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Autossabotagem: O que é, como identificar e como prevenir

Autossabotagem

O medo de correr alguns riscos e se comprometer com as responsabilidades da vida podem contribuir com a procrastinação de objetivos, impedindo que você realize os seus tão almejados sonhos. A autossabotagem consiste num ataque dirigido à própria pessoa.

Apenas precisamos parar por alguns poucos momentos para sentir que estamos praticando a autossabotagem. Quando a realidade psicológica é um verdadeiro foco de emoções e pensamentos pessimistas, a autossabotagem mental entra em cena.

Quando se percebe com a devida atenção, com certa frequência a sua mente cria mecanismos de ataque com pensamentos agressivos, julgamentos, culpa e vitimização, enchendo a sua cabeça e colocando você em estado de bloqueio e inércia. O resultado final: autossabotagem.

O que é autossabotagem?

A autossabotagem é o comportamento consciente ou inconsciente de colocar obstáculos nas tarefas importantes que você precisa realizar ou na maneira como você se vê e se coloca diante do mundo.

Ela pode ser descrita pela combinação de sentimentos e pensamentos negativos acompanhados de comportamentos autodestrutivos.

Por exemplo, quando a pessoa conscientemente quer conquistar ou fazer algo, mas, em contrapartida e de forma inconsciente, suas ações vão na contramão do que se busca – essa é uma das maneiras mais comuns de autossabotagem!

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Quando você percebe que esse comportamento ocorre com frequência em sua rotina, atrapalhando a sua vida social, profissional ou familiar, então talvez esteja na hora de olhar mais profundamente o que pode estar motivando esse ciclo de autossabotagem.

Crenças disfuncionais a respeito da autoimagem, com pensamentos negativos que te fazem acreditar que você não é merecedor ou merecedora das suas conquistas, podem subestimar a sua capacidade de lidar com a vitória, prejudicando sua autoconfiança diante de importantes ou pequenas decisões da vida.

A autossabotagem surge com um desejo súbito de permanecer se julgando por aquilo que você não seria capaz de fazer ou alcançar. A mente se programa para considerar que estas mensagens são corretas e passa a se sentir impotente, débil, chegando ao estado de autossabotagem.

A autocrítica faz parte da natureza humana, mas ela possui um limite saudável. Por isso, é importante ver e perceber como estas formas de ataques mentais causam estes estados internos negativos. E isso tudo se reflete em nossas atitudes e decisões.

4 aspectos comuns das pessoas autossabotadoras

Não conseguem relaxar

Em momentos de descanso, como após um longo dia de trabalho, as pessoas autossabotadoras não conseguem relaxar tranquilamente.

Isso porque ficam pensando que podem ter feito algo errado ao longo do dia, duvidam de suas capacidades e acreditam que podem ser facilmente substituídas por qualquer razão.

Procrastinam tarefas importantes

Pessoas autossabotadoras tendem a procrastinar tarefas importantes porque pensam que não serão capazes de elaborá-las ou resolvê-las.

Com isso, acumulam pendências e entram, novamente, num ciclo vicioso de pensamentos e ações autodestrutivos, gerando ansiedade, estresse e, em alguns casos, depressão.

Não se organizam

A autossabotagem também está diretamente ligada à organização. Pessoas autossabotadoras tendem a acreditar que não podem parar para organizar a agenda ou o guarda-roupas porque não serão capazes de dar conta de todas essas responsabilidades ao final do dia.

Criticam-se o tempo todo

A autossabotagem faz com que as pessoas se critiquem e tenham pensamentos destrutivos repetitivos como “eu não sou capaz”, “eu poderia ter feito melhor”, “eu não mereço essa promoção porque sou incapaz”.

Tudo isso acontece num ciclo vicioso de pensamentos e, muitas vezes, inconscientes. Dificilmente a pessoa autossabotadora identifica que seus pensamentos é que estão equivocados e que esse repertório pode ser alterado.

Autossabotagem no trabalho

Conheça os tipos mais comuns de autossabotagem

Vitimização

Uma forma de ataque mental que é comum, no momento de justificar o sofrimento que é feito em si mesmo, para obter uma pequena gratificação em troca. Trata-se de uma autossabotagem muito frequente, que acaba por se alimentar de pensamentos negativos de impotência.

Culpabilidade

A culpa é uma forma de sabotar mentalmente os julgamentos, que parecem seguir uma base de códigos internos em se autoproclamar culpado. Atendido este fluxo de pensamentos negativos e punitivos, percebe-se que eles continuam ditando o que se deve fazer e o que se julga errado.

