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Esposa Controladora: como lidar e sinais de alerta

Esposa Controladora

Segundo psicólogos, após o casamento, é normal que cada um dos parceiros abandone antigos hábitos em prol de uma vida em comum.

As saídas à noite com os amigos, os encontros em bares, às vezes até as partidas de futebol na praia, prazeres tidos como “diversões de solteiro”, vão dando espaço a programas a dois.

Essa mudança de hábitos é muito natural e até mesmo esperada. Porém, o que se deve fazer quando a esposa começa a sufocar ou exigir demais, querendo ter sempre o controle de tudo?

Um pouco de preocupação também é normal, e um pouco de ciúme também, mas quando as reações se tornam exageradas pode ser mais do que simplesmente cuidado: você pode estar diante de uma esposa controladora.

Difícil convivência

Não é questão de ciúme, é questão de estar no controle. Neste caso, a esposa não aceita imprevistos: tudo e todos na casa devem seguir uma rotina estabelecida e controlada por ela, em seus mínimos detalhes.

Por mais que o marido argumente, e mostre como está se sentindo preso e que desejaria um pouco mais de liberdade, não tem solução: a esposa que tem esse tipo de personalidade não aceita ser corrigida ou se sentir desafiada, e também não admite que errou ou se enganou.

Pessoas assim são bastante difíceis de conviver, e mesmo a parceira estando ciente do problema, ela geralmente não consegue mudar sozinha, sendo recomendado o apoio de um psicólogo através de psicoterapia.

Sinais de alerta

Embora a linha entre o cuidado e o controle seja bastante fina, você pode perceber quando sua mulher está passando dos limites e querendo se impor, mesmo contra a vontade dos demais – pois uma esposa controladora não controla somente o marido; estende essa dominação aos filhos, parentes, colegas de trabalho e demais pessoas de seu convívio.

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  • Ela tem sempre razão: a pessoa controladora jamais admite que está errada. Por mais que se argumente, ela tem um sistema de valores interno totalmente inflexível e não aceitará de modo algum argumentos contrários, inclusive apelando para a chantagem emocional para conseguir o que deseja.
  • Falta de confiança nas outras pessoas: para controlar seu “mundo”, a pessoa controladora costuma desconfiar sempre dos demais. Como não pode ler os pensamentos alheios, nem prever seus passos, costuma esperar que o outro lhe aplique um “golpe”, ou seja, quebre suas rotinas ou se recuse a obedecer suas “ordens”.
  • Não se importa com os outros: só a opinião e os sentimentos dela interessam. Pessoas controladoras simplesmente não “enxergam” o outro como um ser humano. Pensam que o próximo é alguém com um papel pré-definido de acordo com sua posição na família, e deve se comportar sempre como tal.
  • Não aceita receber ordens: muito boas para mandar, pessoas assim são péssimas para obedecer. Nem que seja uma simples sugestão, perfeitamente razoável e dita de modo gentil, quem tem perfil controlador a rejeitará. Ao se convencer de que a ideia sugerida é boa ou realmente necessária, torcerá tudo de modo que pareça iniciativa dela, tudo para não perder a “pose”.

Lidando com a situação

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Pessoas assim raramente aceitam estar com um problema, por mais que se sintam infelizes e necessitem de ajuda. Em primeiro lugar, deve-se manter a calma. Não adianta brigar e discutir, pois essas pessoas não admitem jamais estar erradas.

Porém, não é recomendado se anular completamente para evitar discussões: a esposa deve aprender a respeitar a vontade dos outros.

Jamais perca sua autoestima. Pessoas controladoras gostam de diminuir os outros para justificar seu pretenso domínio sobre eles. Exija ter seu tempo e seu espaço e atividades que lhe inspirem e satisfaçam.

Apesar disso, nos momentos juntos, procure demonstrar carinho e ser gentil – o pretenso controle, na cabeça dela, é visando ao bem da família.

