Por Marcela Manochio
Psicóloga · CRP 06/120952
Publicado em 20/07/2026
Você sabia que existem diferentes tipos de depressão?
Transtorno depressivo maior, depressão atípica, depressão ansiosa, depressão pós-parto, depressão secundária, depressão sazonal, distimia, depressão psicótica, depressão bipolar e a depressão endógena.
Conhecer essa variedade de condições é importante para saber identificar quando você ou uma pessoa próxima e querida está passando pelo problema.
Em nosso blog, contamos com uma série que aborda todos esses tipos para que você possa conhecê-los melhor, sendo que no post de hoje falaremos sobre a depressão endógena.
Por isso, continue acompanhando para saber mais a respeito do assunto, como causas, sintomas e tratamentos. Boa leitura!
O que é depressão endógena?
A depressão endógena é um tipo de depressão cujas causas estão ligadas a fatores internos e biológicos, como as modificações químicas no cérebro provocadas pela falta de equilíbrio em neurotransmissores essenciais, por exemplo.
Apesar do desencadeamento ser diferente de outras depressões – que, em sua maioria, costumam estar conectadas a experiências de vida, os sintomas costumam ser os mesmos, como tristeza profunda, apatia e falta de energia.
Quais são as causas da depressão endógena?
Como mencionamos anteriormente, a depressão endógena é causada por fatores internos – biológicos e/ou genéticos – que têm origem em alterações estruturais na bioquímica do cérebro, podendo ou não decorrer de fator hereditário.
Entretanto, sabe-se que pessoas com histórico familiar de depressão endógena têm maior predisposição a desencadeá-la.
Assim, de modo geral, esse tipo de depressão está associado a:
- Alterações químicas cerebrais, especialmente na redução dos níveis de serotonina, neurotransmissor essencial para proporcionar a sensação de bem-estar.
- Desequilíbrios hormonais, que são capazes de prejudicar o normal funcionamento do organismo e, assim, atingir negativamente o humor.
- Deficiência de nutrientes no corpo, que é prejudicial à saúde da mente, sendo que uma alimentação saudável é ideal para manter o equilíbrio nutricional.
Quais são os principais sintomas da depressão endógena?
No geral, os principais sintomas da depressão endógena se assemelham aos sinais de qualquer outro quadro depressivo.
No entanto, vale lembrar que cada caso deve ser analisado individualmente por um psicólogo ou psiquiatra, já que nem sempre a presença dos sintomas significa que o indivíduo está acometido pela depressão. Talvez seja apenas uma tristeza passageira ou, então, uma outra condição mental/emocional.
Dito isso, os sintomas mais comuns da depressão endógena são:
- Tristeza intensa
- Apatia
- Desânimo
- Estresse e irritabilidade
- Ansiedade
- Choro em excesso
- Isolamento social
- Sentimento de desesperança
- Alterações nos padrões de sono (excesso ou insônia)
- Falta de interesse na realização de atividades rotineiras
- Modificações no peso (perda ou ganho)
- Pensamentos suicidas
- Inquietação
- Fadiga excessiva
- Falta de concentração
Como é realizado o diagnóstico da depressão endógena?
Assim como outras condições de saúde mental, a depressão endógena é diagnosticada por um profissional especialista nesta área, podendo ser um psicólogo ou psiquiatra.
O profissional analisará o período de sintomas, a intensidade desses, bem como o nível da interferência da condição na vida do paciente. Para isso, avaliará o histórico da pessoa e solicitará exames, como de sangue, para conferir os níveis de algumas vitaminas e hormônios no corpo.
Assim, a partir de uma análise criteriosa, o profissional conseguirá constatar se o quadro clínico da pessoa é de depressão endógena (ou não) e, então, sugerir o tratamento mais apropriado para o caso.
Depressão endógena tem cura?
Sim, a depressão endógena tem cura. Com o acompanhamento e tratamento adequados, é possível controlar as alterações químicas em desequilíbrio e, assim, restabelecer a saúde mental e física em plenitude.
Por outro lado, se não for adequadamente tratada, essa condição pode resultar em complicações graves.
Como tratar a depressão endógena?
O tratamento da depressão endógena deve ser multidisciplinar – e contínuo – para que o paciente consiga alcançar a cura e, consequentemente, a remissão dos sintomas.
Nesse cenário, as principais frentes são:
Psicoterapia
Apesar de a causa da depressão endógena ser interna, como as alterações químicas no cérebro ou hormonais no organismo, a psicoterapia é indispensável para o tratamento.
Afinal, ela auxilia o paciente a identificar e a mudar os seus padrões de comportamento e pensamentos disfuncionais, recurso relevante para os momentos de crise e para uma melhor recuperação enquanto a parte biológica entra em equilíbrio.
Desse modo, por meio de reflexões, o indivíduo é estimulado a adotar uma mudança interna e comportamental. Além disso, o autoconhecimento é trabalhado, o que contribui para que o paciente reconheça gatilhos que desencadeiam o seu mau humor.
Acompanhamento com um médico
Considerando que na depressão endógena existem determinadas alterações no organismo, é fundamental incluir no tratamento o acompanhamento médico.
Sim, em razão da existência de um desequilíbrio químico do cérebro, o especialista prescreve medicamentos pertinentes para controlar os sintomas, como um antidepressivo que auxiliará na estabilidade dos neurotransmissores, por exemplo.
Além disso, esse profissional será o responsável por solicitar exames que diagnosticam se outro desequilíbrio pode estar provocando a depressão, como a falta de vitaminas ou o desequilíbrio hormonal para, então, indicar o tratamento necessário.
Prática de meditação
Por si só, a meditação é uma importante aliada para os cuidados com a mente e com o corpo, sendo benéfica para questões como a depressão e a ansiedade.
Assim, associada aos tratamentos anteriores, ela ajuda a proporcionar momentos de conexão e reflexão do paciente acerca de suas dificuldades pessoais.
Adoção de hábitos saudáveis
Um estilo de vida saudável é recomendado para toda e qualquer pessoa, especialmente para quem está enfrentando um quadro de depressão endógena. Afinal, ele ajuda a fortalecer o corpo e a mente para uma melhor recuperação.
Vale dizer que a adoção de hábitos saudáveis passa por:
- Praticar regularmente atividades físicas;
- Manter uma alimentação equilibrada e com nutrientes diversos;
- Investir em um boa rotina de sono;
- Controlar o estresse por meio de atividades de lazer.
Em conclusão, ao adquirir conhecimento a respeito de condições como a depressão endógena, é possível ficar mais atento aos sinais e, assim, buscar a devida ajuda para os cuidados com a saúde mental.
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Marcela Manochio
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Consultas por vídeoFormada há mais de 10 anos pela Universidade de Franca, especialista em Psicoterapia Psicanalítica, membro do Núcleo NEOTA, possui experiência em atendimentos de adultos e terapia de casal, com foco em demandas como transtornos de ansiedade, relacionamentos, conflitos profissionais, depressão...
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Autor: Psicóloga Marcela Garcia Manochio - CRP 06/120952Formação: Formada há mais de 10 anos pela Universidade de Franca, especialista em Psicoterapia Psicanalítica, membro do Núcleo NEOTA, possui experiência em atendimentos de adultos e terapia de casal, com foco em demandas como transtornos de ansiedade, relacionamentos, conflitos profissionais, depressão...
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