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Pais Idosos: como lidar e cuidar deles

Como lidar com pais idosos

Um dia, quando nos damos conta, não somos mais nós que precisamos dos cuidados dos pais, mas sim eles que precisam de nossa dedicação.

Pais idosos, que precisam de cuidados, se tornam uma responsabilidade para os seus filhos, que têm que levar aos médicos, administrar medicações, lidar com esquecimentos e confusões.

É um momento que poder ser muito complicado, mas também é a hora de retribuir toda a dedicação que eles tiveram com os filhos.

Quando os papéis se invertem, os filhos precisam lidar com todas as dificuldades da vida de um idoso e isso pode gerar ansiedade e preocupação

São manias, doenças, problemas de locomoção e hábitos diários que já acompanham seus pais por anos e que agora também farão parte do seu dia a dia.

Algumas vezes, os idosos também são resistentes e teimosos, e não querem abdicar da sua autoridade para ouvir os conselhos de seus filhos, gerando ainda mais conflito.

Idosos que precisam de cuidados diários

Valor consulta atendimento online e presencial psicóloga Letícia






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Dependendo da idade e da situação de saúde do idoso, pode ser que ele precise de cuidado diário e em tempo integral. Muitas vezes, a ajuda de um cuidador profissional ou de um enfermeiro é uma boa solução.

No entanto, nem sempre a família tem renda para arcar com esses custos, ou prefere, por outros motivos, não terceirizar esse cuidado. Assim, é bem comum que um filho passe a tomar cuidado de uma mãe, um pai ou ambos.

Se tiveram uma relação saudável ao longo da vida e mantiveram os laços familiares, o idoso vai preferir que o cuidado seja feito pelos próprios filhos. Afinal, são pessoas que ele conhece, confia e sente-se à vontade.

O filho torna-se, além de um cuidador, uma companhia para conversas, refeições e programas de TV. E quando o idoso se sente querido e confortável, ele tem muito mais saúde!

No entanto, mesmo com muito amor e vontade de ajudar, cuidar de um idoso é uma atividade desgastante, tanto fisicamente quanto psicologicamente.

Algumas vezes, quem é filho único ou não pode contar com a ajuda de outros irmãos ou familiares, acaba ficando muito sobrecarregado e abdica de sua vida pessoal em nome dos cuidados do idoso.

Assistir o envelhecimento dos pais, vê-los com dores ou dificuldades é um momento que gera muita tristeza e sensação de incapacidade.

O filho que cuida de seus pais também precisa cuidar de si mesmo para que as preocupações de sua atividade não gerem uma depressão, síndrome do pânico ou outra doença psicológica.

Por isso, o acompanhamento de um psicólogo é importante!

Com sessões de terapia com um psicólogo, o filho que cuida do pai idoso pode desabafar, liberar suas emoções, ter um momento para si mesmo e aprender a conviver com a situação do envelhecimento.

Dessa maneira, é possível ter muito mais força e disposição para a tarefa de cuidar do idoso.

Entenda a importância de compreender os idosos e ajudá-los a se fortalecerem emocionalmente

A importância dos cuidados com o idoso

A maneira com que o idoso vai ser cuidado depende muito do seu estado de saúde.

Quando o pai ou mãe for lúcido e puder decidir sobre a sua vida, suas opiniões e desejos devem ser ouvidos e considerados. Se as vontades fogem do possível, procure conversar e explicar de maneira delicada e paciente.

A teimosia dos idosos pode ser um sinal de carência, afinal, todos precisam de carinho e atenção. Durante o dia, estimule-o a conversar, lembrar histórias do passado e também falar sobre atualidades.

Isso ajuda a manter a mente sempre ativa! Também faça com que ele se sinta considerado, incluído e importante nos programas da família.

Lembre-se sempre de que eles nasceram em outra geração e tiveram outra criação. Por isso, é comum que os idosos não compreendam algumas novidades do mundo contemporâneo ou discordem delas.

