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Consequências do bullying na vida adulta

Bullying na vida adulta

Ser vítima (ou mesmo, executor) do bullying durante a infância pode ser considerado pelos psicólogos como um dos principais fatores de risco dos problemas psicoemocionais graves no futuro. Saiba mais sobre as consequências do bullying na vida adulta no texto que segue.

O que é o bullying?

O bullying recentemente vem se tornando cada vez mais conhecido nas mídias como uma forma de abuso psicológico. O termo “bullying” significa “intimidação”. Na verdade, ele vai um pouco mais além, trata-se de qualquer forma de maus tratos psicológicos, emocionais, verbais ou até mesmo físicos, que são produzidos entre pessoas (adultos, jovens e crianças) de forma frequente por um longo período.

Na atualidade, com o avanço das campanhas da psicologia e dos direitos humanos, a tolerância zero imposta a esses comportamentos asseguram uma maior compreensão ao problema.

Entre as principais consequências do bullying, estão as suas sequelas que são impressas na fase adulta posteriormente. Mesmo que a mídia associe o bullying às sequelas físicas, na verdade, entre as principais consequências do bullying, estão as psicológicas e comportamentais, muitas vezes ainda sentidas na fase adulta.

Em décadas anteriores, a prática do bullying era considerada na maioria dos países como algo “natural”.

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O bullying continua ocorrendo todos os dias, em milhões de cidades e escolas do mundo. Antes, o conhecimento do bullying não existia. Aquela criança que cresceu nesta realidade, hoje padece de vários transtornos de personalidade. Ou, ainda, tornam-se incapazes de manter qualquer tipo de relação social ou familiar.

Entre as sérias consequências do bullying na fase adulta, podemos observar algumas como mais frequentes.

Bullying Gestual e Verbal

O termo “bullying” hoje possui maior visibilidade do que décadas anteriores. Isto porque a mídia tem falado com maior intensidade sobre esse assunto. A prática do bullying compreende muitas coisas que vão desde atitudes gestuais e verbais, que se tornam opressoras e agressivas até jogos de humilhação e manipulação. Em todos os casos, psicólogos tratam estes comportamentos como práticas de intenção de causar dor.

E é na idade infantil que esse contexto ocorre, geralmente dentro dos muros da escola. Muito recentemente as novas políticas educacionais têm levantado esta questão como prioridade no ensino básico e fundamental.

Apesar de toda uma ampla rede de divulgação sobre as consequências do bullying, ainda assim ele é praticado com certa frequência e, como na maioria dos casos, não é levado como algo sério.

Para a psicologia, romper com a sua naturalização é parte importante em que se envolvem sociedade civil e instituições. Reconhecer a sua existência é recorrer às formas de prevenção e mitigação.

Os psicólogos estão convencidos de que se tratado logo no início, a grande porcentagem dos casos pode ser ajudada com sucesso, sem a necessidade de apelar para medicações.

Consequências do bullying na vida adulta

Quais são as consequências do bullying na fase adulta?

Na Inglaterra, estudos realizados na Universidade de King’s College de Londres, indicam que as consequências do bullying feito ainda na infância podem ser prolongar por toda a vida.

O bullying tende a desencadear e aumentar problemas relacionados à saúde, às relações sociais e principalmente com a própria identidade da pessoa. Sequelas e cicatrizes são deixadas para o resto da vida. De certa forma, quem pratica e quem sofre podem ser afetados.

As crianças e jovens que sofreram abuso psicológico continuam sendo vítimas destas ações na fase adulta. Isso ocorre porque, em grande parte, há um agravante de quando se sucedeu, a criança não tinha concluído o seu desenvolvimento de maturidade emocional.

Com isto, crianças de, por exemplo, 8 ou 10 anos de idade, não possuem os mesmos recursos psicológicos e emocionais de uma pessoa adulta. A criança não terá as mesmas armas para enfrentar um abuso frequente.

Encarar as consequências do bullying como forma ou tipo de violência é de interesse social. O bem-estar de todos fica em perigo quando a naturalização é vista como aspecto cultural. Tais riscos ajudam a fomentar o desenvolvimento de doenças e distúrbios precoces.

Sem o devido acompanhamento estes problemas são tratados comumente como medo, depressão, ansiedade etc. Os estados comportamentais indicam uma tendência à vitimização como forma de criar estratégias de exteriorizar a sua dor.

Atenção dos Pais

Com a rotina de vida ligada à multi-interação de trabalho, lazer e estudo, muitos pais acabam negligenciando estes problemas, ou não os consideram de fato, e dão margens à falta de tempo e vivência com seus filhos.

