Por Ana Guastaferro
Psicóloga · CRP 06/228610
Publicado em 27/07/2026
Você sabia que existem diferentes tipos de depressão?
Transtorno depressivo maior, depressão atípica, depressão ansiosa, depressão pós-parto, depressão secundária, depressão sazonal, depressão endógena, depressão psicótica, depressão bipolar e o transtorno depressivo persistente – conhecido como distimia.
Conhecer essa variedade de condições é importante para saber identificar quando você ou uma pessoa próxima e querida está passando pelo problema.
Em nosso blog, contamos com uma série que aborda todos esses tipos para que você possa conhecê-los melhor, sendo que no post de hoje falaremos sobre a distimia.
Por isso, continue acompanhando para saber mais a respeito do assunto, como causas, sintomas e tratamentos. Boa leitura!
O que é distimia?
A distimia, também conhecida como Transtorno Depressivo Persistente, consiste em uma depressão crônica, porém de intensidade moderada.
Nessa condição, o mau humor do paciente é constante, isto é, ele não se instala de repente. Além disso, a pessoa apresenta irritação contínua, baixa autoestima, pensamentos negativos e uma personalidade complicada.
Vale dizer que a distimia pode ter origem na infância ou na adolescência, persistindo por longos anos ou, até mesmo, por toda a vida. Isso faz com essa depressão possa não ser descoberta, uma vez que os seus sinais costumam ser atribuídos ao temperamento difícil da pessoa.
Se o mau humor de sempre tem anos de história e nunca foi olhado de perto, talvez não seja temperamento. Psicólogos que atendem depressão fazem essa avaliação no Brooklin ou online e conduzem a psicoterapia em paralelo ao psiquiatra, quando a medicação entra, sem substituí-la.
Quais são as causas da distimia?
Assim como acontece com a “depressão comum”, existem vários fatores que podem desencadear a distimia, como:
- Fatores bioquímicos: alterações no próprio organismo, como a desregulação de neurotransmissores (ex.: serotonina, dopamina e noradrenalina) e flutuações hormonais.
- Fatores genéticos: pessoas com parentes de primeiro grau que têm ou tiveram depressão estão mais predispostas à condição.
- Fatores ambientais: vivência de traumas mal resolvidos, perda de entes queridos e uma rotina estressante, por exemplo.
Quais são os principais sintomas da distimia?
Em suma, os principais sintomas da distimia são:
- Mau humor e irritação constante
- Baixa autoestima e elevado senso de autocrítica
- Presença de pensamentos negativos intermitentes
- Sentimento de incompetência
- Falta de esperança, desânimo e tristeza
- Falta de energia para realizar tarefas simples do dia a dia
- Tendência ao isolamento social
- Dificuldade de se concentrar e de memorizar informações simples
- Sentimento constante de culpa (mesmo quando não se tem controle da situação)
- Sono desregulado (insônia ou sonolência excessiva)
- Desinteresse generalizado pela vida
Esses sintomas, contudo, não costumam impedir que a pessoa depressiva viva sua vida “normalmente”. Afinal, a distimia, como já mencionamos, tem intensidade moderada.
O que acontece é que os sintomas tornam a vida do paciente menos proveitosa e com muitas dificuldades para manter relações interpessoais e se manter produtivo e realizado nas vidas pessoal, social e profissional.
Como é realizado o diagnóstico da distimia?
O diagnóstico da distimia é clínico. Ou seja, o paciente deve passar por uma consulta com o médico psiquiatra ou psicólogo para que esse especialista faça uma anamnese e investigue se os relatos condizem com uma depressão crônica ou não.
Além dos sintomas, o profissional leva em consideração o tempo de manifestação desses.
Assim, por se tratar de uma condição crônica, os seus sinais devem perdurar por, pelo menos, dois anos. E, dentro desse período, o paciente não pode ter passado dois meses sem sintomas. Do contrário, não se pode considerar tratar-se de uma distimia.