Como controladores são pessoas compulsivas e obsessivas, a melhor solução realmente é a terapia.

Se a esposa não aceita de modo algum iniciar uma terapia, uma solução possível e que evita conflitos domésticos é o marido, isoladamente, procurar atendimento psicológico.

Dessa forma, ele aprenderá a lidar adequadamente com o problema e recuperar sua autoestima. Considerem buscar a ajuda de um psicólogo. Em alguns casos é fundamental.

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.

Sobre Thaiana Filla Brotto

Thaiana é psicóloga e CEO do consultório Psicólogos Berrini. Psicóloga formada em 2008 pela PUC-PR, com pós-graduação pela USP em Terapia Comportamental e pós-graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental pelo ITC. Thaiana Brotto é registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número 06/106524

6 comentários em “Esposa Controladora: como lidar e sinais de alerta

  1. Gostei bastante da explanação entretanto, achei muito breve. Gostaria que fosse um pouco mais discutido o assunto e principalmente que houver “como fazer” para se suportar tais pessoas difíceis. Sou casado com alguém exatamente assim, dominadora… Não entendo como eu, sendo o provedor e o que faz tudo e que resolve tudo, possa estar sempre errado como ela diz. “Sempre! Nunca está certo!”… Acho absurdo que eu seja uma pessoa que me relaciono com externa facilidade em todo os ambientes e com todas as pessoas e não consiga paz em casa… Já chorei, rezei, lutei, implorei, mudei, pedi mudanças mas nada resolveu… Precisava de alguma ajuda.

  2. Sou casado há 17 anos e hoje praticamente vegeto na minha vida. Sou o provedor da família também, trabalho exaustivamente p dar conforto a todos, sou organizado em casa, não dou trabalho algum, sou uma pessoa de extrema paciente, as pessoas gostam de conversar comigo e se aproximar para amizade… mas, minha esposa é extremamente controladora, encrenqueira, grita muito, se irrita com tudo, fala mal das pessoas (o que ela faz, ela crítica os outro)… eu não posso ter contato praticamente com ninguém, ela poda qualquer possibilidade de uma vida social mais aberta às pessoas. Uma pessoa muito difícil de se conviver. Age como se o mundo devesse se adaptar a ela. Que tudo mundo é errado e ela certa. A única pessoa na vida que me fez em vários momentos gritar e ficar muito nervoso. Não adianta tentar conversar com calma, é irredutível. Depois de tantos anos casados e com dois filhos, não tenho coragem de terminar, mesmo sabendo que seria o certo. Tenho direito a ter uma vida em paz! Mas não gostaria que meus filhos passassem por essa separação, mesmo sabendo que isso é acontece em algumas famílias. Gostaria apenas que ela melhorasse, mas uma coisa tenho certeza depois de tantos ano, não vai melhorar. A cada dia parece estar piorando. Terapia de casal? Não quer fazer. Só digo uma coisa, é uma vida difícil, mas sigo pelos meus filhos.

    • Eu sugiro que você pense na possibilidade de uma terapia para você, para trabalhar essas questões, ressignificar esses sentimentos, e assim, tomar decisões acertadas! Pense nessa possibilidade!

  3. Estamos casado há 8 anos, é nosso segundo casamento. Situação semelhante aos comentários acima, ou seja, todos estão errados, eu não colaboro para melhorar, eu não tenho problemas nem responsabilidades como ela e, muitas vezes agride, ofende, com palavras e gestos, demonstrando um profundo desrespeito. Fico perdido com esta situação, pois além de amá-la, sinto que há amor dela por mim. De outra maneira, acredito que já não estaríamos juntos. O pior, na verdade, é a sensação de que ela, muitas vezes, busca uma forma de separação visando encontrar algo ou alguém melhor. Um detalhe: algumas amigas de academia, por exemplo, são separadas ou estão prestes a se separar.

    • O diálogo é sempre muito importante num relacionamento. Uma terapia de casal também pode ajudá-los!

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