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A zona de conforto te prende? Saiba como deixá-la

A zona de conforto te prende? Saiba como deixá-la

A zona de conforto é, como o próprio nome sugere, um local confortável onde as pessoas gostam de se aninhar. Nela, tudo é familiar, previsível e aparentemente agradável. Somente considerar deixá-la já causa ansiedade porque significa adentrar um mundo totalmente desconhecido.

Mas nem tudo é como aparenta ser.

Se você ficar confortável demais em um relacionamento, a paixão acaba. Se você ficar muito confortável no trabalho, o tédio prevalece e o deixa infeliz. Seguindo a mesma lógica, se você ficar muito confortável consigo mesmo, as suas experiências se tornam medíocres e o seu potencial não é desenvolvido até o máximo.

Por que viver demais na zona de conforto é prejudicial?

Valor Consulta Psicóloga Ingrid






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A zona de conforto é aconchegante a princípio. A maioria das pessoas não deseja sair dela em virtude dos sentimentos bons que proporciona. Elas navegam por suas vidas envoltas em uma capa de proteção, sem ter a necessidade de fazer mudanças drásticas. Dessa forma, não se ferem emocionalmente e psiquicamente.

Assim como as decepções e as frustrações não acontecem, contudo, os aprendizados também não. As oportunidades para crescerem e se tornarem mais experientes, sábias e emocionalmente fortes passam despercebidas ou são rejeitadas por medo de correr riscos.

A ausência de novos conhecimentos e vivências causa tédio, preguiça extrema e sensação de estagnação. Além disso, quando você permaneça muito tempo parado, os seguintes cenários podem se tornar realidade:

  • O relacionamento fica monótono e a pessoa amada percebe a mudança na relação, cobrando mais atenção ou vivências diferentes para reanimar a chama da paixão;
  • A rotina no ambiente de trabalho torna-se sem graça e automatizada. Você deixa de visualizar caminhos para crescer dentro da empresa ou se melhorar como profissional;
  • As amizades também sofrem porque você deixa de acompanhar o crescimento dos seus amigos, ou permite que pessoas nada agradáveis fiquem por perto;
  • A ideia de adquirir novas habilidades ou fazer coisas novas pode passar por sua cabeça, mas o percurso para concretizar esses planos já o deixa com preguiça; e
  • Você sente o desejo de estudar, buscar novidades e diversificar as suas vivências porque a realidade já não corresponde as suas expectativas. O corpo e a mente pedem por mudanças, mas você não é capaz de atendê-las.

Assim sendo, a zona de conforto atrapalha o seu crescimento pessoal e, com o passar do tempo, reduz a sua qualidade de vida.

Como o excesso de conforto afeta a saúde mental?

O “conforto” da zona de conforto na verdade não é tão confortável assim. A sensação agradável decorrente dela é uma ilusão que o nosso cérebro gosta de alimentar para evitar possíveis sofrimentos. Mas como fugir desses quando são importantes ferramentas de aprendizado?

A falta de contato com experiências distintas vai deixá-lo enferrujado para lidar com determinadas situações e, assim, gerar medo de enfrentá-las. A combinação de comodismo com medo não é favorável já que ambos possuem semelhante capacidade de aprisioná-lo no mesmo lugar.

O tédio oriundo do excesso de comodidade também causa estresse, ansiedade e falta de motivação, fatores propícios para a depressão.

Embora esse sentimento possa servir como um sinal de alerta, impulsionando as pessoas para a ação, também pode levá-las a tomar atitudes precipitadas para fugir da mesmice.

Além disso, quanto mais tempo você passar em sua zona de conforto, mais difícil será para deixá-la. A negação de que ela é prejudicial para o aproveitamento da vida pode atrapalhar o seu julgamento, incentivando-o a ficar inerte.

Após um longo período de comodismo, você pode sentir uma sensação muito desagradável, urgindo-o a agir e tomar decisões para acabar com a inação, mas não conseguir acatá-las. Essa sensação é o principal sinal de que viver acomodado está lhe fazendo mal.

Como sair da zona de conforto?

Quando a vida começa a ser afetada pelo excesso de comodismo, você deve sacudir a poeira do corpo e partir para a ação. O processo de libertação da zona de conforto é longo e pode ser um tanto difícil dependendo do nível de apego a ela. Caso ele seja alto, até as menores mudanças podem parecer esforços monumentais.

Entretanto, assumir riscos e confiar no desconhecido em vez de temê-lo são atitudes necessárias para elevar o seu potencial ao máximo, além de descobrir novos caminhos que, até então, pareciam loucura.

