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Vício em exercícios físicos: quando atividade física faz mal

Vício em exercícios físicos

Muitas pessoas podem desenvolver vícios em exercícios físicos. Você gostaria de conhecer um pouco mais sobre esse problema? Confira o artigo a seguir.

Exercícios físicos são ótimos para tudo. Nos deixam saudáveis física e psicologicamente, previnem e tratam muitas doenças, nos deixam felizes pois induzem a produção de endorfina, melhora nossa autoestima

Os benefícios são imensos, mas, e quando a pessoa começa a perder o controle e se exercitar de forma descontrolada? Você sabia que existe a chamada vigorexia? E ela também induz ao vício em exercícios físicos?

Gostaria de saber mais sobre o assunto? Então leia o nosso texto!

Como o exercício físico pode se tornar insalubre

Várias características distinguem o exercício regular saudável do vício em exercícios físicos

Em primeiro lugar, este vício ocasiona o que todas as outras dependências costumam causar: problemas na vida da pessoa.

O vício em exercícios físicos põe em risco a saúde, ocasionando lesões e danos físicos devido ao pouco (ou nenhum) descanso, carga intensa de atividades, desnutrição (geralmente é acompanhado de algum distúrbio alimentar) e outros problemas.

>>> Veja também: Distúrbio alimentar: como identificar?

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Em segundo lugar, como todo vício, ele leva a compulsão. Portanto, um viciado se exercita demais e por muito tempo sem dar ao corpo uma chance de se recuperar.

Todos nós exageramos de vez em quando e geralmente descansamos depois.

Mas as pessoas com vício em exercícios físicos se exercitam por horas, todos os dias, independentemente da fadiga ou problemas que possam ter.

Como esse, geralmente, é o principal método do indivíduo de lidar com o estresse, eles experimentam ansiedade, frustração ou desconforto emocional, se forem incapazes de se exercitarem.

A confusão e controvérsia do vício em exercícios físicos

O vício do exercício é provavelmente o mais contraditório de todos os vícios. Além de ser um comportamento de saúde amplamente divulgado, importante para a prevenção e o tratamento de uma série de doenças, o exercício pode ser uma parte efetiva do tratamento para outros problemas de saúde mental.

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O exercício é até promovido como parte de um programa completo de recuperação de outros vícios. Faz parte de abordagens novas e eficazes para o tratamento de problemas de saúde mental que comumente co-ocorrem ou subjazem vícios, como depressão e o transtorno de personalidade borderline.

>>> Veja também: 5 benefícios psicológicos da atividade física

Como outros vícios comportamentais, o vício em exercícios físicos gera controvérsias.

Muitos especialistas rejeitam a ideia de que o exercício excessivo pode constituir um vício, acreditando que tem de haver uma substância psicoativa que produz sintomas – como a abstinência – para causar dependência.

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Embora existam pesquisas consideráveis ​​mostrando que o exercício libera endorfinas (opioides produzidos dentro do corpo), e o exercício excessivo causa tolerância aos hormônios e neurotransmissores liberados, esses processos fisiológicos muitas vezes não são considerados comparáveis ​​a outras dependências de substâncias.

O vício em exercícios não está atualmente incluído no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), que é usado pelos psicólogos para diagnosticar os transtornos mentais.

O exercício excessivo é incluído no DSM-5 como um dos critérios para a desordem alimentar bulimia nervosa, juntamente com outros “comportamentos compensatórios” usados ​​para prevenir o ganho de peso, como vômitos auto-induzidos, jejum e uso indevido de laxantes.

Vício em exercícios físicos é como as outras dependências?

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Existem várias semelhanças entre o vício em exercícios físicos e a dependência de drogas, incluindo efeitos no humor, aumento de tolerância e abstinência.

Os neurotransmissores e o sistema de recompensa do cérebro também são implicados para as pessoas que possuem esse tipo de adicção.

Por exemplo, descobriu-se que a dopamina desempenha um papel importante nos sistemas de recompensa, que é uma das principais causas para a dependência química.

E exercícios físicos excessivos influenciam partes do cérebro que envolvem a dopamina.

Como outras substâncias e comportamentos que causam dependência, o exercício está associado ao prazer e à aceitação social.

As pessoas que desenvolvem ele tendem a se comportar de forma semelhante aos outros adictos.

Se você suspeita que pode ser viciado em exercícios físicos

O exercício é uma ótima maneira de gerenciar o estresse e lidar com sentimentos negativos. Se a sua necessidade de exercício for maior do que a sua capacidade de gerenciar seus relacionamentos e sentimentos, é hora de procurar a ajuda de um psicólogo.

Através do processo terapêutico, o psicólogo poderá analisar o seu caso e verificar se o seu problema pode ser algo simples como uma situação de stress até mesmo se algo mais grave, como uma compulsão associada a outros transtornos.

Gostou do artigo? Então pode se interessar por esse: Emagrecimento – uma questão psicológico.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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