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Distúrbio alimentar: como identificar?

Categoria dos serviços da psicóloga: clínica de psicologia
Como identificar Distúrbio Alimentar

Uma má notícia: para alcançar o padrão de beleza dos dias atuais, cada vez mais jovens, adolescentes e até crianças estão recorrendo a dietas pesadas, exagerando nos exercícios físicos, provocando vômitos e até partindo para a isenção total de comidas. Estes comportamentos podem acarretar doenças graves.

A boa notícia é que há como identificar esses distúrbios alimentares, existem tratamentos e, muitas vezes, ocorre a cura. Por isso, ao perceber sintomas de distúrbio alimentar, que podem vir acompanhados de ansiedade e depressão, não se pode ter vergonha ou medo de procurar por ajuda profissional.

Um psicólogo tem um papel importantíssimo nesses casos.

A magreza extrema e a busca pelo corpo perfeito são pesadelos no mundo todo. Entre os transtornos mais conhecidos estão a anorexia, a bulimia e a vigorexia, todos relacionados à preocupação exagerada com o corpo e a uma visão distorcida da imagem que se vê no espelho.

Veja como identificar as principais doenças causadas por distúrbios alimentares:

Anorexia

Repare se a necessidade exagerada de perder peso começou de repente e aos poucos. Veja se a pessoa está optando por dietas rigorosas e se comenta que está se achando muito gorda quando, de fato, você percebe que não está.

Observe se há uma grande perda de peso deliberada e medo de engordar. Há uma verdadeira fobia de engordar? A pessoa chega a passar dias sem comer e se sente culpada quando não resiste e come uma porção bem pequena de alguma comida? Se for alguém em fase de crescimento, veja se as atitudes estão afetando o metabolismo, o crescimento e o desenvolvimento do corpo.

Há autodepreciação, momentos de hiperatividade ou exercícios físicos em excesso? Se for mulher, houve perda da menstruação? Perceba se a sensibilidade ao frio aumentou e se estão ocorrendo mudanças graves de humor, com episódios de irritação, tristeza extrema e falta de sono.

Bulimia

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Veja se está havendo ingestão exagerada e compulsiva de alimentos. Perceba se após se alimentar, vêm os chamados métodos compensatórios, como induzir o próprio vômito, usar laxantes e diuréticos e praticar muito mais exercícios intensos como forma de evitar o ganho de peso.

Observe se a pessoa evita, repetidamente, os lugares nos quais é preciso expor seu corpo, como piscina ou praia. É alguém que convive muito com atletas, bailarinos e modelos ou é um deles? Estão havendo alterações bruscas de humor, uma preocupação constante com o valor calórico dos alimentos, erosão do esmalte do dente ou mudanças radicais no estado emocional, como depressão, tristeza, culpa e ódio por si mesmo?

Vigorexia

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Está havendo uma compulsão por ganho de massa muscular e por um corpo perfeito, musculoso e em forma? A pessoa apresenta e fala exageradamente sobre a determinação em ter um corpo forte, sarado e passar horas seguidas malhando?

Passa um tempo exagerado em academias e alterou a percepção sobre o seu próprio corpo? Veja se diminuiu a autoestima e se a pessoa se acha fraca e magra e, por isso, busca dietas proteicas e esteroides anabolizantes. Houve mudança de personalidade, aumentou a automedicação e ocorreram mudanças drásticas na dieta?

Como tratar os distúrbios alimentares?

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COMO SELECIONAR O SEU PSICÓLOGO

Essas doenças relatadas aqui e outras relacionadas aos transtornos alimentares são graves e podem levar à morte. Elas são consideradas psicológicas e, às vezes, estão ligadas a traumas, rejeição social e problemas de ajuste familiar.

Os estudos comprovam que as causas estão ligadas a diversos fatores biológicos, psicológicos, sociais, culturais e familiares. Os fatores emocionais e psicológicos podem ser tratados por um psicólogo competente e especializado.

Neste contexto, os pais, parceiros, familiares e amigos devem mostrar compreensão com o momento e ajudar os portadores desses distúrbios, convencendo-os a procurar um psicólogo.

A cura não é fácil, mas a psicoterapia vai ajudar o paciente a lidar com a situação e, se for o caso, o psicólogo poderá também indicar que o paciente procure um psiquiatra para a utilização de medicação.

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*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Autor: Thaiana Filla Brotto

CRP 06/106524 – 6ª Região

FORMAÇÃO

Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC.