Será que os opostos se atraem: a percepção da psicologia

Opostos se Atraem

Se os opostos se atraem, é possível manter um relacionamento entre pessoas tão diferentes?

O ditado é bem conhecido e pensamos nisso quando vemos pessoas que não parecem combinar. Será mesmo que os opostos se atraem? Pensar diferente ajuda no relacionamento? Por que ficamos tão interessados no que nos parece novo? E o que os psicólogos tem a dizer sobre esse comportamento?

Em qualquer relacionamento é comum que percebermos afinidades e diferenças entre opiniões, gostos e preferências em nosso(a) parceiro(a). E isso não é a toa, percebemos que a visão de mundo influencia na relação. Psicólogos sabem que os opostos se atraem, pois no sentimos curiosos e temos interesse pelo novo. No entanto a felicidade do casal está vinculada a questões mais profundas do que apenas a atração.

Descobrir o outro e o que o faz feliz é necessário para uma relação saudável, e é fácil entender que nem sempre o casal terá afinidade em tudo. Eles precisam olhar para o mesmo lugar no futuro. Decisões importantes passam por desejos intrínsecos à relação, como opção sobre filhos, expectativas sobre férias, organização de finanças e gestão familiar.

1) Os opostos se atraem e os semelhantes se reconhecem.

Não basta ter afinidades nos interesses, se o casal não deseja os mesmos objetivos para o futuro. Problemas comuns aos relacionamentos como as pequenas diferenças e a monotonia são facilmente superados. Porém debater todos os dias sobre onde sair, o que jantar, o destino do final de semana e coisas comuns com a gestão de tarefas domésticas e financeira, gera desgaste ao relacionamento.

Para manter a relação saudável depois de passada a etapa de atração, é importante ter reconhecimento e diálogo. E isso pode acontecer mesmo em relacionamentos de pessoas completamente diferentes. Basta haver o respeito, e objetivos comuns para o futuro. Esse sempre deve ser o ponto em comum.

2) Por que os opostos se atraem?

Tudo passa por percepções psicológicas e valorização do outro, expressão do afeto e interesse pelos mesmos objetivos. Casais formados por pessoas que se sentem opostas, podem se relacionar em harmonia, assim como casais que dividem preferências comuns.

O que se percebe é que a cumplicidade, a empatia, o companheirismo e os desejos futuros influem muito mais no dia-a-dia, do que questões mais superficiais, como atividades e hobbies. É possível equilibrar essas questões, desde que um não sufoque o outro, e haja momentos para desfrutar da vida a dois, com prazer e alegria.

>>>Leia também: Como respeitar o espaço de cada um nos relacionamentos.

3) Os opostos se atraem, mas se entendem?

Se um dos dois se sentir muito castrado em suas preferências, logo poderá confundir isso com desinteresse. Estar completo, ter autoconfiança, desenvolver o amor-próprio, faz com que a equação equilibre mais facilmente. Porém, em uma relação na qual você sente que não possui voz ativa e que suas preferências não são respeitadas, algo vai mal.

Nesses casos, é sempre importante entender o que não vai bem, conversar e buscar soluções conjuntas. Não podemos mudar o outro, mas é possível podemos firmar acordos saudáveis. Se nada disso funcionar, talvez seja importante recorrer à terapia de casais, para facilitar a comunicação e lidar com situações de conflito.

4) Avalie os prós e contras de sua relação.

Essa relação me faz feliz? Sou valorizado? Estou disposto a mudar? Avalie sua relação, pois a continuidade dela dependerá do que cada um busca e de que maneira está disposto a ceder, para criar afinidades junto ao outro.

Os opostos se atraem, mas nem sempre é possível que permaneçam juntos. É preciso estar pré-dispostos a aceitar o outro e isso exige esforço. Mas, quando há amor e companheirismo, as dificuldades podem ser superadas e cada um pode encontrar seu espaço na relação.

5) Procure a ajuda de um psicólogo ou terapeuta.

Se você estiver disposto a manter sua relação, é sempre possível encontrar formas para se sentir pleno, mesmo que isso signifique buscar um profissional habilitado para auxiliar nesse processo. Isso por que o casal pode passar por barreiras psicológicas, e desgaste da relação.

Um psicólogo poderá ajudá-los a buscar formas de se sentirem mais satisfeitos em sua convivência conjugal. O importante é entender que os opostos se atraem, mas precisaram de força de vontade para superar as diferenças.

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Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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