Por Marcela Manochio
Psicóloga · CRP 06/120952 · Atualizado em 18 de junho de 2026
Reflexões sobre as agressões no matrimônio
Brigas acontecem, de vez em quando, em todo relacionamento. Discussões podem até ser saudáveis, quando o respeito está presente.
Mas existem divergências que devem servir como um sinal de alerta, porque indicam que algo está errado na maneira como o casal resolve as suas diferenças.
É o caso da violência física ou psicológica no casamento. Neste segundo caso, principalmente, procurar o auxílio de um psicólogo é fundamental.

O psicólogo está preparado para ajudar a encontrar a raiz do problema, buscando soluções que melhorem a convivência a dois.
Quando as brigas fogem do controle no casamento
Morar junto com outra pessoa pode ser um verdadeiro desafio, certo? É preciso se adaptar às manias do outro, aprender a ceder e a ser mais flexível.
No caminho em busca do equilíbrio, é comum que aconteçam desentendimentos.
Mas é muito importante que ambos fiquem atentos à forma como estas diferenças de opinião são resolvidas para que as divergências não coloquem a vida do casal no limite.
Em um cenário ideal, os dois têm liberdade para expor suas ideias com respeito e de forma saudável. Não há competição e nenhum dos dois é dominante.
São sinais de uma relação conturbada quando a voz é frequentemente levantada ou quando há violência física de qualquer uma das partes, por exemplo.
Nesse caso, é preciso buscar soluções que garantam uma vida a dois mais tranquila e menos turbulenta. A Terapia de Casal é bastante recomendada.
Violência não é apenas física
É muito importante estar atento à violência física – uma vez que ela pode ir aumentando gradativamente e até ter resultado trágico.
Quando há crianças, o efeito é ainda maior. Já que os pequenos ficam expostos à violência doméstica e podem desenvolver problemas psicológicos futuros em consequência disso.
Mas a violência não é apenas física. Algumas vezes ela se manifesta apenas no campo psicológico. São os gritos frequentes, os xingamentos e a agressividade verbal.
Também existem casos mais sutis, relacionados à forma como o casal está configurado.
São situações em que o desequilíbrio é aparente. Existe um lado que precisa se sentir dominante: quer ter as suas vontades atendidas, sem considerar a opinião ou o desejo do parceiro.
Existe solução para casamentos conturbados?
Mas e quando o cenário não é ideal? É preciso se separar? Nem sempre. Em muitos casos, é possível resolver problemas de convivência melhorando a forma como o casal se comunica.
Quando os dois não conseguem fazer isso sozinhos, o apoio de um psicólogo é de grande ajuda. O profissional orienta as conversas para que elas fluam de forma saudável e construtiva.
O psicólogo também contribui para que ambos identifiquem o seu próprio papel e que reconheçam o do parceiro no relacionamento. De forma que haja mais respeito, em uma convivência muito mais equilibrada.
É importante lembrar: no ambiente ideal ambos têm voz. As diferenças são discutidas de forma respeitosa e, junto, o casal encontra soluções que atendem ambas as partes.
Em outras palavras, os dois são ativos no relacionamento. Ninguém precisa se anular ou abrir mão da própria identidade.

Autor: Psicóloga Marcela Garcia Manochio - CRP 06/120952Formação: Formada há mais de 10 anos pela Universidade de Franca, especialista em Psicoterapia Psicanalítica, membro do Núcleo NEOTA, possui experiência em atendimentos de adultos e terapia de casal, com foco em demandas como transtornos de ansiedade, relacionamentos, conflitos profissionais, depressão...
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