Culpar constantemente a si mesmo cria uma prática caótica de autossabotagem de suas próprias decisões e ações.

Medo e estresse

O medo faz parte da natureza humana e deve ser respeitado. No entanto, quando se torna frequente e paralisante ele pode causar um longo processo depressivo e de inação.

Anestesia emocional

Pode ser considerada um tipo de bloqueio interno, relacionado com as formas que vimos sobre sabotagem interna. A anestesia emocional acontece pelo desejo de não sofrer. E isso pode paralisar a mente e as ações.

E, em consequência, a própria vida, no sentido de ter prazer, alegria e felicidade, de buscar ações visando conquistar os objetivos desejados.

Como enfrentar e prevenir autossabotagem?

Identificar as suas potencialidades e se apropriando delas pode evitar que alguns gatilhos da autossabotagem sejam acionados.

O processo psicoterapêutico é significativamente válido nessa etapa de descobertas e, por isso, buscar a ajuda de um psicólogo é muito importante.

Dar um sentido mais otimista diante dos eventos passados e presentes da vida altera o estado de humor e modifica o caráter das emoções.

Com o humor ajustado, se torna mais fácil e possível enfrentar os desafios da vida e traz mais motivação para as ações que precisam ser tomadas.

O resultado do trabalho psicoterápico costuma ser satisfatório, além de aumentar o repertório comportamental das pessoas que se propõe de verdade a encerrar esse ciclo.

Um dos pontos mais importantes da terapia é trabalhar o autoconhecimento e a maneira como você se coloca no mundo.

Com os gatilhos mentais bem elaborados, você facilmente identificará quando os pensamentos negativos aparecerem.

Ao identifica-los, você saberá que eles são os tais pensamentos sabotadores e terá as ferramentas necessárias para mudar essa percepção.

Somente através do autoconhecimento você será capaz de identificar o que te motiva, o que te incomoda, o que te causa medo e o que te deixa inseguro, mas, principalmente, identificar quando pensamentos destrutivos são irreais e uma deturpação da verdade.

A autossabotagem é definida pelos psicólogos como um tipo de doença que afeta muitas pessoas, impedindo, por exemplo, que elas conquistem uma nova carreira ou mantenham uma dieta.

Confira algumas dicas de como prevenir a autossabotagem:

Meditação e exercícios físicos

A ioga, por exemplo, é uma ótima saída para prevenir os estados de autossabotagem da mente. Através dos exercícios de controle mental, é possível estabelecer uma disciplina de pensamentos e estados emocionais.

Observação atenta

Perceba, de forma neutra, as consequências que os ataques mentais causam em você. Veja o grau de necessidade que há para continuar alimentando certos vícios de pensamentos defensivos. É possível vencer uma guerra mental com o silêncio.

Conheça os seus valores e crenças

Para que a autossabotagem permaneça controlada e minimizada, é importante e conveniente que você entenda as suas crenças e sua forma de ver o mundo. Muitas vezes, crenças e valores limitantes apenas existem em sua mente e, em razão disso, consequências negativas acontecem na sua vida.

Pratique ações de enriquecimento pessoal

Nem sempre os objetivos mais importantes são aqueles feitos com grandes conquistas. Faça e pratique uma pequena ação, que o seu resultado pode ser tornar no futuro a primeira de muitas ações. Pequenos objetivos têm a vantagem de aumentar a eficácia, ajudando a alterar o conceito sobre si mesmo.

Reconheça a sua zona de conforto e livre-se dela

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As grandes mudanças só acontecem quando o medo de sair da zona de conforto se desfaz. Essas mudanças exigem deixar a sua zona de conforto e passar a encarar as novas situações desconhecidas.

Como a autossabotagem faz parte da vida humana, bem como o medo, depressão e ansiedade, procure com o máximo de responsabilidade a ajuda de um profissional da área da saúde mental, que permitirá alcançar as metas definidas por você.

Enfrentando a autossabotagem no ambiente de trabalho

Todas as pessoas possuem rotinas e temperamentos diferentes. Alguns podem ser enquadrados em determinados tipos de padrões comportamentais, outros, são classificados pela psicologia como “desviantes” e prejudiciais. E no trabalho, um desses comportamentos que prejudicam muito os profissionais é a autossabotagem.

