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Produtividade tóxica: o que é e como evitá-la?

Produtividade tóxica: o que é e como evitá-la?

Produtividade tóxica, você já ouviu falar desse conceito?

A produtividade é a característica de quem é produtivo. No dia a dia, principalmente dentro das empresas, a produção é muito cobrada. Chefes, supervisores, mentores, professores, pais e até nós mesmos – todos querem ver um resultado concreto da dedicação, algo que pode ser mensurado.

Nas redes sociais, encontramos centenas de conversas sobre como ter uma semana produtiva e aumentar a capacidade de produzir a longo prazo. Dicas, livros, palestras e blogs transmitem dicas incessantemente, encorajando as pessoas a colocarem a mão na massa.

Enquanto a produtividade é um fator-chave para medir a excelência de uma empresa ou de um profissional e sua evolução ao longo do tempo, o seu excesso pode ser prejudicial à saúde mental.

O que é produtividade tóxica?

Quase todo profissional se preocupa em entregar uma boa performance, seja para impressionar superiores e subir na carreira, ou para se satisfazer com o resultado de seus esforços.

Logo, de vez em quando, podem ficar além do horário do expediente no escritório, trabalhar nos finais de semana, atender os eventos da empresa e procurar produzir sempre com qualidade e entusiasmo. Não há nada de errado em querer se superar profissionalmente e entregar um trabalho cada vez melhor.

O problema é quando a preocupação com a produtividade foge do controle. O profissional sente a necessidade de ser produtivo o tempo todo.

Embora a produtividade tóxica seja frequentemente relacionada ao meio profissional, ela também está presente em outras esferas da vida. Um estudante universitário, por exemplo, pode desenvolver essa mentalidade e não conseguir quebrar o foco das obrigações com a graduação.

A preocupação excessiva com a produtividade leva à modificação de hábitos e comportamentos, como dormir até tarde ou acordar muito cedo, levar o material de estudo aonde quer que ele vá, pensar e falar somente sobre suas demandas da faculdade e se alimentar mal para ter mais tempo para estudar ou fazer trabalhos.

A principal característica desse tipo de produtividade é o desejo de produzir sempre, mesmo em períodos de descanso e de descontração ao lado dos amigos. 

O que causa a produtividade tóxica?

Uma possível explicação para esse tipo de produtividade é a cobrança constante por desempenho, excelência e agilidade. Cada vez mais profissionais precisam ter mais conhecimento, mais habilidades e mais experiências para enriquecer o currículo.

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Com mais pessoas qualificadas no mercado, a competição para encontrar uma boa vaga de emprego e acessar oportunidades que ajudam a crescer profissionalmente aumenta. 

Neste contexto, profissionais podem desenvolver a autocobrança e o perfeccionismo doentio.

Pensamentos como “preciso atingir a meta desse mês”, “não tenho tempo para descansar, preciso terminar essa demanda”, “tenho que contatar 30 clientes hoje para o dia render” e “se eu não conseguir fazer isso, sou incompetente” podem começar a atormentá-los durante a sua rotina de trabalho.

A capacidade de produzir começa a ser confundida com o valor atribuído à própria personalidade, aptidões e conquistas. Se não houver produção ou produção de qualidade, o profissional não é tão competente quando pensava. Trabalhar mais, então, passa a ser o seu único objetivo.

As redes sociais são outra fonte de autocobrança. Profissionais são incentivados a adquirir hábitos de milionários, CEOs, artistas e pessoas de sucesso para também se tornarem bem-sucedidos.

Quando não conseguem “seguir rotinas que aumentam a produtividade” ou “passos para se tornar rico em X período de tempo”, se sentem inferiores e incompetentes. Por que para os outros tudo parece ser tão fácil e para eles não?

Quais os riscos da produtividade tóxica?

As longas jornadas de trabalho, as noites mal dormidas, a fadiga intensa, os sentimentos negativos e os pensamentos ansiosos naturalmente perturbam a saúde mental dos profissionais.

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Esse tipo de produtividade pode elevar os níveis de estresse dos profissionais, bem como provocar ansiedade, depressão e síndrome de burnout. Em algumas áreas de atuação, como no controle de tráfego aéreo, a desatenção e privação do sono podem causar acidentes graves.

Não somos feitos para produzir o tempo inteiro, sem descanso. Os períodos de relaxamento, assim como as férias e finais de semana, são essenciais para promover o funcionamento regular do cérebro.

