na academia ou esportes;
  • Hobbies como tocar um instrumento, pintar, escrever, cozinhar, fazer artesanato, jogar vídeo game (com moderação);
  • Meditação;
  • Alimentação saudável;
  • Interações sociais com pessoas queridas;
  • Cursos profissionalizantes;
  • Atividades para exercitar o cérebro, como xadrez ou palavras cruzadas.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana

CRP 106524/06. A psicóloga é CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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