Por Jaqueline Braga
Psicóloga · CRP 06/128616
Publicado em 17/03/2014 · Atualizado em 18/06/2026
O autocontrole pode ser considerado como um dos princípios básicos da nossa racionalidade e pré-requisito para a saúde mental e bem-estar.
Dele resulta a nossa forma de agir, de viver, de se relacionar e, principalmente de como lidar com nossos problemas internos.
Segundo psicólogos, o autocontrole é um padrão de comportamento que pode ser alcançado mediante vários processos de aprendizagem.
No entanto, nem todo mundo que acredita possuir autocontrole, o tem de fato. A psicoterapia tem como papel fundamental orientar a pessoa para que ela possa adquirir o verdadeiro autocontrole.

E não se trata apenas de monitorar eautofiscalizar suas ações. Trata-se de conseguir direcionar plenamente opróprio comportamento, os pensamentos e as emoções.
Efeitos da falta de controle
A falta de controle acarreta em diversos problemas, tanto comportamentais, como psicológicos. Por exemplo, se a pessoa for muito ansiosa ou tiver sintomas de depressão, terá maior facilidade para desenvolver estresse.
Por consequência, acaba adotandocomportamentos apreensivos e de aflição, e até mesmo desencadeando raivaimpulsiva e outros comportamentos danosos.
Mesmo que a prática do autocontrole sejaimportante, no sentido de saber lidar com as emoções, a sua faltainevitavelmente apresenta reações físicas visíveis. como excesso de adrenalina, palpitaçãoe sudorese.
Outro efeito negativo da falta de controle é a incapacidade em enfrentar as situações difíceis.
Pode ainda gerar medo, pela frustração e sensação de fracasso, influenciam diretamente na autoestima da pessoa, estabelecendo bloqueios e transtornos.
Comportamentos passionais, carregadode pensamentos negativos em relação a si mesmo, trazem sofrimento e tambémsão características de falta de controle.
Como desenvolver o autocontrole
As dicas aqui são simples: autocontrole não significa estar associado à disciplina rigorosa, obediência, condicionamento e castigo.
Para conquistá-lo é preciso trabalhar com a assimilação de comportamentos e atitudes que realmente gerem uma mudança real. Confira algumas dicas.
1. Compreenda o movimento das emoções
Apenas fazer a leitura dos efeitos, quando já sematerializam, não é suficiente. É preciso construir uma forma de entendercomo os pensamentos surgem e por quê.
2. Listar os pensamentos e emoções
Depois de compreender seus sentimentos, a próximatarefa será a de estabelecer pequenos procedimentos e exercícios. Uma boaprática é descrever os pensamentos, de onde vieram e para onde sãodirecionados.
3. Crie formas de táticas
Bons hábitos são fundamentais para a nossa vida. E novos hábitos podem ser aprendidos e adquiridos. Para isso, desenvolva táticas cotidianas a fim de substituir um mau hábito por um bom hábito.
Desenvolver rotinas produtivas e benéficas é uma excelente maneira para retomada do autocontrole.
4. Faça um por vez
Não adianta tentar abarcar o mundo com as mãos. Escolha apenas um atributo que deseja melhorar por vez, de preferência aquele que seja prioridade no momento.
Nem sempre ter controle sobre todos os aspectos da vida é garantia de sucesso. Por isso, vá aos poucos.
Estas dicas são válidas para começarmos a lidarcom comportamentos que gostaríamos de controlar. Longe de querer autoimpor regras e disciplinas rígidas e punitivas,estabelecer formas de se autoconheceré uma verdadeira forma de liberdade.
O autocontrole é a capacidade que nós temos àdisposição de criar definitivamente estratégias para lidarmos com nossosreflexos emocionais e psicológicos de nossa natureza.
Quando temos autocontrole sobre alguns destes aspectos, imediatamente surge a noção de clareza e objetividade.
Gera estados de serenidade, percepção e lucidez, tão importantes para bem-estar cotidiano.
Buscar a ajuda de um psicólogo pode ser fundamental nesse processo de autocontrole.
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Autor: Psicóloga Adriana Jaqueline Costa Rodrigues Braga - CRP 06/128616Formação: A psicóloga Jaqueline Braga possui mais de 10 anos de experiência em Psicologia Clínica. É especialista Comportamental DISC pela Etalent Internacional e pós-graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental pela Universidade Anhanguera. Além disso, também possui pós-graduação em Psicologia...
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