Psicologia e Orientação Vocacional

Como superar a dificuldade em ter que decidir o futuro profissional

Você sabe o que é e como funciona uma orientação vocacional? O termo é composto por duas palavras que têm as suas origens etimológicas no latim. O primeiro, orientação, vem do verbo oriri que se traduz como “nascido”. O segundo, vocacional, é originado de vocare, que significa chamar. Tomando por base o seu significado é correto dizer que, na orientação vocacional, o psicólogo deve ajudar uma pessoa a ouvir o “chamado do seu nascimento”, a sua vocação natural.

Como a orientação vocacional é aplicada?

A orientação vocacional é um conjunto de práticas destinadas a esclarecer dúvidas profissionais. Ou seja, é um trabalho preventivo destinado a fornecer os elementos necessários para permitir que uma pessoa faça a melhor escolha de carreira.

A orientação profissional pode ser realizada individualmente ou em grupos interligados, pois envolve tanto a exploração pessoal quanto a análise da realidade por meio de atividades de informação sobre as ofertas acadêmicas e sobre as particularidades do mercado de trabalho.

Quem precisa fazer orientação vocacional?

Tipicamente, os receptores de orientação vocacional são os adolescentes que estão perto de concluir o ensino médio. No entanto, a orientação vocacional também pode ser destinada a estudantes universitários, jovens em geral e até mesmo a adultos profissionalmente já inseridos no mercado de trabalho, mas que desejam reavaliar seu desempenho após a formação superior ou pretendem mudar de área profissional.

Para ajudar o orientando a descobrir qual é a sua vocação profissional, o psicólogo tem a sua disposição um grande número de ferramentas. Entre elas, é muito comum o uso de questionários constituídos por uma ampla lista de atitudes e ações vitais em várias profissões. Para responder ao questionário, o orientando deve escolher normalmente entre parâmetros como (discordo totalmente, discordo, concordo, concordo completamente) ou como (nenhum, muito pouco, pouco ou muito) de acordo com a sua identificação maior ou menor por item.

Assim, por exemplo, as perguntas que podem ser incluídas no teste são sobre qual seria o seu comportamento mediante determinada situação, quais são os seus interesses, as suas habilidades, o que te proporciona mais satisfação, quais as suas atividades preferidas, etc. Perguntas mais obviamente inclinadas a uma resposta prática também são propostas, como, por exemplo, qual biografia um orientando se sente mais atraído a ler. Usando os parâmetros acima, a questão deve ser respondida através das opções oferecidas: a biografia de um médico, a de um empresário, de um arquiteto ou de um naturalista ambiental, por exemplo. Além de testes que ajudam a atender as próprias habilidades, a orientação vocacional fornece informações sobre as opções educacionais existentes, como o mercado de trabalho absorve determinadas profissões e sobre os cursos universitários que oferecem mais oportunidades profissionais.

Note-se que a busca profissional é uma tarefa pessoal. Nela cada indivíduo deve ser reconhecido como um ator, adquirindo mais e mais recursos para promover e enriquecer a sua pesquisa particular. A este respeito, devemos ter em mente que a vocação muitas vezes não é inata e, na verdade, se desenvolve como um plano de ação e de conhecimento. Ao adquirir várias experiências – consciente e inconscientemente – sobre assuntos do seu interesse, o orientando ficará convencido de que pode escolher seu futuro profissional por si mesmo.

Os profissionais que auxiliam na orientação profissional devem descobrir a singularidade de cada pessoa e acompanhar a sua decisão, sem esquecer que essa tarefa envolve muita responsabilidade para ambas as partes. Uma pesquisa profunda sobre a história pessoal, gostos, preferências e habilidades do orientando são fundamentais para o sucesso de todo o processo.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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