Razão x Emoção

Razão x Emoção

Este é um conflito que há muito tempo permeia nossas vidas, relações, decisões… Você sabe as principais características entre as pessoas mais emocionais e as pessoas mais racionais?

Normalmente, com nossa mente emocional, somos mais impulsivos, tomamos decisões das quais facilmente nos arrependemos, simplesmente por que “não conseguimos pensar” no momento da emoção. Temos dificuldade em encontrar as palavras certas e o momento certo para falar, mas também sentimos e nos emocionamos com muito mais facilidade e vivenciamos momentos bons e prazerosos com mais intensidade.

Com a nossa mente racional, conseguimos ponderar mais sobre as situações, mensurar consequências, ganhos e perdas e agir com mais assertividade. Porém, pensar demais pode nos paralisar. Pensamos tanto nas possibilidades, que algumas vezes paralisamos no momento da decisão, na tentativa de evitar falhas.

Nosso grande desafio é conseguir encontrar um equilíbrio entre razão e emoção. No campo da neurociência, sabemos que as decisões mais impulsivas são dirigidas diretamente para uma região do cérebro chamada Amígdala, enquanto que as decisões mais racionais passam pelo Hipotálamo até chegar ao Neocórtex. O caminho é mais extenso e por isto conseguimos “pensar mais”. A boa notícia é que podemos, à partir de treinos e reprogramação mental, mudar o caminho da amígdala para o hipotálamo, facilitando assim o raciocínio e ações mais assertivas.

Como tomar decisões?

Falando a respeito de razão e emoção nas decisões o mesmo acontece, precisamos encontrar equilíbrio na hora de decidir. Precisamos ponderar pontos positivos e negativos por meio da razão, porém a emoção é um componente que não pode ser deixado de lado. É ele que vai dar aquele “quê” a mais na hora de decidir, aquilo que muitas vezes chamamos de intuição. Sem emoção, nossas decisões serão desprovidas de sentimento, o que pode não ser emocionalmente saudável. A necessidade constante de evitar erros pode nos tornar engessados e previsíveis, deixando de lado a espontaneidade, tão necessária para nossas relações. Tentamos evitar erros, mas precisamos lembrar que estamos sujeitos a eventos não controláveis e que muitas vezes são eles que trazem graça e beleza para nossas vidas.

Autora: Ana Perez (Psicóloga CRP 06/103606)

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