Por Melissa Almeida
Psicóloga · CRP 06/145112
Publicado em 24/02/2017 · Atualizado em 14/10/2026
Segundo psicólogos, uma das queixas mais frequentes de muitos pais é a seguinte: “por que meu filho não vai bem na escola?” A verdade é que não há uma resposta exata para esse questionamento
Além de o sistema educacional brasileiro não ser perfeito, as origens para um baixo rendimento escolar podem ser as mais diversas, desde fisiológicas ou psicológicas do aluno, passando pelas condições em sala, ou até mesmo quadros familiares.
Por isso, a ajuda de um psicólogo se faz indispensável, no contexto de um ensino de qualidade, que valorize o ser humano em formação.
Evidentemente, não podemos cometer o erro e afirmar que a culpa seja sempre dos pais.

Entretanto, é preciso entender que, em grande parte dos casos, os responsáveis não percebem os problemas pelos quais seus filhos passam, seja por estarem ausentes, seja por superproteção.
Ao mesmo tempo, a própria escola não pode deixar de auxiliar esse aluno que está carente, distante, revoltado ou triste.
Pais e escola enxergam a criança de ângulos diferentes, e às vezes falta quem junte as duas versões. É esse o trabalho dos psicólogos que atendem orientação de pais: ajudar os responsáveis a entender o que a nota baixa está dizendo e a decidir o próximo passo, em encontros no Brooklin.
O que leva meu filho ir mal na escola?
Muitos fatores. A simples pergunta “por que meu filho não vai bem na escola” não é adequada. Afinal, o que psicólogos procuram passar é a importância de descobrir as causas e não conclusões precipitadas.
Por exemplo, a “incompetência para os estudos” não é uma causa. Problemas familiares, distúrbios, dificuldades, aí sim são fatores que impactam o rendimento na sala de aula.
Nesse sentido, é dever dos pais conversar sempre com seus filhos, propondo um diálogo aberto, sem pressão, cobranças ou questionamentos desnecessários.
Perceber que o filho está em desenvolvimento e precisa ser educado adequadamente, com as disciplinas escolares, mas também com valores de respeito, tolerância e cidadania são pontos fundamentais a se levar em conta, ao analisar as razões de um eventual baixo desempenho nos estudos, por pais, educadores e psicólogos.
O foco deve ser a origem de meu filho não ir bem na escola
Investigar o que está por trás desse comportamento é muito importante, senão prioridade dos pais e da escola, como apresentamos.
Talvez seu filho tenha TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), dislexia, capacidade intelectual diminuída, entre outras coisas, como ansiedade e até mesmo sintomas de depressão.
Traumas psicológicos e carências, por exemplo, também podem ser as causas desse mal desempenho.
Levar o filho a um psicólogo ou um profissional completamente capacitado para realizar um diagnóstico apurado é a principal coisa a ser feita.
Às vezes, o amor dos pais pode mudar o desempenho escolar para melhor, porque o filho não gosta de se sentir excluído ou “abandonado”, principalmente se é filho único.
Claro que há exceções, mas é muito comum que a carência seja um dos principais fatores que influenciam no rendimento escolar.
O que fazer para ajudar meu filho a ir bem na escola?
Estimulá-lo a aprender e a ler é uma ótima alternativa sempre. Conversar, discutir sobre o dia a dia na escola, estar presente nas reuniões, estudar junto, verificar se realmente ele está com problema e investigar com seriedade, são outras soluções.
Se fazer presente é o principal ponto.
Logo, antes de perguntar “por que meu filho não vai bem na escola?”, reflita sobre o comportamento dele, encontre as causas e contate a escola para conhecer como ele é na sala de aula.
Em alguns casos, a dica é buscar uma Terapia Infantil ou, em caso de filhos adolescentes, buscar a ajuda de um psicólogo que atenda esta demanda. Assim, será mais fácil conduzir seu filho ao máximo desempenho escolar, fortalecendo a sua autoestima e autoconhecimento, dentro de suas possibilidades.
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Autor: Psicóloga Melissa Almeida dos Santos - CRP 06/145112Formação: Formação em TCC - Terapia Cognitiva Comportamental pelo CETCC e formação em Psicologia Organizacional pela PUC-SP. Tem expertise em questões como relacionamentos, ansiedade, conflitos profissionais e de carreira, estresse, conflitos familiares, depressão etc...
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