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As crianças estão mais ansiosas?

As crianças estão mais ansiosas?

Algumas crianças da atualidade têm demonstrado um grau elevado de ansiedade. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil possui cerca de oito milhões de crianças e adolescentes ansiosos. Mas o que pode estar causando tanta ansiedade em indivíduos de uma faixa etária cuja principal característica é a ausência de preocupações?

Sintomas de ansiedade nas crianças

Primeiramente, é preciso saber que a ansiedade patológica é caracterizada por preocupações excessivas a cerca do futuro.

Pessoas ansiosas pensam demasiadamente em eventos que não aconteceram e, às vezes, nem sequer possuem probabilidade de acontecer. Por isso, ficam nervosas, inquietas e receosas em situações sociais corriqueiras. Também costumam ter baixa autoestima e se culparem pelos problemas alheios.

Esses sintomas estão presentes na ansiedade infantil, porém a resposta psicológica das crianças é determinada pelo seu nível de desenvolvimento cognitivo, compreensão dos acontecimentos e personalidade.

Crianças em idade pré-escolar, por exemplo, não costumam ter os mesmos sintomas de crianças mais velhas. Elas podem apresentar:

  • Medo de ficar longe dos pais;
  • Alterações no apetite;
  • Manha ou birra excessiva;
  • Irritabilidade;
  • Crises de choro;
  • Falta de paciência com coleguinhas;
  • Pesadelos;
  • Brincadeiras mais agressivas; e
  • Recorrência de episódios de xixi na cama.

Já as crianças mais velhas possuem maior capacidade de expressão verbal, logo podem comentar com os pais sobre seu desconforto emocional. Os sintomas da ansiedade nesta faixa etária costumam ser:

  • Irritabilidade ou agressividade;
  • Hipervigilância;
  • Falta de energia para brincar;
  • Baixo rendimento escolar;
  • Mau humor;
  • Falta de concentração;
  • Isolamento dos pais e de amigos;
  • Brigas com coleguinhas;
  • Inquietação;
  • Pegar os brinquedos de outras crianças;
  • Necessidade de desafiar autoridade dos pais; e
  • Desorganização com materiais escolares, objetos pessoais e os brinquedos.

O que tem causado ansiedade nas crianças?

Valor Consulta Psicóloga Ingrid






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Identificar a causa da ansiedade em crianças pode ser um desafio, principalmente nas em idade pré-escolar. A partir dos seis anos, elas conseguem se expressar um pouco melhor. Todavia, são poucas as que conseguem identificar o gatilho da ansiedade.

As crianças não estão preparadas para lidar com emoções fortes tampouco gerenciar cobranças e pressões dos pais, professores e amigos. Dessa forma, tendem a responder com intensidade aos sintomas ansiosos.

O seu comportamento pode ser confundido com uma fase problemática, necessidade de chamar atenção ou acessos de manha. Somente após um período de observação que os pais chegam à conclusão que o filho pode estar sofrendo com alguma condição psicológica.

Abaixo, veja algumas das razões para o aumento da ansiedade nas crianças nos últimos anos.

1.     Redes sociais

A cultura das redes sociais é vivenciada do modo diferente entre as faixas etárias. 

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Enquanto um adulto tende a ter ciência sobre quais fatores do mundo virtual merecem a sua atenção, os mais jovens não. Um adulto também sabe a hora de se distanciar das redes sociais para focar em atividades mais sadias, mas as crianças não.

As crianças de hoje se divertem com o conteúdo encontrado nas redes sociais. Elas se deslumbram com a possibilidade de se tornar famoso. À medida que se aproximam da adolescência, se preocupam com a quantidade de “likes” recebidos em suas postagens e fotografias. A validação de terceiros passa a ser um determinante em suas vidas.

Muitos pais permitem que os filhos passem horas de frente aos aparelhos eletrônicos para poderem se concentrar em seus afazeres. Todavia, a exposição ilimitada acaba gerando ansiedade nos pequenos.

2.     Aumento de cobranças

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Os pais desejam o melhor para os seus filhos. Na ânsia de lhes proporcionar atividades diversas, com as quais eles só puderam sonhar na infância, lotam o contraturno escolar das crianças. São aulas de esporte, de idiomas, de habilidades e de música.

Para corresponder às expectativas dos pais, os filhos se esforçam para se saírem bem em todas as atividades. Com o tempo, contudo, o rendimento deles começa a cair. Sem compreender a situação, os pais exigem um desempenho mais satisfatório.

Como dito, as crianças não estão preparadas para responder a pressão da mesma forma que um adulto. Elas se irritam, se frustram e se cansam com maior facilidade.

