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Crise de ansiedade: o que é e o que fazer

Crise de ansiedade: o que é e o que fazer

A crise de ansiedade é uma experiência muito incômoda que pode despertar medo, angústia e preocupação em quem possui ansiedade.

A sua reincidência perturba o cotidiano, podendo levar a pessoa ansiosa a evitar certos ambientes e interagir com certos indivíduos.

Por outro lado, a crise pode ser um sinal de aviso para a pessoa ansiosa que desconhece a intensidade da sua ansiedade procurar ajuda de psicólogos.

Conviver com a ansiedade é possível, mas é preciso desenvolver hábitos e manter atenção redobrada à saúde mental.

O que é crise de ansiedade?

A crise de ansiedade é uma expressão intensa de ansiedade. Esse sentimento é totalmente normal e sentido por milhares de pessoas.

Ele tende a se manifestar em situações inéditas que, por não sabermos como proceder, causam nervosismo, ou aparece quando estamos prestes a confrontar de medos.

Quando a ansiedade alcança níveis muito altos, a pessoa ansiosa vive preocupada (principalmente com coisas que ainda não aconteceram), apreensiva e em estado de alerta.

Dessa forma, as crises de ansiedade podem se tornar frequentes em sua vida.

A ansiedade desperta o instinto de “lutar ou fugir”, útil quando enfrentamos uma ameaça real às nossas vidas ou segurança, estimulando a produção do hormônio do estresse, o cortisol. A descarga constante desse hormônio no organismo causa uma série de prejuízos à saúde mental e física.

Por essa razão, as pessoas ansiosas são mais suscetíveis a desenvolver doenças psicossomáticas e outras condições de saúde mental, bem como a chegar ao esgotamento psicológico, sensação desagradável de exaustão mental e física.

Além disso, a crise ansiosa começa a interferir na vida de quem é ansioso, causando inconvenientes no trabalho, relacionamento, família, vida social e autoestima.

Além de ter crises recorrentes, a pessoa começa a temer ter essa experiência desagradável de novo, principalmente em público. Para evitar esse constrangimento, ela opta por se afastar de indivíduos e lugares.

Viver com medo de alguma coisa não é, de fato, viver. A pessoa ansiosa perde oportunidades e experiências que podem fazê-la feliz ao adotar essa postura, sendo que algumas podem ser vivências únicas.

Sendo assim, quem tem ansiedade ou acredita ter ansiedade precisa procurar ajuda psicológica. 

Como identificar uma crise?

Embora a crise de ansiedade tenha sintomas definidos pelo DSM V, as pessoas ansiosas não sentem todos eles de uma única vez.

Algumas podem manifestar mais sintomas físicos que psicológicos, ou ter poucos sintomas durante uma crise e um número maior em uma nova manifestação. 

Os sintomas da crise são:

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  • Dor no peito;
  • Suor excessivo;
  • Tremores nos membros;
  • Sensação de formigamento, principalmente nas pontas dos dedos das mãos e dos pés;
  • Falta de ar e/ou sensação de sufocamento;
  • Medo de morrer;
  • Sensação de fraqueza;
  • Medo de perder o controle;
  • Náusea e/ou vômito;
  • Sensação de cabeça leve;
  • Dormência de membros do corpo;
  • Palpitações cardíacas;
  • Pernas bambas; e
  • Sensação de desmaio.

Quem nunca teve ou experimentou poucas crises ansiosas possui mais dificuldade para identificar os sintomas, confundindo-os com os sinais de infarto.

O medo aumenta quando a pessoa acredita estar infartando, consequentemente intensificando os sintomas da crise de ansiedade.

Todavia, a dor do infarto é mais intensa do que as ocasionadas pela crise de ansiedade.

Outra diferença é que os sintomas da crise se suavizam com o passar do tempo até desaparecerem por completo. Já os sintomas do infarto tendem a ficar mais fortes à medida que os minutos correm.

Em caso de dúvidas, contudo, pacientes devem se dirigir à emergência do hospital mais próximo. Essa consulta pode ser esclarecedora para a pessoa ansiosa e levá-la a procurar um psicólogo ou psiquiatra, e descartar a possibilidade da existência de uma patologia cardíaca.

O que causa a crise de ansiedade?

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A crise de ansiedade pode se manifestar esporadicamente, sem qualquer gatilho, ou motivada por uma ocasião estressante. A pessoa ansiosa pode não perceber os sintomas da ansiedade devido à própria perturbação causada por eles.

Os gatilhos da ansiedade não são os mesmos para todas as pessoas.

Normalmente, são situações consideradas desagradáveis ou intimidadoras, como conversar com atendentes em lojas, fazer algo inédito e frequentar lugares movimentados.

Também podem ser situações estressantes, como prestar um concurso público, fazer uma apresentação, participar de uma discussão ou ter sofrido a perda de alguém querido.

A pessoa ansiosa tem dificuldade para administrar suas emoções nesses cenários, podendo ser dominada pela preocupação, medo, vergonha, estresse e outras emoções negativas. Assim, uma crise pode ocorrer.

Como tratar a crise de ansiedade?

