Espero que você goste desse artigo. Se você quiser, conheça os psicólogos e os psicólogos que fazem terapia online por videochamada. Autor: Adriana Jaqueline Costa Rodrigues Braga - Psicólogo CRP 06/128616

Segundo um estudo realizado pela Fiocruz, a depressão pós-parto acomete 25% das mulheres brasileiras que acabaram de ter filhos (entre 6 a 18 meses após o parto). Esse é um dado bastante alarmante e que demonstra a necessidade de nos preocuparmos urgentemente com a saúde mental materna.
No entanto, apesar de ser comum, esse é um problema que pode ser evitado, felizmente. Isso significa que é plenamente possível prevenir a depressão pós-parto.
Por isso, neste artigo, trouxemos algumas dicas importantes e práticas sobre como prevenir essa condição que atinge tantas mulheres no Brasil.
Se você é gestante, cônjuge, parente ou amigo de uma mulher que está à espera de um bebê, não deixe de ler e conferir. Boa leitura!
8 dicas para prevenir a depressão pós-parto
Antes de trazermos as dicas de prevenção da depressão pós-parto, convém mencionar que essa condição é diferente do baby blues, uma outra condição muito comum após o parto.
Nele, a mulher sente uma tristeza profunda após a chegada do bebê, principalmente por causa da brusca mudança hormonal. No entanto, diferentemente da depressão, ela desaparece em poucos dias sozinha.
Por isso, se você perceber que a tristeza está demorando a passar após o parto, não hesite em procurar ajuda psicológica!
Dito isso, vamos às dicas do que pode ser feito para prevenir a depressão pós-parto:
1. Informe-se durante a gravidez
O primeiro passo é se informar ainda durante a gestação sobre o que ocorre com o corpo, mente e emoções da mulher após o parto. A vivência do desconhecido pode ser assustadora, principalmente a maternidade, que traz consigo muitos desafios e mudanças.
Sendo assim, o ideal é ler livros e materiais confiáveis na internet sobre a maternidade e o pós-parto, assistir a documentários sobre o assunto e também conversar com mulheres que já passaram pelo processo para compreender como é essa fase. Apesar de cada uma vivenciá-la de uma forma, ouvir relatos diversos pode ser engrandecedor.
Portanto, não espere passar pelo pós-parto para conhecê-lo. Utilize os recursos que você tem para se informar e, de certa forma, ir mais preparada (ou menos despreparada) para essa bonita, mas intensa fase da vida.
2. Seja realista
Algumas mulheres acreditam que, após o parto, o corpo e a rotina voltarão ao seu estado normal rapidamente. Essa percepção vem muito das redes sociais, em que influenciadoras e famosas postam uma vida que não condiz com a realidade.
Nesse sentido, é muito importante filtrar essas “informações” desconexas e compreender que tudo muda após a chegada de um filho – e que talvez nada voltará a ser como antes, mesmo com o passar do tempo. Não significa que será pior, mas sim diferente.
Encarar esse processo com a calma e paciência que ele pede, compreendendo que o seu relacionamento, a sua rotina, as suas prioridades e o seu corpo vão mudar é essencial para não sofrer com a frustração proveniente de uma falsa expectativa. Portanto, seja realista!
3. Mantenha hábitos saudáveis
Durante a gestação, é imprescindível manter hábitos saudáveis capazes de manter tanto o pleno desenvolvimento do bebê quanto a saúde da gestante, inclusive a mental.
Assim, dentre outras coisas, é importante:
- Dormir bem (em quantidade de horas e qualidade);
- Se alimentar de forma saudável;
- Praticar atividade física regular (pode ser uma simples caminhada);
- Praticar técnicas de relaxamento (como yoga e meditação).
Todas essas ações são importantes para criar essa rotina de autocuidado e proporcionar uma gestação e, consequentemente, um pós-parto saudável.
Na medida do possível, essas atividades devem ser mantidas após o parto também, respeitando os seus limites, é claro.