Tem dias que não sentimos vontade de pegar trânsito, chuva, calor ou falar com pessoas. Isso é normal! Noites mal dormidas, problemas familiares entre outros motivos são suficientes para tirar a nossa tranquilidade.

No entanto, quando determinadas repetições ocorrem no cotidiano, devemos puxar o alerta e passar a observar as nossas atitudes. Essas ocorrências de autossabotagem no trabalho podem virar grandes problemas no futuro, ocasionando até mesmo uma demissão.

A autossabotagem no trabalho normalmente se manifesta em ciclos repetitivos de atitudes negativas (conscientes ou inconscientes), de forma a prejudicar o seu desempenho no trabalho.

Na maioria das vezes, a pessoa simplesmente age de forma involuntária e não se dá conta dessa tendência autodestrutiva.

Muitos indivíduos acometidos por ela culpam a si mesmo pelas falhas, o que aumenta o problema. Por este motivo, ela tende a aumentar com o passar do tempo.

Mas, por que ocorre a autossabotagem no trabalho? Os psicólogos dizem que seus motivos mais aparentes vão desde problemas emocionais e psicológicos, como sinais de depressão, estresse e ansiedade, traumas de infância, entre outros.

Consequências e riscos da autossabotagem no trabalho

Entre as diversas consequências e efeitos negativos que a autossabotagem no trabalho proporciona, alguns riscos são muito evidentes:

  • Mudanças constantes de empregos: o pula-pula de emprego geralmente é caracterizado pela culpa em alguma pessoa hierarquicamente superior, como chefe, patrão e gerente;
  • Estímulo de explosões de raiva constante: a pessoa torna-se, com o passar do tempo, cada vez mais intolerante consigo mesma e com os outros;
  • Tristeza: nada está bom e tudo ao redor é insuportável para quem se autossabota. E isso faz com que sentimento de tristeza, ressentimento e sentimentos de depressão e desânimo sejam mais frequentes;
  • Procrastinação: muitas vezes confundida com preguiça, a procrastinação é um dos problemas que mais prejudica que pratica autossabotagem. E isso acaba tendo efeito “bola de neve”, pois o acúmulo de atividades gera mais procrastinação.
Formas de autossabotagem

O que fazer para evitar a autossabotagem no ambiente de trabalho?

As repetições autodestrutivas vão se acumulando com o passar do tempo. E com isso acabam se se sedimentando no inconsciente. Por isso o acompanhamento de um psicólogo é essencial para o tratamento.

Há uma linha tênue entre o momento em que a pessoa distingue ou não se ela é capaz e se autocontrolar. Desta forma, saber como ocorre o padrão de autossabotagem é muito importante.

Criar as condições saudáveis de rotina e harmonizar seu interior com os aspectos externos e do trabalho são passos essenciais para elimina a autossabotagem. Para conquistar esse padrão de comportamento ideal, siga as seguintes atitudes.

Desenvolva o seu autoconhecimento

Combater os problemas internos requer se conhecer. Por isto, passe a se observar como se alguém o estivesse analisando.

Faça anotações, entenda seus padrões, analise cada detalhe. Veja e indique os pontos positivos e negativos, se há um melhoramento ou não.

Faça o seu trabalho – independente do que você esteja sentindo no momento

Voltar ao ponto zero, às vezes, é muito importante. Comece de novo, de forma tranquila e serena e focada nas suas tarefas. O fato de não poder dar uma boa impressão ou não estar condizente com determinadas capacidades, gera níveis de ansiedade.

Mas lembre-se, você está recomeçando, então é natural que no início você vá em um ritmo mais lento.

Cuide dos seus horários e cumpra-os

Isto é muito importante. Programe-se. Na noite anterior, realize todos os procedimentos de rotina para que você não se atrase. Ao acordar, tente visualizar o seu dia de trabalho.

Esta sistematização evita imprevistos e também que sentimentos de procrastinação o dominem.

Tenha clareza na comunicação

Se algo está errado na sua conduta ou na atitude de algum superior em relação a você, converse.

Não deixe que a carga de funções e pensamentos negativos exerça sobre você tensões emocionais e psicológicas.

Você está satisfeito (a) com a sua profissão?

Se você não encontrou o trabalho ou emprego ideal, busque uma saída, não piore a situação atual. Veja por outro ângulo as oportunidades. Você pode começar novamente, buscar novos cursos e uma profissão que lhe traga satisfação. Iniciar um processo terapêutico pode ser uma boa opção para fortalecer o seu autoconhecimento, que é fundamental nesse momento.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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