Autocontrole

Autocontrole

O autocontrole pode ser considerado como um dos princípios básicos da nossa racionalidade e pré-requisito para a saúde mental e bem-estar. Dele resulta a nossa forma de agir, de viver, de se relacionar e, principalmente de como lidar com nossos problemas internos. Segundo psicólogos, o autocontrole é um padrão de comportamento que pode ser alcançado mediante vários processos de aprendizagem.

No entanto, nem todo mundo que acredita possuir autocontrole, o tem de fato. A psicoterapia tem como papel fundamental orientar a pessoa para que ela possa adquirir o verdadeiro autocontrole.

E não se trata apenas de monitorar e autofiscalizar suas ações. Trata-se de conseguir direcionar plenamente o próprio comportamento, os pensamentos e as emoções. 

Efeitos da falta de controle

Autocontrole: esse texto está disponível também no Youtube 🙂

A falta de controle acarreta em diversos problemas, tanto comportamentais, como psicológico. Por exemplo, se a pessoa for muito ansiosa, terá maior facilidade para desenvolver estresse.

Por consequência, acaba adotando comportamentos apreensivos e de aflição, e até mesmo desencadeando raiva impulsiva e outros comportamentos danosos.

Mesmo que a prática do autocontrole seja importante, no sentido de saber lidar com as emoções, a sua falta inevitavelmente apresenta reações físicas visíveis. como excesso de adrenalina, palpitação e sudorese.

Outro efeito negativo da falta de controle é a incapacidade em enfrentar as situações difíceis. Pode ainda gerar medo, pela frustração e sensação de fracasso, influenciam diretamente na autoestima da pessoa, estabelecendo bloqueios e transtornos.

Comportamentos passionais, carregado de pensamentos negativos em relação a si mesmo, trazem sofrimento e também são características de falta de controle.

Como desenvolver o autocontrole

As dicas aqui são simples:  autocontrole não significa estar associado à disciplina rigorosa, obediência, condicionamento e castigo. Para conquistá-lo é preciso trabalhar com a assimilação de comportamentos e atitudes que realmente gerem uma mudança real. Confira algumas dicas.

1. Compreenda o movimento das emoções

Apenas fazer a leitura dos efeitos, quando já se materializam, não é suficiente. É preciso construir uma forma de entender como os pensamentos surgem e por quê. 

2. Listar os pensamentos e emoções 

Depois de compreender seus sentimentos, a próxima tarefa será a de estabelecer pequenos procedimentos e exercícios. Uma boa prática é descrever os pensamentos, de onde vieram e para onde são direcionados.

3. Crie formas de táticas 

Bons hábitos são fundamentais para a nossa vida. E novos hábitos podem ser aprendidos e adquiridos. Para isso, desenvolva táticas cotidianas a fim de substituir um mau hábito por um bom hábito. Desenvolver rotinas produtivas e benéficas é uma excelente maneira para retomada do autocontrole.

4. Faça um por vez

Não adianta tentar abarcar o mundo com as mãos. Escolha apenas um atributo que deseja melhorar por vez, de preferência aquele que seja prioridade no momento. Nem sempre ter controle sobre todos os aspectos da vida é garantia de sucesso. Por isso, vá aos poucos.

Estas dicas são válidas para começarmos a lidar com comportamentos que gostaríamos de controlar. Longe de querer auto impor regras e disciplinas rígidas e punitivas, estabelecer formas de se autoconhecer é uma verdadeira forma de liberdade. 

O autocontrole é a capacidade que nós temos à disposição de criar definitivamente estratégias para lidarmos com nossos reflexos emocionais e psicológicos de nossa natureza.

Quando temos autocontrole sobre alguns destes aspectos, imediatamente surge a noção de clareza e objetividade. Gera estados de serenidade, percepção e lucidez, tão importantes para bem-estar cotidiano. 

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Autor: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)
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