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Síndrome de Estocolmo: de onde surgiu e como identificar

Síndrome de Estocolmo

É mais comum do que imaginamos

Síndrome de Estocolmo: um nome não muito conhecido, mas uma situação bastante comum.

A Síndrome de Estocolmo é um estágio psicológico particular caracterizado em situações de tensão, medo, às vezes, até mesmo situações de tortura, em que a vítima, por vivenciar todos os medos, frustrações e anseios dentro da situação, passa a criar afeto pelo seu agressor.

Este “afeto” se dá pela situação de medo, estresse e pressão psicológica da situação, em que o instinto de sobrevivência da vítima, inconscientemente, acredita que ela precisa acatar todas as regras impostas pelo agressor para conseguir sair daquela situação da forma menos “dolorosa” possível.

Em casos como: sequestros, assaltos com determinado tempo de duração, agressão domiciliar, entre outras situações em que existe uma vítima e um agressor, é possível que a vítima apaixone-se ou até mesmo crie um sentimento de amizade com quem está lhe causando a situação de tensão.

Isso porque, ao acatar as regras do agressor, a vítima passa a evitar comportamentos que o desagrade, procura criar um ambiente com menos aspecto de “terror” e mais de “amenidade”, e se o agressor se mostra também confortável com aquela situação, a vítima passa a acreditar que, se ainda está bem, se ainda está viva, é porque o agressor está lhe protegendo e não querendo seu mal.

Esse estágio psicológico também pode ser encontrado em outras situações como: escravos e seus senhores, pessoas submetidas a assédio moral em local de trabalho, são quadros que também podem desencadear a síndrome.

Em todos esses casos, são características marcantes: a existência da relação de poder e submissão; ameaça de morte ou danos físicos e/ou psicológicos e um tempo prolongado de intimidação.

De onde surgiu o nome Síndrome de Estocolmo?

Valor consulta atendimento online e presencial psicóloga Letícia






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No ano de 1973, dois assaltantes invadiram um banco em Estocolmo, localizado na Suécia. Após a chegada da polícia, os dois assaltantes fizeram quatro funcionários do banco como reféns, por seis dias.

Quando os policiais fizeram o procedimento para libertação das vítimas, as mesmas não aceitaram a ajuda das autoridades e usaram seus próprios corpos como forma de proteger a integridade física dos assaltantes.

Esta síndrome acontece sem que a vítima tenha consciência disso, uma vez que o objetivo inicial é proteger a sua própria integridade, mas, após “entrar na jogada” do sequestrador/assaltante/agressor, o estágio emocional e de estresse é extremo, que faz a vítima acreditar que qualquer gesto gentil do agressor seja para proteger sua vítima, o que gera facilmente o sentimento de empatia, já que, naquele momento, existe apenas a vítima e o agressor.

Como identificar a Síndrome de Estocolmo

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É importante ressaltarmos que, na maioria dos casos, as vítimas não reconhecem o quadro da Síndrome e não acreditam, mesmo, por exemplo, lendo este texto, que tenham sido vítimas dessa síndrome, e não acreditam que tudo o que houve ali foi um estado ilusório que sua própria mente criou como uma autodefesa.

A Síndrome de Estocolmo é mais comum do que podemos imaginar, e às vezes até um pouco mais complicada de ser tratada, pois, como falamos, a vítima não acredita que aquilo pode realmente ter acontecido com ela.

A ajuda e o apoio emocional de amigos e familiares é muito importante nessa fase, principalmente para a pessoa que vivenciou tal situação de tensão, aos poucos, começar a perceber tudo o que aconteceu com ela e encarar de forma real o que se passou.

Assim, um psicólogo será bastante importante nessa fase de entendimento, aceitação e superação do paciente, através da psicoterapia.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

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