Tenha sempre paciência e não entre em discussões que só vão desgastar o relacionamento entre vocês. Algumas vezes, é preciso dar razão a eles, mesmo que não seja o que você pensa de fato.

Por fim, vale sempre ter em mente que todos passaremos por esse momento. Apesar de ser uma fase da vida com algumas complicações, também é um momento de restabelecer relacionamentos e aproveitar a presença dos pais.

Com muita paciência, aceitação, atenção a todas as necessidades e ajuda de um psicólogo, a difícil tarefa de cuidar dos idosos pode se tornar um pouco mais fácil.

Entenda a importância de compreender os idosos e ajudá-los a se fortalecerem emocionalmente

Especialmente nesse momento de pandemia, além de todos os cuidados de higiene e precauções que precisamos tomar, manter as emoções em ordem também é uma tarefa diária.

Fomos pegos de surpresa com esse bombardeio de informações e a primeira reação de qualquer indivíduo diante de uma situação de alerta é que o corpo fique pronto para o combate.

Infelizmente, como não estamos preparados socialmente para lidar com situações como essa, o corpo pronto para o combate não significa que as emoções também estarão.

Por isso, é fundamental buscarmos auxílio e fortalecimento emocional, especialmente a população idosa.

Temos visto que os idosos, que embora não sejam os únicos que precisem de todos os cuidados (todos precisamos), eles fazem parte de um delicado grupo em que os sintomas do vírus podem se manifestar de maneira mais agressiva.

No entanto, muitos ainda não entenderam a importância de se resguardarem e continuam levando suas vidas normalmente, saindo às ruas, fazendo compras e conversando com os amigos na calçada.

É importante pensarmos que isso pode não ser apenas uma birra – muitos idosos sentem necessidade de atenção, necessidade de conversas jogadas fora e motivos para ocupar o tempo.

Em sua maioria, eles sequer têm acesso ou sabem mexer em um aparelho celular para se comunicarem com outras pessoas.

Por isso, não é tão simples de um dia para o outro avisarmos que eles não podem mais sair às ruas e que estão impossibilitados de continuarem com as suas rotinas.

Exercitando a paciência e o diálogo

Amigos e familiares precisam exercitar a paciência e o diálogo com estes idosos, com o objetivo de fazer com que eles compreendam a importância desse momento de reclusão.

Muitos ainda nem sentaram frente à televisão para ouvir através de jornais sobre tudo o que vem acontecendo no mundo. Nós precisamos ser os porta-vozes dessas pessoas.

Como estamos todos vivendo esse momento de reclusão e não podemos simplesmente ir às casas informando, a dica principal para dar início a esse processo de informação é tentar algum tipo de contato.

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Geralmente essas pessoas mantém telefone fixo em casa e essa é uma boa estratégia para entrarmos em contato, perguntarmos como estão as coisas, como essa pessoa está lidando com as coisas, se precisa de algo, e assim se aprofundar no assunto.

Todos temos muitas coisas para cuidar nesse momento, e você que é familiar ou amigo de um idoso que possa estar se sentindo solitário ou mesmo perdido diante de tanta informação e você não está sabendo como resolver e enfrentar essa situação, a principal dica é que o agende com um psicólogo – pode ser um atendimento online.

Um profissional qualificado saberá trabalhar o lado emocional desse idoso para que ele saiba enfrentar essa nova dinâmica que estamos vivendo.

Os psicólogos, nesse momento, também estão atendendo via vídeo-chamada, o que facilita principalmente para que eles não precisem sair de casa e ainda assim possam se sentir melhores, acolhidos e com acesso a informações importantes para se resguardarem, para que possam aproveitar muito mais as suas rotinas assim que tudo isso passar.

Se você entende que é o caso de agendar uma consulta com um profissional, faça pesquisas aprofundadas e encontre aquele que mais lhe faça sentir confiança e que poderá cuidar do seu pai, sua mãe, avô, avó, tio ou tia com profissionalismo e amor nesse momento em que eles, mais do que nunca, estão precisando de nós.

Lembre-se que os idosos de amanhã seremos nós. Como você gostaria de ser tratado?

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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