Por Natalia Queiroz
Psicóloga · CRP 06/117294
Publicado em 16/02/2016 · Atualizado em 14/10/2026
Em qualquer fase da vida, perder uma pessoa querida e próxima gera tristezas e luto. Mas, segundo psicólogos, durante a infância, uma perda pode ser ainda mais significativa, afetando as crianças de forma diferente.
Por ainda estarem entendendo o funcionamento da vida, elas dificilmente estão preparadas para lidar com perdas, sejam elas iminentes ou imediatas.
Ainda assim, cada criança lida com a perda de sua própria maneira, que pode variar de acordo com a sua idade, a causa da morte, o grau de proximidade e até personalidade.
Por isso, é importante acompanhar de perto o comportamento das crianças de luto para fornecer o melhor apoio possível a elas durante os momentos mais difíceis.

Uma ferida emocional profunda proveniente do luto, quando não bem curada, por se tornar uma experiência traumática, e que vai seguir com ela durante todo o seu crescimento.
Ao contrário de um adulto, uma criança vai crescer com a memória da perda e aprender a entendê-la de maneiras diferentes ao longo de cada etapa do seu desenvolvimento.
Portanto, é essencial ajudá-las a evitar traumas e a lidar com o problema de forma saudável. A Terapia Infantil pode ser uma excelente ajuda.
Como ajudar uma criança a lidar com o luto
Conte com o apoio de pessoas importantes na vida da criança
Quando o luto é proveniente da perda de um dos pais, por exemplo, não é incomum que o outro pai, por estar lidando com seu próprio luto, esqueça de dar à criança a atenção e o apoio necessários para passar por esse período.
O mesmo acontece com a perda de um irmão. Claro que raramente este “esquecimento” é intencional. É apenas uma das consequências de uma perda importante na família.
No entanto, durante um momento difícil como esse, é importante que as pessoas que tenham algum envolvimento na vida da criança tentem ajudá-la a entender o processo pelo qual está passado e a lidar com a perda de uma forma mais positiva.
Isso significa que avós, tios, parentes próximos, professores e quaisquer outras figuras importantes para a criança têm um papel essencial na sua recuperação.
Entender suas necessidades, conversar e observar como a criança lida com a situação são algumas maneiras de ajudar. Além disso, também é válido que ajudem a reconhecer quando é necessário contar com a ajuda de um psicólogo para um acompanhamento mais intenso.
Permita que a criança se despeça
Algumas pessoas acreditam que, ao evitar que a criança vá ao velório ou enterro, estarão poupando elas de mais sofrimento. No entanto, este é um momento essencial para iniciar o processo de superação do luto, já que permite que a criança se despeça e comece a tomar consciência do que está acontecendo.
Também é preciso prepará-la para tudo que vai acontecer. Essa comunicação é importante pois evita que a criança desenvolva sentimentos de ansiedade, síndrome do pânico e até mesmo depressão.
É importante que alguém de confiança sente com ela, explique todos os passos da cerimônia. Assim, depois de entender tudo que acontecerá, a própria criança poderá decidir se quer presenciar ou não.
Caso opte por ir, é interessante que ela vá acompanhada por alguém que não seja afetado tão fortemente pela perda, como um professor ou um parente mais distante.
Caso opte por não comparecer, uma boa ideia é criar um ritual próprio para que se despeça, como uma pequena cerimônia íntima em casa, acender velas, plantar uma árvore, escrever uma carta ou outras atividades.
Reconheça quando é hora de buscar ajuda profissional
O luto em uma criança costuma ser diferente do luto em um adulto e as marcas de uma perda podem permanecer com a criança de forma negativa durante seu crescimento se não bem resolvidas.
Se após a perda de um ente querido a criança não demonstrar sinais de recuperação, estiver deprimida ou ainda muito afetada com o acontecido, pode ser interessante procurar a ajuda de um psicólogo que a ajude a lidar com o problema.
Às vezes, sessões de terapia para companhamento do luto podem ser feitas em conjunto com os demais membros da família que também passaram pela situação.
Lidar com o luto em família, compartilhando a dor, é uma forma eficiente de fortalecer os laços entre os que ficaram e de acelerar o processo de recuperação.
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Autor: Psicóloga Natalia Queiroz Nunes de Oliveira - CRP 06/117294Formação: Especialista em TCC - Terapia Cognitiva Comportamental, com foco em terapia individual em demandas como ansiedade, conflitos conjugais, estresse, depressão e carreira. Com formação em Inteligência Emocional, cursa especialização em…
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