Violência Física e Psicológica no Casamento

violencia psicologica no casamento

Reflexões sobre as agressões no matrimônio

Brigas acontecem, de vez em quando, em todo relacionamento. Discussões podem até ser saudáveis, quando o respeito está presente. Mas existem divergências que devem servir como um sinal de alerta, porque indicam que algo está errado na maneira como o casal resolve as suas diferenças. É o caso da violência – tanto física quanto psicológica. Neste segundo caso, principalmente, procurar o auxílio de um psicólogo é fundamental. O profissional está preparado para ajudar a encontrar a raiz do problema, buscando soluções que melhorem a convivência a dois.

Quando as brigas fogem do controle no casamento

Morar junto com outra pessoa pode ser um verdadeiro desafio, certo? É preciso se adaptar às manias do outro, aprender a ceder e a ser mais flexível. No caminho em busca do equilíbrio, é comum que aconteçam desentendimentos. Mas é muito importante que ambos fiquem atentos à forma como estas diferenças de opinião são resolvidas para que as divergências não coloquem a vida do casal no limite. Em um cenário ideal, os dois têm liberdade para expor suas ideias com respeito e de forma saudável. Não há competição e nenhum dos dois é dominante.

São sinais de uma relação conturbada quando a voz é frequentemente levantada ou quando há violência física de qualquer uma das partes, por exemplo. Nesse caso, é preciso buscar soluções que garantam uma vida a dois mais tranquila e menos turbulenta.

Violência não é apenas física

É muito importante estar atento à violência física – uma vez que ela pode ir aumentando gradativamente e até ter resultado trágico. Quando há crianças, o efeito é ainda maior. Já que os pequenos ficam expostos à violência doméstica e podem desenvolver problemas psicológicos futuros em consequência disso.

Mas a violência não é apenas física. Algumas vezes ela se manifesta apenas no campo psicológico. São os gritos frequentes, os xingamentos e a agressividade verbal. Também existem casos mais sutis, relacionados à forma como o casal está configurado. São situações em que o desequilíbrio é aparente. Existe um lado que precisa se sentir dominante: quer ter as suas vontades atendidas, sem considerar a opinião ou o desejo do parceiro.

Existe solução para casamentos conturbados?

Mas e quando o cenário não é ideal? É preciso se separar? Nem sempre. Em muitos casos, é possível resolver problemas de convivência melhorando a forma como o casal se comunica. Quando os dois não conseguem fazer isso sozinhos, o apoio de um psicólogo é de grande ajuda. O profissional orienta as conversas para que elas fluam de forma saudável e construtiva. O psicólogo também contribui para que ambos identifiquem o seu próprio papel e que reconheçam o do parceiro no relacionamento. De forma que haja mais respeito, em uma convivência muito mais equilibrada.

É importante lembrar: no ambiente ideal ambos têm voz. As diferenças são discutidas de forma respeitosa e, junto, o casal encontra soluções que atendem ambas as partes. Em outras palavras, os dois são ativos no relacionamento. Ninguém precisa se anular ou abrir mão da própria identidade.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

*Os textos do site são informativos e não substituem atendimentos realizados por profissionais.