A crise ansiosa costuma ser o sintoma de uma condição de saúde mental como ansiedade generalizada, síndrome do pânico, transtorno de estresse pós-traumático, entre outras. Ou seja, é um indicativo de algo maior que atualmente está afetando a pessoa.

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Para identificar a sua origem com exatidão e, ainda, tratar os demais sintomas que interferem na qualidade de vida, é necessário consultar um psicólogo ou psiquiatra.

Como cada caso é um caso, esses profissionais estabelecem um modelo de tratamento adequado para os sintomas e as necessidades de cada paciente.

O tratamento para a crise de ansiedade é normalmente composto por psicoterapia e medicamentos psiquiátricos que auxiliam no controle dos sintomas ansiosos. Já a terapia foca na capacitação de pacientes para que eles aprendam a gerenciar seus sintomas da ansiedade.

Dessa maneira, eles gradativamente conseguem compreender o que lhes causa tanta ansiedade e como lidar com ela no dia a dia, perdendo o medo de iniciar projetos, frequentar ambientes e interagir com as pessoas.

A elevação da autoestima também é um resultado esperado com o tratamento psicológico.

O paciente ansioso aprende a separar a sua identidade da sua condição e constrói confiança ao dominar os seus medos e pensamentos negativos. Esses devaneios costumam ser os responsáveis pela autoimagem negativa de quem tem ansiedade.

Os resultados da terapia são conquistados com o tempo, o qual é determinado pela evolução do próprio paciente. Ou seja, não é possível colocar um prazo para curar a ansiedade.

O que fazer durante uma crise de ansiedade?

Se acalmar durante uma crise ansiosa costuma ser um desafio para a maioria das pessoas. É preciso ter a mente limpa para tomar decisões e saber o que fazer para não ficar ainda mais desesperado.

Sabemos que chegar a esse estado emocional quando necessário nem sempre acontece, principalmente quando se está sozinho ou em ambientes públicos. Ainda assim, pessoas ansiosas em crise podem utilizar algumas técnicas para tentar se acalmar e aguardar os sintomas desaparecerem.

1.     A respiração é fundamental

Respirar profundamente ajuda a acalmar os nervos em qualquer situação. Durante uma crise, ela é ainda mais necessária.

Então, inspire pelo nariz e solte o ar pela boca lentamente. Segure o ar por, pelo menos, três segundos entre uma ação e outra. Faça isso até se sentir mais calmo.

Você pode colocar a mão no abdômen ou no peito para distrair a mente com os movimentos do seu corpo, ou fechar os olhos para melhorar a concentração.

2.     As distrações ajudam a mudar o foco da crise

Evite focar nos sintomas da crise de ansiedade. Em vez disso, conte até o número 100, observe o movimento das pessoas no ambiente, crie histórias de vida para quem está ao seu redor, cantarole uma música que gosta em sua mente ou em voz alta, ou faça jogos mentais curtos.

Por exemplo, você pode pensar em todas as pessoas que conhece cujos nomes começam com a letra “E”, tentar se relembrar das suas refeições dos últimos dias, ou pensar na última coisa que lhe disseram sobre um assunto específico.

Esses jogos mentais vão manter a sua mente ocupada, prevenindo que o medo ou ansiedade se agravem.

3.     Conversar com alguém pode ajudar a manter o pé na realidade

Converse com quem estiver perto de você ou, se estiver em público e ficar com vergonha de puxar assunto, ligue para uma pessoa de confiança para conversar. De preferência, fale sobre temas agradáveis e divertidos, como boas memórias compartilhadas entre vocês.

4.     Encontrar a lógica nos pensamentos negativos ajuda a combatê-los

A crise de ansiedade é normalmente acompanhada de pensamentos negativos e desconexos que não fazem sentido quando analisados de perto. A pessoa ansiosa, perdida em meio às suas emoções e desconforto físico, não consegue perceber isso a princípio.

Assim, depois de respirar profundamente, procure encontrar a razão nos seus pensamentos.

Questione a si mesmo se eles são coerentes com a realidade ou se o cenário imaginado tem chances de acontecer ou está mais para roteiro de novela. Se precisar, converse consigo mesmo em voz alta. 

Conclusão

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COMO SELECIONAR O SEU PSICÓLOGO

Como vimos ao longo do artigo, uma crise de ansiedade pode se desencadear pelas mais diversas razões e se apresentar de maneira abrupta, sendo confundida até mesmo com outras doenças.

Por isso é tão importante estarmos atentos ao nosso emocional e à maneira como temos encarado as situações do dia-a-dia, pois de alguma forma o corpo reage ao estresse às angústias que eventualmente acumulamos.

Lembre-se que existe tratamento para a ansiedade e um psicólogo pode auxiliar nesse momento. Cuide da sua saúde emocional e priorize o seu bem-estar e qualidade de vida.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

Um comentário em “Crise de ansiedade: o que é e o que fazer

  1. Cara Doutora Thaiana!
    Este, mais um excelente Artigo! Praticarei as orientações contidas nele! Muito obrigado!
    Forte abraço,
    Luís Monteiro.

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