Psicopatas: entenda tudo sobre eles

Psicopatas: entenda tudo sobre eles

O mundo dos psicopatas pertence a um imaginário social, mas você tem o conhecimento real sobre o assunto? Leia o artigo e entenda.

O termo “psicopatia” vem do grego “psique” + “patia”, que significa “patologia” ou “estudo da doença da psique”. Essa terminologia é atribuída pela psicologia, em geral, aos tipos de transtornos mentais e de personalidade antissocial. Embora a mídia geralmente faça uso desses termos, e, em especial, dos psicopatas, para descrever qualquer tipo de pessoa que cometeu crimes, o seu verdadeiro significado é bem mais amplo.

Os psicopatas, por sua vez, estão há muito tempo presentes no imaginário social, nos documentários, revistas, HQs e colunas de jornais, chegando a tornarem-se como ícones singulares da própria cultura moderna. Mas será que os psicopatas se enquadram satisfatoriamente em todos estes casos?

Psicopatas: quem são eles?

Conforme estudos de instituições de pesquisa internacionais, a psicopatia é verificada em cerca de 3% da população mundial. Bem, logicamente nem todos são psicopatas da forma como a mídia os pinta. Eles podem ser encontrados em qualquer lugar, justamente porque seus esterótipos podem ser associados a determinados comportamentos tidos como “normais” na sociedade.

Como vimos, a psicopatia está dentro dos transtornos de personalidade. Os transtornos de personalidade são tipos de perturbações que se caracterizam por padrões de interação interpessoais desviantes daquilo que é “normal” pela sociedade, como por exemplo, a mania de ameaças, insensibilidade à culpa ou remorso, manipulação psicológica e emocional etc.

Os psicopatas podem ter vínculos sociais, no entanto, terão dificuldade em estabelecer relações afetivas prolongadas, pela alta dose de antissociabilidade. Muitos casos, revela-se o total déficit de responsabilidade ética, e, às vezes, moral, de seus comportamentos, que à vista de outras pessoas, podem ser considerados como frios, manipuladores e violentos.

>>> Veja também: Como lidar com um psicopata no trabalho

O fato de terem o seu lado mais racional e detalhista, uma percepção aguda e cognitiva quase perfeita, torna-os muito difíceis de serem reconhecidos em sociedade, e por isso, os padrões clichês que foram criados em cima deles não funciona muito bem. Tais características fazem dos psicopatas livres de acesso a quaisquer lugares.

Como reconhecer psicopatas?

Pessoas muito atraentes, bajuladores, simpáticas, falantes, inteligentes, e também manipuladoras. Essas são algumas das principais características dos psicopatas. À primeira instância, ele terá sob seu domínio toda a situação à qual ele deseja satisfazer, em geral, sob relações de poder.

Para isso, ele será capaz de realizar qualquer coisa para chegar ao seu objetivo final. Ele não se deixa parar por julgamentos morais e éticos, o que determina exatamente o comportamento da psicopatia. Por exemplo, a violação de direitos e regras sociais são uma conduta perceptível.

Como o transtorno de personalidade antissocial é um tipo de transtorno mental desviante, ele não será representado em uma classe social específica, nem de gênero ou cor, mas em todos os lugares. Pode mesmo estar presente ao nosso lado, e por muito tempo, isto dependerá de como o seu transtorno desencadeará níveis de comprometimento ou não.

Dentre as características principais encontramos:

  • Ausência de ética social e moral;
  • Ausência de sentimento de culpa ou remorso;
  • Presença de raiva e agressividade;
  • Qualidades de manipulador.

Como podemos “medir” os níveis de um psicopata?

No geral, eles podem ser definidos em três categorias básicas:

Leve: as suas ações são individuais e para questões de pequena importância.

Moderado: quando causa determinados crimes e atos imprudentes que afetam a vida de algumas pessoas.

Grave: quando no caso de ações que violam o direito à vida e à liberdade, como assassinatos, estupros, torturas etc.

Como costuma agir um psicopata?

Em primeiro lugar, tende a ser bastante analítico das circunstâncias, elaborando e planejando ações de médio e longo prazo. Passa a observar modelos, pessoas, tipos de personalidades para que sua “vítima” possa ser construída.

O próximo passo é a aproximação, com o fim de extrair o máximo possível, seja de interesses em comum, como de simples relacionamento social. Ao fazer isso, ele imediatamente desvendará os pontos fracos e fortes da pessoa. A confiabilidade virá em segundo plano.

Casos conhecidos envolvem situações de roubo, falência econômica, destruição de relações, profissões desfeitas e crimes hediondos.

A psicopatia tem cura?

A psicopatia é um transtorno mental que não tem cura. E é muito importante definir o nível (dentre aquelas três categorias) em que a psicopatia é enquadrada. Para todos os casos deve-se determinar o tratamento adequado a fim de amenizar os sintomas e permitir que o psicopata consiga ter uma vida funcional. Além disso, é importante estar atento ao risco da automedicação (drogas controladas ou ilícitas), pois ela pode piorar a situação da pessoa.

Se o caso for detectado ainda cedo, durante a infância, é bem provável que adquira uma melhora considerável no tratamento. Se o caso for percebido quando adulto, o transtorno psicológico terá um tratamento mais difícil. Portanto, quanto antes for detectado, mais chances a pessoa terá de ter uma vida com mais qualidade.

O importante, em qualquer transtorno mental, é o seu descobrimento através do diagnóstico psicológico. Nem toda pessoa que comete delitos tem psicopatia, e nem todo psicopata é um psicótico. Muitos dos psicopatas já estão integrados à sociedade. Desmistificar os seus quadros e seus comportamentos é muito importante para a sociedade como um todo e pelo bem-estar dessas pessoas.

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Autor: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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