Por Marcela Manochio
Psicóloga · CRP 06/120952 · Atualizado em 18 de junho de 2026
Ser compulsivo pode estar ligado a muitos fatores: compulsão por compras, compulsão por alimentos, compulsão por jogo. Existem muitas maneiras de compulsão e, quando diagnosticado como “compulsão”, precisa ser cuidado.
Compulsão, de forma resumida, é o ato recorrente do indivíduo de fazer a mesma coisa várias vezes, sem necessidade (mas o indivíduo compulsivo não percebe quando está fazendo alguma coisa de forma compulsiva).
A compulsão, muitas vezes, também pode vir acompanha de sintomas de ansiedade e até mesmo de depressão, quando o indivíduo sente necessidade de preencher algum “vazio”.
Claro que, geralmente, quando buscam por tratamento, esses indivíduos foram orientados ou mesmo perceberam que estes comportamentos vêm afetando sua vida e consequentemente, sua rotina.

Às vezes esta compulsão pode vir de onde menos esperamos: quando percebemos que aquela amiga compra muitas roupas, sapatos, bolsas sendo que ela já está com o armário repleto de tudo aquilo, e ainda assim, ela quer mais e pior, sempre usando as mesmas roupas de sempre!
Ou mesmo quando uma pessoa come exageradamente, mistura alimentos que nada tem a ver, só pensa e só fala em comida…
E aquela pessoa, namorado(a) / marido(esposa) que começa a se perder na compulsão por jogos/apostas e coloca em risco o patrimônio da família. Estas são algumas das compulsões mais comuns, mas existem muitas outras.
A principal questão é: existe tratamento e precisa ser tratado, uma vez que isto causa transtornos a médio e longo prazo na vida do paciente e também daqueles que o cercam, como familiares e amigos que fazem parte da convivência.
Em alguns casos, pode gerar até mesmo um corte de relação, pois muitas vezes a compulsão chega a ser tanta que os que estão ao redor simplesmente não aceitam e se incomodam.
Como tratar?
Primeiramente, como em quaisquer outras demandas, o indivíduo precisa entender que está necessitando do auxílio de um profissional. Esse entendimento pode vir de um amigo, familiar, ou mesmo do próprio paciente. E o ideal, nestes casos, é buscar a ajuda de um psicólogo.
A busca por um tratamento começa quando o paciente percebe que aquilo está afetando sua rotina, e que ele(a) sozinho(a) já não está dando conta de impor limites em seu próprio comportamento.
O psicólogo terá muitas maneiras de trabalhar esta compulsão e por isso não existe um prazo estipulado de sessões para que se consiga alcançar o objetivo da terapia.
É necessário cuidado e paciência, uma vez que a compulsão é vista quase que como um vício: precisa ser feito o desmame, e todo um trabalho minucioso para que impacte o mínimo possível a vida do paciente, também para que esse “desapego” seja encarado de forma saudável e naturalista.
O importante é que o paciente entenda que esta mudança é para melhorar sua qualidade de vida e, consequentemente, daqueles que o cercam. A mudança é possível, então, comece já!
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Autor: Psicóloga Marcela Garcia Manochio - CRP 06/120952Formação: Formada há mais de 10 anos pela Universidade de Franca, especialista em Psicoterapia Psicanalítica, membro do Núcleo NEOTA, possui experiência em atendimentos de adultos e terapia de casal, com foco em demandas como transtornos de ansiedade, relacionamentos, conflitos profissionais, depressão...
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