4. Conte com uma rede de apoio
É indispensável ter uma rede de apoio que possibilite não só a realização das atividades listadas anteriormente como também para tirar um tempo de qualidade para si – inclusive para não fazer nada.
Sim, sabe-se que a maternidade exige muito das mulheres e que, sem uma rede de apoio, é impossível ter um tempo para fazer algo para si mesma (ainda que esse seja mínimo).
Portanto, procure estruturar um grupo de pessoas que possa te ajudar antes mesmo de a criança nascer, incluindo o parceiro, familiares, amigos e até mesmo babás. Esse é um ponto essencial para ter qualidade de vida e saúde mental após o parto.
5. Não se cobre
Se cobrar para ser uma mãe perfeita e ainda alcançar a perfeição em outros papéis, como os de esposa, profissional e filha, é algo muito comum entre as mulheres, mas não deveria.
Afinal de contas, essa cobrança excessiva gera o sentimento de culpa, uma vez que ninguém consegue desempenhar tantas funções com excelência, ainda mais tendo que suprir as necessidades de um bebê.
Por isso, respeite os seus limites e entenda que, até que você se adapte a essa nova fase da vida, é preciso paciência, calma e autocompaixão. Seja empática consigo mesma para evitar a frustração e o adoecimento mental.
6. Participe de grupos de mães
Existem diversos grupos de mães – presenciais e online – que reúnem mães recentes a fim de trocarem experiências. Esse é um excelente recurso para não se sentir sozinha e para entender que, embora cada vivência seja única, todas as mulheres passam por desafios semelhantes aos seus quando o assunto é a maternidade.
Desse modo, antes mesmo de o bebê nascer, ingresse em grupos com essa proposta de acolhimento às puérperas. Você se sentirá pertencente a algo maior e perceberá que as dificuldades são superadas, ainda que elas pareçam eternas por um momento.
Isso te ajudará a enfrentar a maternidade com mais leveza!
7. Cultive sua relação com o bebê
Um dos sintomas da depressão pós-parto é a falta de vínculo e conexão com o bebê. No entanto, ela também pode ser a causa da condição, uma vez que a mulher pode se sentir triste por não ter aquele amor sobrenatural pelo filho nos primeiros dias.
Porém, saiba que isso é completamente normal! Sim, o laço entre mãe e filho é construído diariamente, não nascendo imediatamente após o parto. Essa é mais uma ilusão.
Nesse sentido, procure cultivar esse vínculo com o seu filho por meio de brincadeiras, conversas e até mesmo contando sobre o seu dia para ele. Essa é uma forma de evitar o estresse pós-parto e sentir que a conexão está sendo construída com a criança.
8. Faça terapia
A terapia é um recurso-chave em diversos momentos da vida, e na maternidade – período de tamanha revolução e evolução – não é diferente. Isso significa que você pode (e deve) procurar um psicólogo durante a gestação e manter o atendimento no puerpério.
Esse é um caminho eficiente para conhecer a sua nova versão, encontrar estratégias de enfrentamento para as dificuldades que eventualmente surgirem e se sentir segura para viver a maternidade com os seus erros e acertos.
O psicólogo com certeza te ajudará a entender melhor as suas próprias emoções e a cuidar da saúde mental nesse momento tão desafiador.
Portanto, se você está grávida ou acabou de ganhar o seu bebê, entre em contato hoje mesmo com os profissionais da Psicólogos Berrini para iniciar um acompanhamento materno delicado e respeitoso com você e com o seu filho!
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Autor: psicologa Adriana Jaqueline Costa Rodrigues Braga - CRP 06/128616Formação: A psicóloga Jaqueline Braga possui mais de 10 anos de experiência em Psicologia Clínica. É especialista Comportamental DISC pela Etalent Internacional e pós-graduanda em Terapia Cognitivo Comportamental pela Universidade Anhanguera. Além disso, também possui pós-graduação em Psicologia...
















