Por Letícia Lopes
Psicóloga · CRP 06/168484
Publicado em 28/12/2018 · Atualizado em 15/07/2026
Como lidar com a Adolescência Tardia
Lidar com a adolescência tardia é uma tarefa que requer muita energia, pois essa fase pode durar anos.
Os psicólogos dizem que essa é uma condição que ocorre cada vez com mais frequência, e que essa fase compreende todas as mudanças e preparações para a vida adulta, podendo perdurar até os 25 anos.
E cada vez mais percebemos, que idade pouco tem a ver com amadurecimento. Esse tempo é considerado por dois motivos: Um é a expectativa de vida que temos, que hoje alcança facilmente os 90 anos, logo é natural que a adolescência dure mais.

Outra são estudos apontando que o cérebro segue em desenvolvimento até os 25 anos.
E isso tem impacto em toda a vida social e familiar dos jovens, que assim permanecem mais tempo na casa dos pais e apresentam uma série de comportamentos característicos da adolescência tardia, inclusive comportamentos acompanhados de sintomas como ansiedade e depressão.
E vai ficando comum vermos adultos com 40 anos, que ainda se comportam como se tivessem pouco mais do que 15 anos. Alguns professores garantem que não há diferença entre o comportamento de alunos no início do ensino médio e alunos universitários.
Precisamos entender esse comportamento para ajudar de forma positiva no amadurecimento desse indivíduo, assim como dar o apoio necessário para que ele faça essa transição sem criar co-dependências.
Pois a adolescência tardia tem mais impacto na vida social, do que efetivamente na vida biológica. Por isso, em alguns casos, buscar o auxílio de um psicólogo é fundamental.
Existem diversas questões para esse comportamento. Desde as mudanças no mercado financeiro e exigência de qualificações profissionais, algo totalmente inviável para quem precisa trabalhar para sustentar a própria casa. Inviável tanto pelo tempo, quanto pelo custo do investimento em formação.
Então, viver na casa dos pais é uma solução fácil.
Embora haja como agravante, o excesso de liberdade e o grande impacto e pressão sobre a entrada na vida adulta pode fazer com que os jovens adotem comportamentos pouco apropriados.
Veja dicas como lidar com a adolescência tardia, enquanto seu filho permanecer em casa!
1) Determine horários e o funcionamento da casa
Estabeleça regras sobre horários, comportamentos, refeições e funcionamento da casa.
Criar regras fará com que seu filho não se sinta completamente em casa, embora possa se beneficiar de viver com vocês, caso tenha disciplina e respeite os donos da casa.
Criar condições para que ele conviva com vocês já trará uma sensação de vida adulta, afinal você não está lidando com crianças e isso ajuda-o a se preparar para a vida longe de casa.
2) Crie uma planilha de atividades semanais
Faça seu filho participar das atividades domésticas e siga um “cronograma” familiar com essas tarefas, desonerando os pais de realizarem grandes esforços físicos.
Se ele vai viver com vocês, é justo que seja responsável por cumprir algumas atividades como cortar grama, pintar a casa, trocar um lustre, lavar o carro ou mesmo fazer comprar e cozinhar.
>>> Veja também: Como criar uma lista de tarefas irá mudar a sua vida.
3) Solicite algum tipo de contribuição
Ele precisa contribuir positivamente para se manter em sua casa, sem que isso traga acomodação para a vida dele. Exija que ele contribua com alguma conta da casa, como internet, água, compras mensais ou condomínio.
Isso não é nem um tipo castigo, é apenas um modo de mostrar como a vida custa caro e como é benéfico para todos ter o conforto de estar em casa, assim como contribuir com as despesas que garantem esse conforto.
4) Deixe claro quem decide
Hierarquia é muito importante para a disciplina. Tenha um ambiente agradável e acolhedor em casa, mas deixe claro que todas as decisões na casa serão suas.
É bacana dar sugestões e opiniões, mas o filho deve estar totalmente ciente que aquela casa pertence aos pais e são eles que tomarão as decisões finais.
5) Aproveite com qualidade a adolescência tardia de seu filho
A adolescência tardia tem suas vantagens. Além de manter a casa cheia, quando viajar, haverá alguém para cuidar da casa em sua ausência, e mais uma pessoa para dividir as tarefas da casa.
Seu filho pode ser um aliado e ajudar para que todos tenham mais qualidade de vida, mais tempo livre e conforto para viver.
É preciso se adaptar ao tempo que vivemos e lidar com a realidade financeira de cada família, e por isso podemos entender que caso haja uma divisão de responsabilidades, viver com os filhos até a idade adulta, não é necessariamente algo negativo.
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Autor: Psicóloga Letícia Batista Lopes - CRP 06/168484Formação: A psicóloga Letícia Lopes é graduada em Psicologia pela Universidade Paulista, possui formação em TCC (Terapia Cognitivo Comportamental) pelo CETCC; pós-graduada em Psicopatologia e Saúde Mental pelo CEPPS e Mentoria em TCC com Anna Polak...
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