Infertilidade e Psicoterapia

Infertilidade e Psicoterapia

Você pode estar pensando, ‘o que a infertilidade tem a ver com a psicologia?’ Você deve ter conhecido casais que tentaram engravidar por anos e quando decidiram adotar uma criança, engravidaram. Essa história é comum na sociedade, tanto que pode ser assistida em séries e partes de filmes de cinema.

De fato, a maioria dos casos de infertilidade têm sido de origem biológica. Porém, em um estudo de 2004, encontraram que 40,2% das mulheres em procedimento para tratamento de infertilidade por técnicas de reprodução assistida no centro onde o estudo foi desenvolvido possuíam algum tipo de desordem psiquiátrica. Dentre as desordens mais frequentes apontadas nessa pesquisa encontravam-se as de cunho depressivo (26,8%) e as de ansiedade (28,6%). As estatísticas somam 20% dos casais que se encaixam no perfil de diagnóstico de “esterilidade sem causa aparente”. Este diagnóstico é dado a partir de exames para identificar as causas da esterilidade feminina que, eventualmente realizados, não conseguem detectar a causa da esterilidade, muitas vezes provocada por uma pressão psicológica e problemas fisiológicos.

Do ponto de vista biológico, a história é diferente. Como o hipotálamo é o responsável pela resposta ao estresse e à resposta sexual, os impactos são mais nítidos. Estresse e ansiedade em excesso podem levar à completa supressão do ciclo menstrual. Em casos menos graves, a glândula pituitária produz uma quantidade maior do hormônio prolactina, podendo desregular a menstruação.

Já no homem, o estresse causa a redução da quantidade de esperma e de volume do sêmen. O excesso de ansiedade muitas vezes pode resultar em falta de libido e de ereção. Numa situação de estresse extremo ou de ansiedade generalizada, a pessoa também pode vir a sentir palpitações, dores musculares, sensação de falta de ar, tontura, suor excessivo, extremidades frias e fadiga intensa, o que acaba provocando momentos de crise conjugal entre os companheiros.

A possibilidade de uma mulher saudável ficar grávida em seus primeiros seis meses de tentativa é de 60%. O que significa que, para uma mulher que sofre de ansiedade, depressão e/ou estresse, as chances diminuem. Vale ressaltar, que é necessário se consultar com um psicólogo para ter certeza que há um quadro de ansiedade, depressão e/ou estresse, através de um psicodiagnóstico.

Tratamento psicoterapêutico

A psicologia cognitivo-comportamental é uma abordagem focada e objetiva, o que facilita a rapidez no processo terapêutico. Através do psicodiagnóstico é possível identificar alguma desordem emocional e/ou de humor (ansiedade, depressão e/ou estresse). A partir daí, com os dados necessários, o psicólogo e paciente listam os objetivos a serem atingidos na terapia. Durante a terapia, existem testes de comportamento para a diminuição da ansiedade, usa-se de técnicas psicoterapêuticas para diminuir essa ansiedade e trabalha-se muitos aspectos ligados à expectativa de uma nova geração de vida.

O objetivo da terapia torna-se a diminuir essa ansiedade durante o processo terapêutico, para que o casal possa alcançar o seu objetivo final.

Autora: Leticia Merschmann (Psicóloga CRP 06/114273)

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