Eu me sinto confuso! É só uma fase ou preciso de um psicólogo?

Eu me sinto confuso

Renato Russo já cantava em “Quase sem Querer” as palavras “tenho andado distraído, impaciente e indeciso. E ainda estou confuso…”. Isso significa que todos nós passamos por fases em que alguns sentimentos ruins parecem nos dominar e os momentos de bastante confusão em nossas vidas se tornam frequentes. Isso é absolutamente normal e natural: você pode ficar confuso diante de uma decisão importante a ser tomada ou de um problema grave que ocorreu, por exemplo, e tem que resolver essas questões da melhor maneira, lidando com a correria do dia a dia. No entanto, quando a pessoa se sente confusa na maior parte do tempo e isso começa a afetar o comportamento é aconselhável procurar a ajuda de um psicólogo. Assim, diminui-se o risco de ter que enfrentar um quadro de confusão mental mais sério.

Para quem anda confuso

O melhor é ficar atento ao que você entende por “estar confuso”. Seria a dificuldade de concatenar suas ideias ou de seguir alguma direção? É a dificuldade de tomar uma decisão importante? Ou você tem estado confuso a maior parte do tempo e com coisas simples que não seriam motivo para tal confusão?

Se você concluir que se trata de uma confusão normal, corriqueira, talvez a conversa com um ente querido, um amigo, possa lhe ajudar a clarear as ideias e sair deste momento.

Porém, se você se sente incapaz de pensar de forma ágil e com clareza todo o tempo, talvez seja um sintoma de confusão mental. Observe se o fato de você se sentir desorientado, com dificuldade de tomar decisões e lembrar coisas simples tem sido uma constante.

A confusão mental pode estar relacionada a vários tipos de problemas ligados à saúde ou ao comportamento de risco, tais como:

  • Tumor no cérebro;
  • Concussão;
  • Febre;
  • Trauma ou lesão cefálica;
  • Doenças neurológicas;
  • Falta de sono;
  • Diabetes;
  • Distúrbios pulmonares;
  • Deficiência de vitaminas;
  • Uso de medicamentos;
  • Ingestão de álcool.

Quando uma pessoa fica confusa por muito tempo, pode ser um sinal de demência, o que pode levar à perda da função cerebral. Existem alguns sintomas que podem indicar a confusão mental. Se eles surgirem o ideal é procurar por tratamento médico o quanto antes:

  • Parar para pensar enquanto fala e gaguejar com frequência;
  • Perder a consciência de tempo e espaço;
  • Esquecer porque está executando determinada tarefa;
  • Alteração de emoções e agitação repentinas;

Pode acontecer, inclusive, de a pessoa precisar de ajuda para realizar tarefas corriqueiras, que não tenha condições de fazer sozinha.

É hora de procurar um psicólogo

Quando a confusão se torna recorrente e os sintomas citados acima aparecem com certa frequência, o melhor a fazer – o mais rápido possível – é procurar a ajuda de um psicólogo para evitar que o problema se torne ainda maior, podendo chegar à demência.

Quando for à consulta, é aconselhável que leve junto alguém do convívio ou anotações do que está ocorrendo para que possa ser relatado ao psicólogo sem correr o risco de esquecer alguma informação importante.

Através da terapia, o psicólogo poderá identificar o que vem causando a confusão, se está relacionada a alguma situação que o paciente está vivendo e pode ser temporária ou se se trata de algo mais grave e que necessitará talvez do encaminhamento a alguma outra especialidade médica.

Autora: Thaiana F. Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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