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Psicanálise e Homossexualidade: como a psicologia moderna deve lidar com a homossexualidade?

Psicanálise e Homossexualidade

Para que o psicólogo possa atender a um homossexual, é fundamental que esse profissional enxergue o seu paciente como qualquer outro, independentemente de suas preferências sexuais.

A psicanálise atual compreende que as diferenças no que tange ao campo sexual fazem parte da natureza humana.

Assim sendo, ao invés de se utilizar de uma terapia de conversão, na qual se tenta induzir o paciente a sentir-se atraído pelo sexo oposto, o psicólogo moderno busca auxiliar os gays a entenderem sua condição e aceitarem a si mesmos, uma vez que a orientação sexual não é uma escolha e, portanto, não pode ser alterada.

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É sabido que pessoas homossexuais que buscam modificar sua orientação sexual o fazem com o intuito de serem aceitas por seguirem as normas sociais, entretanto esses indivíduos passam por grandes frustrações e podem vir a ter graves problemas psicológicos.

Ao trabalhar com pacientes homossexuais que têm problemas em aceitar sua condição sexual ou sentem-se pressionados socialmente, é importante que o psicanalista saiba em que fase seu cliente está em termos de aceitação de sua situação e autoconhecimento.

Se o paciente busca a terapia justamente para compreender sua disposição sexual, compreender os estágios pelos quais o paciente gay passa é ainda mais essencial.

Cass (1979) afirma que há seis estágios pelos quais a maioria dos homossexuais passam quando lidam com sua própria orientação sexual.

Os estágios citados por Cass são amplamente aceitos por homens e mulheres gays, e são:

1. A conscientização da identidade

Nessa fase, a criança ou adolescente começa a perceber que ele ou ela possui sentimentos que são diferentes da maioria das outras crianças ou adolescentes e diferem daquilo que lhes foi ensinado.

2. A comparação da identidade

Através dessa etapa, a pessoa começa a explorar sozinha seus sentimentos e a compará-los com as crenças sociais, de seus pais e dos que têm a mesma idade dela.

3. A tolerância da identidade

Nesse ponto, o homossexual frequentemente se rebela contra seus sentimentos e tenta negá-los, uma vez que ninguém deseja ser gay em um mundo heterossexual.

4. A aceitação da identidade

Depois de perceber que a sexualidade faz parte de sua identidade, a pessoa começa a aceitá-la, a explorar seus sentimentos e desejos, e inicia uma busca a fim de encontrar um lugar no mundo ao qual ela sinta que pertença e onde ela seja aceita.

5. O orgulho da identidade

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Esse estágio geralmente envolve ódio contra seus pais, a sociedade, a religião, ou outros aspectos sociais que julguem os homossexuais como maus, errados, imorais ou portadores de doenças mentais, pelo simples fato de sentirem-se atraídos por pessoas do mesmo sexo.

Eles irão então aderir ao estilo de vida homossexual e explorar sua sexualidade descoberta. É durante esse período que os gays podem começar a lutar contra o que a sociedade lhes ensinou.

6. A síntese da identidade

Na fase final, a homossexualidade torna-se parte de quem eles são mais do que um elemento de definição. Dessa forma, ao invés de serem gays, eles começam a se ver como pais, funcionários, líderes, professores, supervisores, voluntários que, por acaso, também são homossexuais.

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Nessa etapa, eles são capazes de aceitarem-se a si mesmos completamente, mais do que verem sua sexualidade separada do restante de quem eles são.

Para que o psicólogo possa atender a um gay com a máxima eficácia, é fundamental compreender então em qual fase seu paciente se encontra.

À parte dos primeiros cinco estágios acima, o tratamento para pacientes homossexuais não se diferencia do de qualquer outro paciente, em termos de distúrbios de ansiedade, de humor, problemas de relacionamento e estresse.

Entretanto, pesquisas apontam que a depressão tem um índice significativamente maior em adolescentes homossexuais e a taxa de suicídio é duplamente maior do que em heterossexuais.

Para bem atender a esses pacientes, o psicólogo precisa estar preparado e isento de preconceitos para prestar um excelente atendimento ao paciente homossexual.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

2 comentários em “Psicanálise e Homossexualidade: como a psicologia moderna deve lidar com a homossexualidade?

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