Os pais precisam respeitar as vontades e a disposição dos filhos. Afinal, se eles estiverem sobrecarregados com a quantidade de atividades, não aproveitarão as aulas extracurriculares.

3.     Superproteção

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Essa questão pode ser complicada para muitos pais. Como ela está associada à criação dos filhos, podem ficar na defensiva ao constatar que suas decisões podem ter aumentado a ansiedade dos mesmos.

A verdade é que proteção de menos é tão ruim quanto proteção de mais.

Crianças que não tiveram oportunidade de explorar o mundo através de brincadeiras, experiências e socialização tendem a ser mais inseguras. Elas crescem sem saber resolver problemas, por isso, desenvolvem ansiedade mais facilmente.

Se machucar, chorar e sofrer faz parte do desenvolvimento das crianças. É claro que os pais devem minimizar sofrimentos, especialmente quando se tratam de assuntos de difícil compreensão para uma criança.

Entretanto, não devem coibir as oportunidades dos filhos de ralarem os joelhos, de errarem e de se desentenderem com amiguinhos. Essas experiências vão torná-los mais independentes, inteligentes e autoconfiantes no futuro.

4.     Bullying

O bullying é um problema antigo, mas, como continua a acontecer, vale destacá-lo como um dos gatilhos para a ansiedade em crianças.

Lidar com uma criança vítima de bullying exige muita compreensão. Os pais podem reforçar inseguranças se não souberem gerir o problema com empatia. Por exemplo, uma criança alegre que passa a reagir com agressividade aos colegas provavelmente está sofrendo experiências negativas na escola.

Apesar de precisar ser repreendida para aprender que essa conduta não é apropriada, ela também deve ser ouvida. Os pais devem procurar saber o motivo de tanta raiva ou hiperatividade através da criança ou da escola.

Só ao tomarem conhecimento da situação como um todo, conseguirão solucionar o problema do bullying sem passar mensagens errôneas para os filhos. 

5.     Ambiente familiar

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A qualidade do ambiente familiar é, de fato, uma das principais causas de ansiedade nas crianças. Se os pais vivem discutindo, se há agressões físicas, se são muito rígidos ou se negligenciam as necessidades dos filhos, é provável que favoreçam o surgimento da ansiedade nos mesmos.

As crianças são como esponjas.

Absorvem emoções e comportamentos muito facilmente porque estão na idade perfeita para aprender. Portanto, a conduta dos pais causa um grande impacto em seu próprio modo de agir e de interpretar o mundo. Ela pode até causar traumas que perduram pelo restante da vida.

Muitas vezes, os pais incentivam a ansiedade nos filhos sem terem consciência disso. As cobranças, as expectativas altas e as repreensões feitas com ataques pessoais à personalidade corroboram para que as crianças se sintam inquietas.

Um ambiente familiar adequado para uma criança é construído na base do diálogo, da compreensão e da empatia. Os pais precisam estar preparados para lidar com as personalidades dos filhos, que podem ser completamente diferente do esperado.

Como tratar a ansiedade nas crianças

A ansiedade nas crianças é identificada e tratada na psicoterapia. O acompanhamento psicológico trabalha os comportamentos ansiosos e identifica os fatores estressores que perturbam os pequenos.

Como as crianças têm dificuldades para se expressarem verbalmente, o profissional utiliza jogos, brinquedos, desenhos e outras ferramentas lúdicas para identificar os sintomas da ansiedade e outras condições.

Ao longo das consultas, a criança aprende a gerir suas emoções de acordo com as suas capacidades e o seu nível de desenvolvimento cognitivo. O número de consultas necessárias depende da necessidade de cada paciente.

Os pais também ocasionalmente participam do tratamento dos filhos. O psicólogo precisa conversar com eles para conhecer as suas preocupações e ter uma ideia de como é o ambiente familiar.

Uma abordagem adequada para tratar a ansiedade em crianças e adolescentes é a Terapia Cognitivo-Comportamental. Essa linha psicoterapêutica auxilia os pacientes a modificarem comportamentos nocivos à saúde mental.

Em casa, os pais também podem ajudar os filhos a enfrentarem os sintomas da ansiedade, bem como a prevenir crises ansiosas. Atitudes que ajudam são:

  • Respeitar os sentimentos das crianças;
  • Estabelecer expectativas realistas;
  • Ser compreensível com erros e fracassos;
  • Conversar sobre as preocupações das crianças;
  • Distrair os pequenos com brincadeiras em família;
  • Sugerir atividades para promover a tranquilidade, como desenhar ou ler;
  • Não forçar as crianças a engajar em atividades sociais se elas não quiserem;
  • Explicar a importância da preocupação, deixando claro que não se pode exagerar; e
  • Demonstrar compreensão perante a apreensão.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana

CRP 106524/06. A psicóloga é CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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