1.     Faça algo que te assusta

Enfrentar os medos é um processo natural da saída da zona de conforto. Logo, você levará alguns sustos no caminho para se livrar de receios que o mantém estagnado. Mas o susto neste contexto é um susto do bem! Ele não somente o ajudará a diversificar as suas experiências de vida, mas também a sentir uma variedade de emoções boas, como entusiasmo, prazer e euforia.

2.     Diga “sim”

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Assim como o “não”, o “sim” é uma palavra poderosa. À medida que começamos a usá-las, transformações começam a acontecer em nossas vidas.

Aceitar convites, se arriscar em oportunidades (por vezes até quando você acredita que não tem chances de sair na frente) e fazer coisas novas com frequência tornam a vida mais dinâmica e divertida. Essas experiências somente podem ser vividas quando você mantém uma postura de dizer “sim” para a vida.

Mesmo se estiver com medo, diga “sim” e tire as suas próprias conclusões dos acontecimentos. Lembre-se que você pode voltar para casa ou mudar de ideia a qualquer momento, então, não há necessidade de sentir medo.

3.     Aprenda algo totalmente diferente

O que você nunca pensou que aprenderia ou se interessaria nessa vida? Descobriu? Então, faça exatamente isso! Você também pode optar por aquele curso que sempre quis fazer, mas nunca encontrou tempo em sua agenda.

O desafio de aprender algo cujos níveis de dificuldade lhe surpreendem é muito bom para afastar o tédio. Quando a habilidade ou o conhecimento for dominado, você também sentirá os efeitos da vitória em sua autoestima! Além disso, fazer cursos, sejam online ou presencial, possibilita que você conheça pessoas novas e aumente o seu círculo de amizades.

4.     Não espere pelo momento perfeito

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Você já se pegou dizendo “quando eu estiver financeiramente estabilizado / com mais tempo disponível / morando em X lugar / trabalhando com X coisa, eu vou…”?

Esse pensamento é um dos maiores erros de quem vive na zona de conforto. O momento perfeito provavelmente nunca vai chegar porque não existem momentos perfeitos. A espera pelo período adequado para colocar planos em prática inconscientemente alimenta o comodismo.

Se você pensar bem, sempre haverá impedimentos, especialmente a falta de tempo, para correr atrás de seus sonhos. Então, aproveite a certeza do momento presente para agir.

5.     Abrace o desconforto

O desconforto é uma consequência normal de confrontar medos e fazer coisas nunca tentadas antes. Em vez de buscar maneiras para minimizá-lo, aceite-o e viva a experiência apesar dele.

Você provavelmente já passou por momentos assim no trabalho, na escola ou na universidade, ou em qualquer compromisso que é também uma obrigação. Aguentar o desconforto e terminar o trabalho é uma habilidade naturalmente adquirida no início da vida adulta. Aplique a mesma mentalidade quando estiver prestes a fazer algo totalmente diferente para combater a ansiedade do novo.

6.     Seja otimista

Existem muitos estudos que comprovam a eficácia do pensamento positivo, da risada, do bom humor e do otimismo para cuidar da saúde mental. Pessoas bem humoradas têm mais facilidade para transitarem pelas dificuldades da vida e se reerguerem em face dos desafios. Portanto, se esforce para ser otimista mesmo quando os imprevistos se multiplicarem.

Uma maneira de fazer isso é através da gratidão! Escrever cinco coisas pelas quais você é grato todos os dias, mas principalmente quando estiver desanimado, vai elevar a sua positividade.

7.     Pergunte-se porque o comodismo é reconfortante

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Se você é daqueles que gosta de entender tudo nos mínimos detalhes, então esse guia é para você! No guia completo você vai conhecer todo o processo desde onde procurar e selecionar um psicólogo, como é a primeira consulta, como se preparar para a terapia, como é o processo terapêutico e até como avaliar os resultados.

COMO SELECIONAR O SEU PSICÓLOGO

Questione-se porque você gosta de permanecer na zona de conforto, mesmo que tenha aspirações de crescer, mudar de carreira ou de cidade, viajar pelo mundo, entre outros planos para o futuro.

Você pode ter passado por uma ou várias experiências ruins que indicaram que manter-se acomodado e longe de “problemas” é mais seguro. Por exemplo, não raro crianças e adolescente que sofreram bullyingse tornam adultos acomodados por temerem reviver as mesmas agressões.

Se um trauma emocional estiver mantendo-o prisioneiro do comodismo e da mesmice, considere agendar uma consulta com um psicólogo para tratar as suas pendências emocionais em relação à ele. A terapia ajuda os pacientes a se libertarem de seus traumas de modo seguro e sigiloso, respeitando a privacidade e o ritmo de cada um.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Psicóloga Thaiana

CRP 106524/06. A psicóloga é CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.

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