O que são relacionamentos saudáveis?

Categoria dos serviços da psicóloga: terapia de casal, relacionamento conjugal, relacionamentos, casamento, divórcio
Relacionamentos Saudáveis

O que é belo para uma pessoa, pode muito bem não ser tão bonito assim para outra. O que faz bem e causa felicidade a alguém não necessariamente fará feliz a todos. E mais, valores que um dia já foram considerados pilares de uma saudável, hoje não fazem sentido algum perante a nossa sociedade. Diante dessa perspectiva, é possível concluir que não há fórmulas mágicas para definir se uma relação é mais ou menos saudável que outra. O que há, sim, são limites para aquilo que pode ser considerado justamente o oposto de saudável: abusivo, compulsivo e doentio, por exemplo. Quando a relação caminha por este rumo mais sombrio, a ajuda de um psicólogo se torna de grande importância para reencontrar a autoestima e voltar a viver de modo mais equilibrado.

No artigo de hoje, vamos mostrar exemplos de atitudes que se encaixariam no conceito mais comumente aceito como relacionamentos saudáveis e abordaremos também o que é preciso fazer para construir este tipo de relação. Continue a leitura do conteúdo para conferir!

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Como se classifica um relacionamento saudável?

De forma simplificada, podemos definir um relacionamento saudável como aquele que dá igualdade de oportunidades aos envolvidos e que harmoniza o ambiente. É aquele tipo de relação em que há respeito, autonomia, carinho, atenção e liberdade em doses equilibradas. Para usar uma palavra da moda, é aquela relação “leve”, sem tantas pressões e cobranças desmedidas, que acabam consumindo a energia e tirando a vitalidade de quem sofre com elas.

Uma relação saudável entre namorados pode ter, sim, uma dose de ciúmes. Mas uma porção ainda maior de compreensão, autonomia e confiança deve ser servida para que o banquete esteja verdadeiramente saudável. No entanto, a saúde das relações vai muito além dos casos envolvendo casais apaixonados. Um relacionamento entre pais e filhos, por exemplo, deve ter respeito, diálogo e admiração de parte a parte para ser saudável. Por sua vez, uma relação entre patrão e empregado também precisa ser respeitosa, com base na troca e na parceria.

Dessa forma, a relação saudável, independentemente do ambiente em que esteja envolvida, acaba promovendo o bem-estar de forma mútua, estimulando a capacidade de amar e se sentir amado, somada à habilidade de manter um convívio agradável. Afinal, a boa convivência entre os seres é um fator essencial da vida humana, ja que somos socialmente dependentes, como afirmam, inclusive, algumas abordagens dos psicólogos.

Seja entre amigos, familiares ou amantes, uma relação saudável é aquela em que ambos os integrantes permanecem satisfeitos, apesar de suas diferenças. Além disso, deve existir a liberdade de cada envolvido em dizer e expressar o que sente, sem medo de ser reprimido. Por isso, o constante diálogo e a comunicação aberta são algumas das características mais presentes em relações saudáveis.

Como se classifica um apego saudável?

O termo “apego” em si já pode ser mal interpretado, já que, para muitas pessoas, remete à ideias como dependência ou possessão. Entretanto, o apego também está relacionado a conceitos como laços afetivos, solidariedade e compreensão. De fato, o apego pode ajudar a desenvolver o amor e o carinho, que são fundamentais tanto na construção do caráter e personalidade de uma criança, quanto na construção de um relacionamento maduro.

Mas é preciso entender que estamos nos referindo ao apego saudável e, por isso, a estrutura da relação deve ser baseada em confiança. Basicamente, os envolvidos devem desenvolver confiança mútua. Para que isso aconteça, devem ser pessoas emocionalmente estáveis e que não cultivam dúvidas sobre o parceiro, pois o laço afetivo se sobrepõe à insegurança e ao medo de ser traído, abandonado ou enganado.

É claro que ninguém consegue reunir todas essas qualidades em 100% do tempo e que há dias ao longo das relações em que as dificuldades e os problemas parecem querer falar mais alto. Mas é justamente nessa hora que você deve lembrar se está fazendo algumas das atitudes que descreveremos a seguir:

Como construir um relacionamento saudável?

Estimule a empatia

Empatia é um sentimento que, diferente da simpatia (que surge naturalmente), pode ser estimulado e desenvolvido. A empatia nada mais é do que a capacidade de entender o próximo, colocar-se em sua posição e compreender o contexto de suas motivações, atitudes e visão do mundo.

Para desenvolver a empatia é preciso legitimar os sentimentos e conceitos alheios, ainda que você não concorde com eles. Empatia gera bem-estar e ajuda a construir harmonia entre as pessoas, fazendo-as se sentirem reconhecidas e valorizadas.

Saiba ouvir

Uma relação saudável consiste em troca de experiências. Por isso é tão importante saber que, assim como existe a sua hora de falar, também há a hora de ouvir. Saiba verdadeiramente ouvir o seu próximo, com atenção. Não ouça somente com o aparelho auditivo, mas com as suas emoções, buscando compreender o que ele tem a dizer.

Dê atenção e cuidado ao que é dito, sempre olhando nos olhos e considerando os conceitos mencionados. A maioria dos problemas de um relacionamento pode ser resolvida por meio da comunicação verbal.

Reconheça o poder do silêncio

Situações estressantes, adversidades e problemas são famosos por criarem o cenário ideal para brigas, desentendimentos e ofensas. Por isso, é muito importante reconhecer o poder que o silêncio tem para “apagar um incêndio” perante uma situação drástica. Com ânimos alterados, dificilmente algum dos envolvidos conseguirá se expressar com 100% de controle sobre as suas emoções.

Seja paciente

A paciência é considerada uma virtude, não é verdade? De fato, junto com a tolerância, ela é a base para qualquer relação saudável, seja entre amigos, parentes, casais ou até mesmo entre um funcionário e seu chefe. A paciência é uma característica apaziguadora, que proporciona um clima de harmonia e bem-estar.

No entanto, se você não consegue desenvolver esses sentimentos e características citados acima com tanta facilidade e percebe que os seus relacionamentos estão cada vez mais destrutivos, pautados pela competição, pelo desrespeito e pela indelicadeza, comece a pensar na possibilidade de procurar um psicólogo e fazer uma terapia. O psicólogo é o profissional capaz de fazer com que você aprenda a manter um equilíbrio entre as emoções, aceitando as diferenças e estimulando o convívio de forma sadia.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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