Trabalhar excessivamente acaba provocando o efeito contrário ao desejado por quem está viciado em produzir: o adoecimento e a incapacidade de trabalhar.

Um estudo conduzido pela empresa de software Draugiem Group descobriu que profissionais produzem mais quando tiram pequenos intervalos ao longo do dia. Foi constatado que o período ideal de produção corresponde a 52 minutos e o de intervalo, a 17 minutos.

Após fazerem descansos contínuos ao longo do expediente, profissionais conseguiram manter a sua atenção por muito mais tempo no trabalho e, ainda, trabalhar com maior qualidade. Ao contrário do que relataram sobre suas rotinas tradicionais, não tiveram vontade de “checar as redes sociais”, “verificar e-mails” ou “ler blogs interessantes”.

Apesar de esse ser somente um estudo científico em meio a muitos, podemos ter uma noção dos benefícios de relaxar, fazer intervalos contínuos e ter uma rotina de trabalho mais flexível para a produtividade e saúde mental.

Como combater a produtividade tóxica?

Todo mundo tem capacidade de produzir.

Alguns indivíduos precisam de mais incentivo para fazer as coisas e acessar recursos emocionais específicos para encontrarem a motivação enquanto outros parecem ser naturalmente produtivos, fazendo uma atividade após a outra sem parar.

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Isso acontece porque cada indivíduo é único! Não adianta seguir uma fórmula que não se encaixa com quem você é e como você opera no dia a dia. Você pode até conseguir seguir os passos de outra pessoa por um tempo, mas eventualmente chegará a um ponto de grande insatisfação.

É preciso encontrar a sua própria maneira de produzir. Mesmo em um ambiente de trabalho engessado e carga horária cansativa, é possível criar a sua fórmula! Se você não sabe como fazer isso, separamos algumas dicas para ajudá-lo a combater a produtividade tóxica abaixo.

1.     Trabalhe em curtos períodos de tempo

Um método popular entre profissionais e estudantes é o método Pomodoro, desenvolvida por Francesco Cirillo em 1980. Ele consiste em dividir o período de trabalho em blocos de 25 minutos. No fim de cada bloco, é preciso descansar por três a cinco minutos. Quando quatro blocos de 25 minutos forem completados, o intervalo pode ser de 15 minutos. O profissional pode adaptar esse método a sua realidade conforme a necessidade.

2.     Planeje seus intervalos

Para minimizar a ansiedade, você pode planejar os seus intervalos ao longo do expediente. Podem ser pequenos intervalos de cinco minutos entre a execução de tarefas. Se você precisar tirar intervalos por lei devido à sua carga horária, veja se consegue escolher qual momento do dia é mais apropriado para descansar.

Essa é uma dica especialmente importante para trabalhadores em home office, que normalmente não conseguem separar a vida profissional da vida pessoal.

3.     Faça algo diferente durante seu intervalo

O intervalo do trabalho pode ser preenchido com atividades estimulantes para ser melhor aproveitado, como leitura, caminhada, alongamento laboral, meditação ou um hobby.

Muitas pessoas utilizam esse tempo para ficar no celular, observando as redes sociais ou assistindo a algum conteúdo divertido. Embora não haja nada de errado em fazer isso, é preferível que o intervalo do trabalho proporcione uma mudança de ambiente.

Esse momento de relaxamento estimula a criatividade, facilita a chegada a insights enriquecedores, melhora a concentração e alivia estados de humor negativos.

4.     Evite fazer comparações

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As comparações são arqui-inimigas da produtividade, autoestima e autoconfiança. Quando você olha para alguém de sucesso e começa a comparar a sua personalidade, hábitos e conquistas com as dele ou dela, automaticamente se diminui.

Produzir começa a se tornar uma obrigação frustrante em vez de trazer bons resultados tanto para o profissional quanto a empresa. Do que adianta se esforçar se você nunca vai conseguir chegar aos pés do outro?

Então, evite fazer comparações. Sempre que sentir vontade de praticar esse hábito pouco saudável, mude o foco para si mesmo. Trabalhe em se tornar a sua melhor versão.

5.     Se conheça

Você provavelmente produz mais em um certo período do dia, como de manhã ou à noite. Passe a se observar para descobrir os seus picos de produtividade e quais atividades lhe ajudam a se sentir mais motivado.

Como esse autoconhecimento, você pode planejar melhor o seu dia, aproveitando os momentos de maior energia e motivação para fazer as tarefas mais complexas. Além de trabalhar com mais qualidade ao aprender a gerir seu tempo, você previne a exaustão física e emocional.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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