Por Letícia Lopes
Psicóloga · CRP 06/168484
Publicado em 15/04/2015 · Atualizado em 18/06/2026
Você sabe qual é a diferença entre amor e obsessão? Algumas vezes os sentimentos de posse e de dependência se tornam mais fortes do que os de querer bem e de carinho.
Segundo psicólogos, nesses casos, é preciso estar atento e tomar medidas que ajudem a equilibrar o lado emocional.
Uma relação obsessiva não faz bem a ninguém! Veja como você pode diferenciar o amor da obsessão.
Meu amor é obsessivo?
Esta pode ser uma resposta muito difícil de se obter, principalmente porque quem tem esse sentimento costuma achar que é normal amar demais.

Toda a dependência, insegurança e intensidade de emoções são confundidas com um sentimento forte e natural.
Então, como saber que deixou de ser amor e se transformou em obsessão? Comece analisando os seguintes pontos:
- Você tem um sentimento forte de dependência?
- Você se sente inseguro o tempo todo?
- Você tem ciúmes além do normal?
Se sua resposta foi sim para todas estas perguntas, é hora de avaliar seu sentimento. Para começar, é importante deixar claro que amor não é dependência. Sentir que você só será feliz se tiver a outra pessoa por perto não é saudável.
A insegurança constante também é um indicativo de que algo não está bem. Passar a maior parte do tempo preocupado com o que o outro está fazendo só contribui para estragar o relacionamento; a mesma coisa vale para o ciúme exagerado.
Como o amor obsessivo pode atrapalhar o relacionamento?
Uma relação obsessiva faz mal tanto para quem tem este sentimento quanto para a outra pessoa envolvida.
O obsessivo sente uma vontade constante de estar com a outra pessoa, tem dificuldade de encontrar prazer em atividades de lazer sozinho e acredita que toda sua felicidade depende da pessoa amada.
Já quem tem um relacionamento com alguém que ama demais se sente sufocado e se vê envolvido em um relacionamento que não é saudável.
Quando o amor é obsessivo todas as reações costumam ser exageradas, o que prejudica muito o relacionamento.
Como o ciúme costuma ser maior do que o normal, uma simples demora para atender ao telefone pode ser motivo para uma briga entre o casal.
É normal que quem sofre de obsessão também queira que a outra pessoa corresponda o sentimento em igual intensidade; quando isso não acontece, a dependência e a insegurança só aumentam.
Tratamento para amor obsessivo
Se você se identifica com os sintomas apresentados acima, pode ser hora de procurar ajuda de um psicólogo.
O amor obsessivo não é saudável para o casal, toma conta do cotidiano da pessoa e afeta todas as áreas da vida. Um psicólogo é o profissional ideal para avaliar cada caso.
Esse tipo de amor pode ser consequência de um transtorno obsessivo-compulsivo ou de personalidade dependente.
Ambos os casos podem ser tratados com a psicoterapia, que ajuda a encontrar a origem do problema e a exercitar novos comportamentos que levem a uma vida mais feliz e equilibrada.
Amor faz bem! É reciprocidade, troca de experiências e um sentimento de bem-estar quando se está com a pessoa amada.
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Autor: Psicóloga Letícia Batista Lopes - CRP 06/168484Formação: A psicóloga Letícia Lopes é graduada em Psicologia pela Universidade Paulista, possui formação em TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) pelo CETCC; pós-graduada em Psicopatologia e Saúde Mental pelo CEPPS e Mentoria em TCC com Anna Polak...
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