Já no caso de crianças e adolescentes, os sintomas devem ter duração mínima de um ano.
É importante destacar o papel da família e dos amigos nesse processo de diagnóstico. Afinal, a pessoa que sofre com o transtorno tende a achar que os sintomas são apenas características da sua personalidade, o que impede que ela procure ajuda por conta própria.
Portanto, é muito importante que a rede de apoio esteja presente para dar um direcionamento de forma responsável e acolhedora, é claro.
Distimia tem cura?
Não, a distimia não tem cura definitiva, justamente por se tratar de uma condição crônica. Entretanto, com o tratamento adequado e consistente, é possível que ocorra a remissão dos sintomas, possibilitando que o indivíduo distímico tenha bem-estar e leve uma vida normal.
Como tratar a distimia?
O tratamento da distimia deve ser multidisciplinar – e contínuo – para que o paciente consiga alcançar a remissão dos sintomas.
Nesse cenário, as principais frentes são:
Psicoterapia
A psicoterapia é indispensável para quem sofre com qualquer tipo de depressão, incluindo a distimia. Isso porque ela auxilia o paciente a identificar e a mudar os seus padrões de comportamento e pensamentos disfuncionais.
Desse modo, por meio de reflexões, o indivíduo é estimulado a adotar uma mudança interna e comportamental. Além disso, o autoconhecimento é trabalhado, o que contribui para que o paciente reconheça gatilhos que desencadeiam o seu mau humor constante.
Por fim, mas não menos importante, o psicólogo ainda pode ir mais a fundo ao tentar descobrir a causa da distimia. Nesse sentido, caso seja um fator ambiental, como um trauma da infância, por exemplo, esse será tratado também.
Uso de medicamentos
O tratamento medicamentoso também é comumente indicado para controlar os sintomas e tratar os fatores bioquímicos da distimia. Para tal, é necessário que um médico psiquiatra prescreva as medicações corretas. Nunca tome por conta própria!
Mudança de hábitos e estilo de vida
Essa é uma outra frente necessária no tratamento da distimia. Aqui, o indivíduo distímico precisa alterar seus hábitos e o seu estilo de vida para melhorar o humor, diminuir a irritabilidade e tratar os outros sintomas da condição. Isso tem a ver com o autocuidado!
Portanto, o paciente pode (e deve!):
- Praticar regularmente atividade física: para liberar horômnios que promovem a sensação de bem-estar;
- Destinar dias da semana para a prática de algum hobby: para aumentar a sensação de prazer;
- Praticar a meditação: para relaxar e acalmar a mente e os pensamentos acelerados;
- Se engajar no voluntariado: para se sentir motivado e relevante e encontrar um sentido para a vida;
- Manter uma alimentação saudável e sem bebidas estimulantes: para manter as vitaminas e minerais em bons níveis no organismo, evitando desequilíbrios bioquímicos.
Construção de uma rede de apoio
Contar com uma rede de apoio construída por amigos e familiares que querem o seu bem e que te transmitam confiança é indispensável para esse processo de reabilitação.
Afinal, ter pessoas para te ouvir sobre aquilo que te aflige, para te incentivar e te acompanhar na prática de uma atividade física e para te fazer companhia em momentos dolorosos e desafiadores é muito importante.
Sendo assim, construa uma rede de apoio forte e duradoura. Mas, atenção: também seja um ponto de apoio para essas pessoas quando elas precisarem. Essa rede precisa ser recíproca para funcionar bem!
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Se você desconfia que pode ter a distimia ou outro tipo de depressão ou acredita que alguém próximo esteja sofrendo com algum transtorno, entre em contato conosco! Conheça os nossos psicólogos e agende a sua consulta hoje mesmo!
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Autor: Psicóloga Ana Caroline Pina dos Santos Guastaferro - CRP 06/228610Formação: Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e pós-graduanda em Neuropsicologia. Atua com adultos e casais em demandas como relacionamentos. ansiedade, depressão, burnout, compulsões, conflitos afetivos e transição de carreira.
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