Em razão disso, a criança torna-se insegura e tende a encontrar formas de se auto afirmar, o que será com maior frequência na adolescência.

Valor Consulta Psicóloga Karla






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Portanto, a autoestima é visivelmente afetada. De acordo com a psicologia, a reação ao bullying pode ser imprevista e geralmente incorporada de forma negativa.

Internalizar estas práticas de bloqueio, sem a ajuda de um psicólogo, envolvem a criança ou adulto em um amplo problema comportamental. Muitas vezes, são mecanismos inconscientes que levam a pessoa a “lidar” com estes problemas, já que são naturalizados pela sociedade.

As marcas emocionais e as consequências do bullying permanecem na vida adulta e vão acompanhando a fase de maturidade por longo tempo. Enquanto não reconhece a causa desses sentimentos negativos que estão ali presentes, o comportamento sofrerá sempre efeitos adversos.

A pessoa com baixa estima já não vê em si mesma força para superá-la, assumindo sua parcela de culpa, internalizando negativamente suas consequências. Objetivos e metas na vida, para pessoas com baixa estima, tende a ser inalcançável.

Pesquisadores concordam que o nível de violência psicológica pode ser equiparado ao de um adulto que se encontra em um tipo de campo de concentração, um espaço destinado à tortura. Entre os problemas que podem aparecer na vida adulta devido ao bullying, os mais frequentes são os enumerados abaixo.

Depressão

A personalidade de cunho depressiva é uma das consequências que podem ser conferidas na pessoa. Quem passou pelo bullying desenvolverá uma tendência para a depressão muito maior do que a de outras pessoas.

Baixa autoestima

Os níveis de baixa autoestima são considerados muito perigosos em relação ao que é “normal”. Esses níveis de baixa autoestima, na maioria dos casos, serão muito reforçados na fase adulta. Entre os casos mais extremos, podemos citar até mesmo o suicídio na fase adulta como consequência dessa baixa autoestima adquirida.

Ansiedade

A ansiedade é uma das consequências do bullying mais comuns entre os adultos e, de fato, uma das mais difíceis de eliminar. O que pode levar para o próximo tópico.

Abuso de substâncias

É comum que o abuso de álcool ou de drogas tenha como causa principal o bullying na infância.

Transtornos

Uma pessoa que passou pela violência psicológica terá como consequências do bullying uma maior propensão a adquirir transtornos ou doenças. Enfermidades autoimunes, diabetes, problemas cardíacos, respiratórios e do trato digestivo têm vínculos com o bullying.

A isso tudo ainda podemos somar: fobias sociais, estresse, ansiedade, pensamentos suicidas, sentimento de culpa, manifestações neuróticas e de raiva, etc.

Para os psicólogos, as consequências do bullying realmente podem, além destas anteriores, demonstrar o seguinte:

  • Desequilíbrios de poder, seja real ou imaginário, entre a vítima e o seu abusador;
  • Toda agressão que for intencionada causará danos à vítima;

Entre as agressões, podemos falar de violência física, agressões indiretas como roubos, violência verbal e manipulação, por exemplo.

Os problemas psicossomáticos das vítimas de bullying terão sempre o maior risco, entre outras, de adquirir uma péssima saúde física e mental, de seu funcionamento cognitivo normal.

Na fase infantil, as crianças tendem a renunciar responsabilidades, sendo o seu comportamento mais passivo. Assim, na fase adulta, estes comportamentos serão refletidos em atitudes.

O bullying existe tanto por parte da vítima quanto por parte de quem o pratica, implicando em um grande risco de ambos sofrerem sérios problemas psiquiátricos mais tarde.

Tipos de consequências: fisiológica e emocional

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Além da questão do trauma psicológico e emocional, pessoas que sofreram traumas na infância, apresentam processos de envelhecimento celular precoce, diminuindo assim, a sua expectativa de vida em até 20 anos.

Obesidade e problemas cardíacos também são associados ao trauma. Transtornos alimentares que levam a obesidade ou ainda a anorexia/bulimia podem também ser consequências do bullying na vida adulta.

Além disso, ele também aumenta o risco do aparecimento de câncer, úlceras, doenças do tipo diabetes, AVC e enxaquecas.

O abuso de álcool e drogas é uma das consequências mais comuns entre as pessoas que sofreram bullying na infância. Depressão, tendências suicidas e psicose são transtornos associados ao trauma.

O que fazer?

Com o auxílio de um profissional da área é possível acompanhar e evitar que os traumas permaneçam ativos pelo resto da vida. Na psicologia trabalhamos com diversos métodos e terapias que proporcionam ao paciente um tratamento de reverter sentimentos relacionados em compreensão e força interna

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana

A psicóloga é CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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